"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

- As angústias de Dr. Blumenau

AS ANGÚSTIAS DO DOUTOR BLUMENAU
Por Carlos Braga Mueller/escritor e jornalista


Hermann Bruno Otto Blumenau foi um visionário e, ao mesmo tempo teve que ser um sonhador para concretizar a implantação da sua Colônia no sul do Brasil.
Quando lhe foi negada, pelas autoridades provinciais de Santa Catarina, a concessão gratuita das terras ele arriscou todo o dinheiro que tinha, e mais o que conseguiu com a família por empréstimo, constituindo uma empresa com Ferdinando Hackradt, passando a ser o detentor de uma Colônia particular. 

Conseguiu atrair poucos imigrantes para, com ele, fundar a futura cidade de Blumenau. Eram apenas 17, nove homens solteiros, duas mulheres solteiras, 2 casais, duas crianças. 

Mas chegando à densa floresta, onde índios selvagens estavam a espreita dia e noite, quase todos desistiram de ficar por aqui. Dos primeiros, só a família de Guilherme Friedenreich, o casal e duas filhas, e o charuteiro Frederico Riemer radicaram-se definitivamente na Colônia.
Os demais foram sucessivamente procurando outras plagas.
Aos poucos chegavam mais imigrantes, atraídos pela propaganda que na Alemanha se fazia sobre um futuro feliz no outro lado do mundo.
José Ferreira da Silva, no seu livro ”História de Blumenau”, narra as vicissitudes e infortúnios de Hermann Blumenau desde o início da colonização:
Casa de Dr. Blumenau que foi destruída na enchente de 1880

“Os infortúnios que ensombraram a vida do Dr. Blumenau multiplicaram-se com a chegada dos imigrantes. Atender-lhes as precisões mais urgentes, ouvir as queixas e reclamações de alguns, que se sentiam desiludidos, de outros torturados pelas saudades da terra natal, pensar na maneira de conseguir fundos para levar de vencida sua meta, eram assuntos que não o deixavam um só momento.” 
Alameda Duque de Caxias, Rua das Palmeiras em 1864

Em 1860 conseguiu transferir a responsabilidade da Colônia para o Governo Imperial e foi nomeado seu administrador, recebendo salário, o que o tirou do sufoco financeiro pelo qual passara desde a fundação, em 1850.
Até que, em 1881, a Colônia Blumenau foi elevada a município e Hermann Blumenau destituído da função.
Começava aí outra saga na sua vida, as dificuldades financeiras, sempre elas, com a possibilidade de não ter recursos para um futuro mais tranquilo.
A revista Blumenau em Cadernos, nas suas edições mais recentes vem publicando uma série de correspondências trocadas entre o Dr. Blumenau e seu amigo, Barão de Capanema.
O brasileiro Barão de Capanema, ou Guilherme Schüch, era filho de austríaco. Estudou em Viena e em Munique, na Alemanha, onde teve o apoio do botânico Von Martius, amigo de Hermann Blumenau.
Homem de confiança de D. Pedro II, Capanema em determinada época foi o encarregado de administrar a implantação de linhas telegráficas no Brasil, inclusive em Santa Catarina, onde contratou para o serviço o agrimensor Emil Odebrecht. Nesse tempo a amizade entre o Barão e Hermann Blumenau foi solidificada.
Por isso, prestes a deixar a administração da Colônia, elevada a município, ele contava suas mágoas, por carta, ao amigo. Reproduzimos alguns tópicos da correspondência:

