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terça-feira, 18 de abril de 2017

- Time do Bom Retiro

Um dos uniformes que o FC Bom Retiro Utilizava - Alvinegro.
Poucos são os registros que temos sobre o Alvinegro Clube de Futebol Bom Retiro do bairro que emprestou o nome ao clube. Porém estes dados são importantíssimos para nossa história e quem sabe podemos ter a colaboração de outras pessoas e colocaremos no texto da postagem. Com a ajuda do Jornalista Giovani VitóriaMoacir Curbani, Theodor Darius, Wieland Lickfeld e Adalberto Jorge Kluser conseguimos alguns dados e fotos.

Quando garoto, lá pelos anos de 1960 ouvia falar que no final da década de 1920 o Amazonas Esporte Clube o primeiro clube de Blumenau do Bairro Garcia, havia contratado Leopoldo Cirilo um centroavante espetacular conforme ouvi em minhas pesquisas. A contratação foi a maior transação esportiva na época, reforçando o Amazonas que já possuía Nena Poli e outros, ajudando a formar na época um dos melhores clubes de Santa Catarina. Conheci tanto Nena Poli, de enorme estatura e forte fisicamente de cor branca. Leopoldo Cirilo de cor Negra, era alto e forte, ambos amavam o clube anilado do Garcia. Leopoldo Cirilo morava próximo a casa em que residíamos.
Leopoldo Cirilo e Nena Poli - craques do futebol de Blumenau
Foto 01
Futebol Clube Bom Retiro. Fotos provavelmente do início do Início dos anos 1950/51.
Na Foto 02: Pedro Curbani, o primeiro agachado da esquerda para direita. O terceiro agachado (com camisa escura) era o irmão do senhor Pedro: José Curbani, conhecido em todo o bairro Garcia, na época do Amazonas Futebol Clube, como Jépe. Jépe também atuou no Tupi (Gaspar) e Palmeiras de Blumenau.
Jépe irmão de Pedro Curbani além de jogar no Bom Retiro, também jogou no Tupi de Gaspar, Palmeiras de Blumenau e campeão por anos no Amazonas do Bairro Garcia. Um craque que chegou a ser convocado para a a Seleção de SC. Jogava de quarto Zagueiro e meio de campo. Batia pênalti com maestria. Na época os torneios inícios quando jogos terminavam empatados eram decididos por penalidade, três por equipe e um único jogador batia. Jépe conduziu o Amazonas a ganhar alguns torneios nas décadas de 1950/60.
Fonte: KORMANN, Edith. Blumenau: arte, cultura e as histórias de sua gente (1850-1985). vol. 1. 2ª ed. Florianópolis: Edith Kormann, 1996. Enviado por Wieland Lickfeld.

Pequena História:
Em 18 de outubro de 1926 foi fundado o "FC Bom Retiro”. Uniforme com cores preta e branca. Disputou o estadual de 1932, sendo eliminado pelo Brasil (Palmeiras) de Blumenau. O pequeno campo ficava no bairro mas não identificado.
O time ficou inativo no final da década de 1930. Outro Bom Retiro foi fundado posteriormente em 13 de janeiro de 1946 por remanescentes do FC Bom Retiro
TÚNEL DO TEMPO: F.C. BOM RETIRO - BLUMENAU
O Futebol Clube Bom Retiro, fundado em 18 de outubro de 1926,  foi o clube do bairro homônimo em Blumenau. As cores da bandeira e uniforme eram preta e branca.

O alvinegro foi o segundo time blumenauense no campeonato catarinense, em 1932. Naquele ano, quatro equipes participaram da competição no sistema eliminatório (mata-mata). No campo da Sociedade Ginástica (campo que hoje pertence a E.E.B.E. Pedro II) , em Blumenau, o Brasil venceu o Bom Retiro por 6 a 3.


No outro confronto, o Figueirense venceu o Brasil de Tijucas por 4 a 1. Na decisão, o time de Florianópolis sagrou-se campeão ao vencer o Brasil de Blumenau por 7 a 3. Nesse caso houve uma trapaça Leiam: A trapaça, campeão foi o Brasil, Palmeiras, BEC


Naquele ano, a diretoria do Bom Retiro era composta por: 

Presidente: José Baum

Vice-presidente: João Hahn
1º Secretário: Francisco Klitzke Jor
2º Secretário: Paul Fritzshe
1º Tesoureiro: Theodoro Darius
2º Tesoureiro: Walter Seelbach

O clube inscreveu 16 atletas para o campeonato catarinense de 1932, entre eles, Nilo Silva (Tigi), que mais tarde tornou-se um conhecido árbitro da Liga Blumenauense.

Nilo Silva; Arnaldo da Silva Porto; Herbert Otto; Helmuth Fischer; Paulo Fischer; Walter Seelbach; Ricardo Fischer; Afonso Balsini (Posto de Saúde da Velha Central tem o seu nome); Lauro Gracher; Theodoro Rodrigues; Bento Silva; Walter Deggau; Alfredo Creus; Walter Eisenhut; Theodoro Spitzer; Adolfo Pellath.