Desde 1846 trabalhei duro neste país, procurei ajudar e ser útil onde era possível e servi ao Estado com entusiasmo, fidelidade e honestidade. Disso não colho méritos, pois apenas estava cumprindo a minha obrigação. No entanto, o fato de eu ter trabalhado muitas vezes além das minhas forças, e com isso arruinado completamente a minha saúde bem antes da hora e de ter ficado praticamente inválido para o trabalho, e ter me sacrificado bastante e ter sempre preterido os meus interesses e os da minha família, e apesar de termos vivido sempre modestamente, aos 62 anos não ter o suficiente para poder encarar o futuro sem preocupações, isso talvez mereça alguma consideração.”
Por isso, ao voltar para a Alemanha em agosto de 1884, sentia-se frustrado pela falta de reconhecimento por parte do Imperador.
Entretanto, várias vezes manifestou o desejo de permanecer e morrer na cidade que fundara e que tanto amou.
Nascido em 26 de dezembro de 1819, Hermann Bruno Otto Blumenau morreu em Brunsvique, Alemanha, no dia 30 de outubro de 1899. Estava com 79 anos, prestes a completar os 80.
Texto enviado por Carlos Braga Mueller/escritor e jornalista.
Para saber mais sobre Blumenau acesse:
Vídeo curiosidades sobre Blumenau:

http://www.youtube.com/watch?v=RIiU70pcf9U
Com Susan Germer e Adalberto Day

segunda-feira, 3 de julho de 2017

- Humor no Reino do GARCIA

Monarquia em Blumenau: Sargento Junkes e o glorioso Reino do Garcia
Publicado 3 DE JULHO DE 2017 / ANDRÉ BONOMINI Blog “A Boina”.

Abro espaço em meu blog como pesquisador e cientista social para um pouco de humor muito bem elaborado em nosso Grande Garcia. Com certeza vai fazer parte de nossa história. Adalberto Day
Existe um país encravado dentro de Blumenau. Um lugar que, cansado de ser um distrito da cidade, resolveu se tornar uma independente, uma monarquia que já tem Rei, parlamento, comitiiiva e projetos para se tornar ainda mais forte: É a saudável brincadeira do Reino do Garcia, criação de Tiago Junkes, ou melhor Sargento Junkes, morador do Reino do Garcia desde sempre e apaixonado por seu lugar, histórias e personagens.
Para conhecer a história  do Reino do Garcia acesse clicando em: 

A imagem mostra toda a Região Sul de Blumenau - Grande Garcia em 1978
História:
- O Bairro Vila Formosa foi criado em através da lei nº 717 de 28 de abril de 1956, na administração do Prefeito Guilherme Frederico Busch.Jr. O caminho paralelo à margem esquerda do ribeirão Garcia já constava no mapa da colônia Blumenau de 1864, existindo também a demarcação de alguns lotes coloniais. Este caminho atualmente é conhecido por Rua Hermann Huscher. Esta denominação foi dada em homenagem a um grande proprietário de terras no Bairro Vila Formosa, que inaugurou um curtume no dia 7 de janeiro de 1898.
- O Bairro Garcia que recebeu este nome em homenagem às famílias vindas do Rio Garcia, da cidade de Camboriú, recebeu esta denominação oficial através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956, pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. . O nome de Rua Amazonas foi colocado devido que na época era comum utilizar nomes de Estados, antes era conhecida com o nome de terras Die Kolonie. "A colônia”.
- O Bairro Progresso foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956.O nome Progresso originou-se após as implantações das empresas; Industrial Garcia e Artex – os moradores “diziam quando eram indagados onde residiam, que moravam onde o Progresso estava chegando” referindo-se as industrias. A Rua Progresso tem essa denominação desde 28 de agosto de 1952 – Decreto Lei nº 364. conforme artigo 2º. Antes era conhecido como Alto Garcia ou Garcia Alto e distrito do Jordão. E quem morava onde hoje é a Rua Rui Barbosa dizia que morava no “Krohberger ” ou Krohbergerbach “bach ribeirão”, ou ainda somente “Kroba”, devido a primeira família a morar na região Sr. Heinrich Krohberger, que chegou por aqui por volta de 1858 e falecido em 22 de abril de 1914 que possuía uma grande propriedade era engenheiro, agrimensor prestou serviço em vários governos inclusive com Dr. Blumenau, projetou as primeiras e maiores obras de vulto do município , entre os principais estão a construção das pontes do Garcia e do Salto, igrejas católicas e evangélicas.
- O Bairro Glória foi oficialmente criado através da lei nº 03, de 04 de fevereiro de 1938, Pelo prefeito José Ferreira da Silva, o bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. .O nome Glória foi colocado em homenagem a um antigo clube musical chamado Glória que existia desde 1920, antes era conhecido com o nome de Specktiefe (palavra de origem alemã que quer dizer caminho lamacento ou gorduroso, lama vermelha).
- O Bairro Valparaiso deve-se o nome ao Loteamento conjunto Valparaiso dado em homenagem a uma cidade chilena.Antônio Zendron havia comprado o lote de João Gebin, em 1920, onde no local havia uma plantação de abacaxi na vertente da direita e mandioca na vertente da esquerda do ribeirão. Com o desmembramento o caminho da roça se tornou a Rua Antônio Zendron, que recebeu a denominação oficial em 28 de agosto de 1952. O bairro ainda é mais conhecido como ZENDRON do que por Valparaiso .
- O Bairro Ribeirão Fresco foi oficializado pelo prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. No mapa de 1864 já constava o nome de Ribeirão Fresco, antes conhecido como Kuhler Grund – solo Fresco, denominação usada pelos primeiros imigrantes. Observação : o bairro preferiu não participar do Distrito do Garcia, mas é parte integrante do Grande Garcia.

Fonte: SargentoTiago Junkes. Acervo particular da Família de Dalva e Adalberto Day

terça-feira, 20 de junho de 2017

- Blumenau, Chorei de tanto amor!

Mais uma participação da escritora, historiadora Urda Alice Klueger. Hoje nos corta o coração falando lá de sua nova morada em Enseada de Brito, falando de sua cidade Natal Blumenau.
ALÉM DO NORTE, LÁ TAMBÉM É O ESCRÍNIO DA MAIS PRECIOSA JÓIA
                                
                           Por acaso, aqui na internet, passei por uma foto que me fez parar e olhar com mais atenção. Ampliei-a. Dei a primeira olhada.
                         Era da cidade que já foi minha, vista bonita, Beira Rio, provavelmente tirada do Morro da Antena, e a olhei com curiosidade, pois por tanto tempo aquela cidade foi minha que deveria me despertar alguma reação.
Rua XV de Novembro, 1398
                         E a reação veio, mas nada dizia do lugar aonde nasci à Rua XV de Novembro 1398,  em Blumenau, nem da minha infância na Garcia, nem das escolas que frequentei, nem dos empregos que tive, nem dos lugares onde morei, nem das pessoas que conheci – por um momento foi uma foto estática, que nada dizia além da localização geográfica e do ângulo em que foi tirada, até que, com a força de um vulcão em erupção, irrompeu das minhas entranhas, do meu coração, do meu âmago, das mais vivas e fortes fibras do meu ser, da minha essência mais profunda o que aquela cidade representava para mim, e que era a intensidade do amor, e o nome do amor afluiu à minha boca e ao meu coração com a intensidade de sempre, e eu me curvei de dor a repetir aquele nome, e me curvei de dor porque nada mudou, tantas décadas depois, e aquela cidade, e aquela Beira Rio que ainda não existia, e aquele rio simbolizam o mesmo amor que um dia simbolizaram e deram o sentido da minha vida, mesmo quando a espada do Destino veio e cortou abruptamente aquela maravilha que se vivia. Encurvada pela dor, olhava para aquela foto e ouvia, como que rimbombando poderosamente em todo o meu entorno aquele nome que eu pronunciava como a palavra cabalística que é e que faz toda a diferença em eu estar viva ou não estar, e esse estar viva ou não estar é o que acontece nesta vida e que deverá acontecer em outras.
                                   Então, agora sei o que aquela cidade representa, e lá de ela, através da foto ocasional, o amor estava e veio em ondas coloridas e chegou até mim, e só então eu entendi a cidade, o porquê da cidade, qual o meu laço com ela. Como que ancorada lá, está a mais linda história de amor que alguém já viveu e agora eu posso ir-me e ser feliz porque a história está comigo como meu bem mais precioso, e se algum dia tiver alguma dúvida, saberei onde está o escrínio que guarda aquela joia mais preciosa de todas, pois está comigo mas tem as raízes lá.
                                   Chorei de tanto amor por todo o tempo em que escrevi este texto.