Fonte: acervo Osny Meira a ofício FC Bom Retiro/1932
Arquivo de Moacir Curbani/Adalberto Jorge Kluser/Adalberto Day/colaboração Giovani Vitória, Wieland Lickfeld, Theodor Darius e Adalberto Jorge Kluser/pesquisador do futebol catarinense.
Vídeo de Moacir Curbani:
Homenagem de Moacir Curbani ao Clube e seu pai Pedro
Para saber mais sobre o Bairro Bom Retiro clique em:
Bairro Bom Retiro

quarta-feira, 12 de abril de 2017

- Mamonas Assassinas

 Mamonas Assassinas em Blumenau
Domingo de Sol na Prainha
Concha acustica doada em 1986 pela Artex 
A matéria é reprodução de texto do JSC do ano de 2003.
Em outubro de 1995, Mamonas Assassinas faz show que entra para a memória da cidade.
Uma multidão se aglomerou na Ponta Aguda e do outro lado do Rio-Itajaí Açu para assistir à banda paulista que estava no auge da carreira.
Um meteoro de simpatia passou por Blumenau no dia 22 de outubro de 1995. Levados a condição de superestrelas da música em questão de meses, o grupo de rock Mamonas Assassinas chegou a Blumenau para encerrar o Festival Skol Rock, que era paralelo a Oktoberfest, no auge de uma carreira na qual a longevidade foi inversamente proporcional a irreverência que conquistou o país.
E aquele domingo ensolarado realmente ficou marcado na história da cidade, sobretudo para as mais de 50 mil pessoas (mais que o dobro do que qualquer outro show do festival) que assistiram à apresentação na Prainha. Nunca tantas pessoas estiveram, juntas, na praça que nos anos 90 virou reduto do lado roqueiro da festa mais alemã do Brasil.
Quem conseguiu um comemorado espaço na Prainha chegou muito antes do início do show, que começou por volta das 17hs. Perto dos ídolos, então; só quem madrugou nas margens do rio. Mas os barrados na festa não se deram por vencidos. Numa cena que não sai da memória de quem presenciou aquele dia, milhares de pessoas assistiram ao show da Avenida Beira-Rio ou das margens do rio, sem falar nos que improvisaram seus camarotes até onde a vista pudesse alcançar. Munidos de binóculos do alto dos prédios da Ponta Aguda e até do tradicional Fronshinn, o que, inclusive, chamou a atenção  do cantor Dinho:Queria mandar um abraço para o pessoal que está lá em cima, no hotel”, disse durante o show, sem saber que se tratava de um restaurante.
Multidão tomou conta da Prainha 
Vestidos de Chapolim, uma marca registrada do grupo paulista, os Mamonas Assassinas não decepcionaram os que se esforçaram tanto para vê-los.
As músicas engraçadas e de letra fácil fizeram todo mundo cantar do início ao fim. O antológico show foi o último dos Mamonas em Blumenau. Pouco menos de seis meses após a aparição na Prainha a meteórica trajetória do grupo foi bruscamente interrompida por um acidente aéreo quando voltavam para Guarulhos, terra natal do grupo.
Arquivo Jornal de Santa Catarina/Adalberto Day
Jornal de Santa Catarina, sábado e domingo, 30 e 31 de agosto de 2003
Colaboração: José Geraldo Reis Pfau e Caio Santos
História da Prainha:

quarta-feira, 5 de abril de 2017

- O Silêncio do Castelo

O Silencio do Castelo

A matéria é reprodução de texto do JSC do ano de 2003, referindo-se aos eventos de 1999. 
Blumenau 22 de fevereiro  de 1999
Criada em 1869 a Moellmann sucumbiu às dívidas e pediu falência 130 anos depois.
Fechamento do mais famoso ponto turístico da Rua XV surpreende a cidade em fevereiro de 1999.
O silêncio tomou conta do castelo mais famoso de Blumenau no dia 22 de fevereiro de 1999. Com dívidas que, na época, ultrapassavam a R$ 6 milhões, os 130 anos de tradição da Moellmann sucumbiram e a empresa decretou falência, encerrando de forma discreta e melancólica  as atividades. Naquela manhã, a cidade foi pega de surpresa ao descobrir o prédio inaugurado em 1978, na Rua XV de Novembro, de portas fechadas. Chegou-se a falar que o local seria transformado em um centro comercial, o que acabou não ocorrendo.

Autoridades e pessoas comuns lamentaram a perda de um patrimônio histórico de Blumenau. Apontado como uma das construções mais fotografadas da Região Sul, o castelinho teria pela frente anos de incertezas. Além do processo de falência, uma briga judicial se arrasta desde então. Isso porque, oficialmente, no dia do fechamento o prédio não pertencia mais à Moellmann. Oferecido como garantia do pagamento de empréstimos, o prédio há três anos havia sido repassado ao empresário Wandér Weege, de Jaraguá do Sul.
O confuso processo está indefinido até os dias atuais. Enquanto o impasse segue sem solução, a prefeitura encontrou uma forma de evitar que o local permanecesse fechado e, desde junho do ano passado, por recomendação judicial, instalou lá a Secretária de Turismo.
O imóvel que viria a se transforma no castelinho foi adquirido pela família Moellmann em 1919. O projeto arquitetônico marcante foi inspirado na prefeitura de Michelstadt, na Alemanha. A história da empresa começou um século antes, em 1817, pelas mãos de Carl Moellmann, carpinteiro que, em função das dificuldades para prosperar na Europa, veio com a esposa e os cincos filhos para o Brasil. Desembarcou em Florianópolis (na época, Desterro), onde, em 1869, abriu uma loja de tintas.
Anos depois, fazendo sucesso com a importação de utensílios e ferramentas da região onde nascera resolveu abrir filiais no Estado. A Loja de Blumenau foi a primeira, inaugurada em 13 de outubro de 1919.
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Castelo da Havan 
Observação: Em 31 de maio de 2008 A Loja Havan foi inaugurada no Castelinho ou Castelo.
Para saber mais e dados atuais leiam:
Inauguração do Castelo da Havan
Arquivo de Adalberto Day/Jornal de Santa Catarina, 1º de setembro de 2003 

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