                                   Enseada de Brito, 05 de maio de 2017, dia diáfano de tão azul clarinho.
                                   Urda Alice Klueger
                                   Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

Arquivo de Adalberto Day 

terça-feira, 13 de junho de 2017

- Jornal Sem Fronteiras

 
Quando recebi o convite para conceder uma entrevista ao Jornal Sem Fronteiras da querida cidade de Gaspar, através da Escritora, Jornalista, colunista senhora Arlete Trentini dos Santos, fiquei muito honrado e agradecido.
Mais feliz ainda por ser a edição de comemoração dos quatro anos de fundação do Jornal.
Resolvemos então, transcrever o conteúdo : 
Adalberto Day, cientista social e pesquisador da história em Blumenau.
Um catarinense de quem nos orgulhamos: Senhor Adalberto Day! Isso motivou-nos a convidá-lo para fazer parte da Vitrine Literária do Sul.
Ele tem, em sua casa, um grande Museu. Foram mais de 150  colaboradores. E esse museu tem muitas histórias. Encontramos lá máquinas fotográficas, que fotografaram a 2ª Guerra Mundial, máquinas de escrever, máquinas de costuras e rádios que ainda estão funcionando perfeitamente, relógios, louças, ferros de passar a brasa. São muitas peças que os imigrantes trouxeram na bagagem.
          O Senhor Adalberto Day nasceu em Blumenau a 15 de abril de 1953. É casado desde 1976 com Dalva Day, com quem tem duas filhas: Louisiana Waleska e Vanessa Betina. É Cientista Social, graduado com licenciatura pela Universidade Regional de Blumenau, professor aposentado das disciplinas de História, geografia, Filosofia e Sociologia, pesquisador da História de Blumenau.
          Tem vários trabalhos comunitários em Blumenau. Recebeu diversas menções e Moções. Recebeu o título Cuidador da História de Blumenau, em 2012, pela jornalista Nane Pereira. Em setembro de 2016, recebeu o titulo de Guardião da História de Blumenau, pela jornalista Aline Camargo.
          Quando menino, já era questionador. Sempre fazia perguntas á sua avó, Ana, e a seus pais. E com o passar dos anos, foi guardando na memória todas as histórias e informações que ouvia, talvez, sem fazer a menor ideia do quão importante se tornaria para uma cidade e do quão importante se tornaria o sentido da palavra: compartilhar.
          Gostaria de ver seu trabalho divulgado dentro de todas as escolas municipais, estaduais e particulares. Já realizou várias palestras, mostras, porém, sabe que é preciso muito mais.
          Depois da grave enfermidade em 2012, ficaram muitas sequelas, contudo, o Sr. Day diz que elas são os troféus da sua vitória. Ele repete: “Tenho que ficar bem, tenho muita história, para contar ainda!”
          Com o passar do tempo, aprimorou este seu lado e passou a se dedicar ás causas, fatos e histórias do Grande Garcia, depois, de toda cidade, passando a ser uma referencia para muitos estudos e teses.
          Tem sob sua guarda um farto registro, tanto escrito como físico, de muitas passagens, principalmente do grande Garcia, do Amazonas Esporte Clube, clube que ele e milhares de pessoas admiraram e curtiram. Foi um dos articuladores que foi ouvido pelo Prefeito Napoleão e Ricardo Stodieck, Presidente da Vila Germânica, que não deveria ser vendido o Morro do Aipim – e Restaurante Frohsin. Justificativa que este local seria o verdadeiro e único local doado pela família de Dr. Blumenau, em 1909,e, portanto, o principal local histórico de nossa cidade.
          Seu trabalho poderá ser mais bem visualizado no seu blog: www.adalbertoday.blogspot.com
          Todos em Blumenau e região deveriam acessar este link sobre Verdades e Mitos de Blumenau:
          Hoje, aposentado, é palestrante sobre a História de Blumenau e, em especial do Grande Garcia, em Universidades, entidades de ensino em geral, 23BI, turismo, empresas. A própria empresa que o demitiu, o contratou para palestras, mostras e outros, mostrando o reconhecimento do trabalho que desenvolvia.
          Trabalha em pesquisas, dá entrevistas em rádios, TVs, participa de trabalhos desde graduação até doutorado/mestrado, escreve para diversos livros e revistas, e jornais. Já participou de vários vídeos, seriados e outros.
          Para contato: familiaday@terra.com,br  

terça-feira, 30 de maio de 2017

- Como era o antigo “Bier Garden”

Como era o antigo “Bier Garden” da Praça Hercílio Luz
Entrevista realizada com o Sr. Leopold Neitzel
Por Sueli Maria V. Petry/diretora do Arquivo Histórico de Blumenau.
Natural da região de Fidélis, Blumenau, Leopold Neitzel nasceu no dia 12 de outubro de 1898.  Seus estudos foram realizados na Escola Particular Alemã de Fidelis. Foi aluno do Prof. Hermann Lang. Casou aos 36 anos com Ella Weise. Deste consórcio tiveram uma filha.
          Alfaiate de profissão, foi aprendiz de Leopold Laux o qual mantinha uma alfaiataria muito conceituada na Rua XV de Novembro. Aos 20 anos transferiu-se para Joinville, onde conseguiu emprego na Alfaiataria Torrens. Lembra Leopold Neitzel que naquela época, viajar era uma verdadeira odisseia, impossibilitado de pagar um carro de aluguel (táxi) que o levasse até Jaraguá do Sul, para pegar o trem que o conduziria a Joinville, fez que o trajeto a pé. Após permanecer por um período de 7 anos naquela cidade, retornou a Blumenau onde passou a exercer sua profissão com segurança. Abriu uma alfaiataria na esquina da Rua das Palmeiras, frente á antiga Ferraria Kielwagen. Sua especialidade na confecção de roupas para pessoas obesas garantiu-lhe uma clientela seleta. Durante dois anos trabalhou com 4 funcionários. O surgimento das confecções industrializadas enfraqueceu o seu oficio a tal ponto que se viu forçado a vender o empreendimento. Retornou a Joinville em busca de novo emprego. Nesta época eclodia a Revolução de 30. Este fato impediu-o de trabalhar e viajar a São Bento do Sul, ode tinha emprego garantido. Sem dinheiro, voltou para Blumenau. Recomeçou sua vida trabalhando no ramo da alfaiataria.
          Nas horas vagas trabalhou nas mais diversas profissões. Nos anos 38 a 40, trabalhou de garçom atendendo um convite que lhe havia feito o jardineiro responsável da Praça Hercílio Luz, Sr Fabian. Este jardineiro explorava os serviços de bar do pavilhão na lateral daquela praça, aproximadamente uns dois metros atrás, onde hoje está edificado o Monumento dos Voluntários da Pátria. Lembra o Sr. Leopold Neitzel que o pavilhão era muito frequentado pelos colonos que vinham do interior do município para vender seus produtos como ovos, manteiga, aipim, batata, melado, enfim, produtos que hoje encontramos nas feiras, mas naquela época eram vendidos de porta em porta, ou ainda por pessoas que vinham à Prefeitura  pagar seus impostos e resolver seus problemas.
          O pavilhão, segundo o Sr. Neitzel, tinha o formato redondo, aberto no andar superior e no inferior era utilizado para os serviços de bar. Neste bar servia-se café, doces, gasosa e outros. Lembra com saudosismo as marcas mais procuradas que eram as bebidas de Louis Probst a cerveja nacional de Otto J. Jensen , Hosang , E.G.Herrmann. No bar jogava-se baralho, fazia-se cervejadas entre amigos que ficavam muitas vezes, até altas horas da madrugada se confraternizando.
          A parte superior do pavilhão era destinada a apresentação de retretas que alegravam o ambiente nos dias de festas cívicas e concertos públicos. Em outros momentos esta área era utilizada pelos frequentadores do bar que subiam ao pavimento superior para apreciar o movimento e tomar a sua cervejinha. Lembra o Sr. Leopold, que a praça era bem conservada. Os trabalhos de limpeza ficava a cargo de um funcionário da Prefeitura que fora especialmente contratado para cuidar da ordem e limpeza da praça, diariamente. A praça era linda, com muitas árvores e canteiros que embelezavam o ambiente. Havia muito movimento, pois tudo se concentrava naquele local. Nos fundos, havia o Porto Fluvial, onde atracavam muitas lanchas que traziam mercadorias do Porto de Itajaí para Blumenau. O  Vapor Blumenau e o rebocador Santa Catarina eram os maiores. Estes além do constante transporte de mercadorias levavam e traziam passageiros. Destes, muitos faziam a sua parada obrigatória no pavilhão para tomar o seu café ou aguardar o vapor.
          Construído nos idos de 1919, na gestão do governo de Paulo Zimmermann, conforme a resolução 121 de 16 de abril daquele ano. O pavilhão conforme nos disse a filha do Sr. Mathias Fabian de acordo com a fotografia que lhe mostramos já era uma segunda construção. A primeira era mais simples e não havia a parte superior. Após a ampliação feita no governo de Paulo Zimmermann este passou a ser explorado pelo Sr. Fabian que fez um contrato com a Prefeitura. Foi também o mesmo projetista da disposição do jardim. Era formado em jardinagem na Alemanha e em nossa cidade responsável pelos trabalhos de embelezamento de vários jardins de residências dos grandes empresários. Lembra a filha que seu pai introduziu muitas árvores na praça. Discorda muito da nova dinâmica que se tem dado a mesma. O desativamento do Pavilhão ocorreu por volta de 1940 na gestão do Prefeito José Ferreira da Silva que não renovou o contrato.
Revista Blumenau em Cadernos; Tomo XXVIII; Fevereiro de 1987, nº 2 – Fundação Cultural de Blumenau. Arquivo HJFS.
Para saber mais acesse:

terça-feira, 23 de maio de 2017

- Opel!

Opel!
Que susto ...
Rua 12 de Outubro, uma transversal da Rua da Glória, em 1946. Existiam nessa rua mais de 25 casas, todas pertencentes à Empresa Industrial Garcia. Foram demolidas no início da década de (19)70. Hoje, nesse local estão a Praça Getúlio Vargas e o terminal urbano do Garcia.
Foi nesta rua que ocorreu o sinistro. A foto foi batida por Osmar Day que estava em cima do pontilhão que fazia a travessa deste ribeirão chamado Grevsmhul no bairro Glória.
O deslize ou acidente ocorreu em 1960. O carro era um Opel, de Bruno Hoenick . “Após a manobra infeliz, da qual saiu ileso",  Valmor  Adriano mudou-se de Blumenau .Foi morar no Rio de Janeiro hoje da gargalhadas quando é citado o  episódio.

Adendo de Carlos Hiebert (Russo) que morava quase em frente  ao ocorrido.
Este fato ocorreu em um sábado à tarde na Rua 12 de Outubro uma transversal da Rua da Glória, primeira à esquerda.
O carro pertencia a um operário e os recursos eram limitados, em vês de levar o carro em  uma oficina para reparar os freios, optou-se por usar os serviços de um vizinho chamado Valmor  Adriano que trabalhava em uma oficina mecânica no centro da cidade. Apos efetuar os reparos no sistema dos freios no interior da garagem do Sr. Bruno Hoenick no sistema de freios, o mecânico Adriano realiza testes para verificar se estava tudo em ordem.
Da garagem para rua tinha uma descida e ao lado da rua como mostra a foto o ribeirão. Quando é realizada a manobra em marcha ré, ainda no interior da garagem, quando o motorista (mecânico ) precisou acionar os freios, constatou que alguma coisa tinha sido feito “errado”,  o carro não freou e desceu em direção ao  ribeirão.
Para retirar o carro do ribeirão foi utilizada uma talha (ferramenta ou máquina simples baseada num sistema de roldanas) que foi buscada na Fabrica ou Empresa (era como nos chamávamos a Empresa Industrial Garcia) Inicialmente se amarou a talha em uma arvore a qual não suportou a carga e em seguida foi amarrada em um local mais firme. Uma coisa que marcou minha memoria de adolescente foi o comportamento da esposa do proprietário do veiculo dona Herta, ela chorava copiosamente lamentando o ocorrido. Um dos temores que despencasse uma trovoada, o que era comum no verão, transbordasse o ribeirão e arrastasse o carro. Mas tudo deu certo e o carro foi retirado do local. 
Fotos arquivo Dalva e Adalberto Day

quinta-feira, 11 de maio de 2017

- Morro do aipim

Frohsinn por volta de 1970
Foto divulgação "face Antigamente em Blumenau".
MORRO DO AIPIM : Elevação do terreno, com 140 metros de altura, existente a leste e sudeste da rua Itajaí , ou seja da antiga rua Minas Gerais. No seu topo, em certa época se pretendia fazer um aeroporto tão extensa é a sua continuidade. No longo platô que se esparge por cerca de 05 km, há terras com moderada ondulação, as quais dividem-se em numerosos espigões, parecendo uma soca de aipim arrancada da terra e o que vemos, da cidade, não são as raízes mas sim a cabeça da soca inaproveitável do pé da rama. As terras das faldas do morro, não se prestam para o plantio vantajoso do aipim, mas o morro era uma referência aos instrumentos necessários à sua produção  machado ,foice, facão - enxada , e lógico os sempre imprescindíveis afiadores pedra de afiar e rebolos que somente lá eram produzidos pelo Dr. Blumenau. O Dr. Blumenau, após recepcionar no seu bureau administrativo o novo imigrado recém ingresso, indicava-lhe o galpão do almoxarifado onde poderia adquirir sementes e instrumental para iniciar sua lavoura, e lá o colono tomava conhecimento, vez primeira em sua vida, do aipim ( aqui assim chamado e não por mandioca) suas ramas para o plantio, sem o qual não poderia satisfatoriamente criar seus porcos, que representavam, no início de qualquer assentamento colonial, a fonte de alimentos de mais rápida conversão. Sem embargo todo o equipamento que adquirisse o novo colono, ficaria logo dependente da respectiva afiação, que sem os ditos instrumentos abrasivos, não poderia adequar as lavouras aos fins a que se destinavam. Pedras- limas- rebolos- afiadores para viabilizar as plantações, que eram essencialmente de aipim. Ora limas Nicholson􀂴de aço-carbono naquela pregressa época ainda não havia. Trazer pedras na travessia oceânico seria desperdício no pagamento do frete à navegação, que cobrava os ditos sobre o peso do material embarcado. Chistes e pilhérias cedo foram lançadas, como a associação das pedras e rebolos abrasivos ao até então desconhecido aipim. Daí por diante é fácil imaginar como o colono referenciou, mediante uma metonímia transversa ( transnominação, sinédoque por associação) , os amoladores ao aipim. E segundo constou o próprio Dr. Blumenau, desejando não ver mencionado o seu morro particular como Feileberg, termo que o associava à sua pequena exploração dos amoladores, passou à citá-lo em português, aliás língua na qual sempre preferencialmente denominou pontos da geografia local, como Morro do Aipim. A denominação já estava definitivamente consolidada em 1892, e assim manteve-se.
Sintetizando: O Morro por semelhar-se à uma soca de aipim arrancada e por ter sido o Morro dos amoladores dos instrumentos para produzir aipim, tomou o nome de Morro do Aipim. Contudo antes foi chamado Feileberg (Morro do Amolador) para designar o talude frontal quando observado a partir do centro da cidade.
E afinal, sempre associada ao aipim, a lima ou a pedra abrasiva, que o colono enfiava na cinta, pelo desgaste tornando-se cônico, semelhava-se em muito a uma das raízes do tubérculo, o que fez com que dessem o nome de aipim para aquela rudimentar ferramenta. Portanto tudo terminou quando aquela ferramenta, passou a ser jocosamente denominada Aipim em vez de Feile, ainda mais pela razão da pedra ser de má qualidade e que logo se desgastava, e era mole como um aipim. Passar o aipim na enxada ou passar a enxada no aipim - algum dos dois seria necessário que fizessem, e isto diziam em alemão para assegurar que trabalhar era preciso. Aqui finalizo o resumo de uma parte dos contos que passou-me meu pai - Hercilio Deeke com relação ao Morro do Aipim 􀂱 e a origem de seu nome provindo da imensidade de gozações que faziam quanto às pedras de amolar do Dr. Blumenau.
Contou o Sr. Jorge Gropp  que durante a gestão do prefeito Hercílio Deeke - deveria ter sido na primeira em 1951 a 1955 - acompanhou-o, na condição de morador das proximidades ao cume do morro, que pertencia a municipalidade, para verificar quanto às condições de viabilidade para, na relativa distância em que o 􀂳plateau se derrama para o sudeste, aplainando-o, fazer uma pista de cerca de dois mil metros de pouso. Em 26/3/1998 durante uma churrascada do Clube de Aposentados no Bela Vista Country Clube, o Sr. Jorge Gropp, na ocasião pouco adoentado, confirmou-nos o episódio, afirmando que o fato ocorreu em 1953, quando acompanhou na qualificação de Engº da EFSC e de morador nas adjacências, o prefeito Hercílio Deeke mais o Engº Wladislau Rodacki ao cimo do morro para inspecioná-lo, visando, especificamente, tomar vistas e observações para eventual estabelecimento de aeroporto naquelas paragens. Vide jornal  A Nação de 24.01.1954 - título  Empenhado o Governo Municipal na Construção de um Aeroporto Local- Oferece o Empreendimento amplas perspectivas econômicas.

Realmente as terras além do cume não apresentam inclinação excessiva, sendo, moderadamente onduladas, além de muito extensas, e confrontavam-se, e quase toda sua borda leste e sudeste, com o município de Gaspar, até mesmo nos distantes sítios localizados nos fundos da propriedade da família Bowens, atual Centro de desportos Bernardo Wolfgang Werner, (Bernardo Hermann Wolfgang Werner) em cujos fundões, há poucos anos passados (1983), através precário caminho pela mata, chegava-se, com automóvel, a 􀂳Cabana das Bandeirantes (talvez edificada já em terras da municipalidade, mas por cuja superfície a PMB jamais se interessou. Aliás é uma vasta área só adentrada por intrusos, como pela antiga rua das Cabras, atual rua Pedro Krauss sênior e atualmente (2002) por uma rua denominada Avaré. O levantamento topográfico de toda a área do terreno valeria o trabalho estafante de algum barnabé engenheiro da PMB, elaborando definitivamente uma planta do próprio municipal.
Lá, no alto do Morro do Aipim, pretendiam, em 1930 instalar a antena da então recém constituída Rádio Cultural Sul Brasileira
Conforme correspondência mantida por volta de 1925, «na época dos festejos dos 75 anos de Fundação da Colônia», com as filhas do Dr. Blumenau, estas explicitaram, com muita ênfase, que desejavam ver cumprido o desejo do Fundador que era o de que estabelecessem nas suas terras particulares do Morro do Aipim, um 􀂳Museu Colonial da Imigração. O Morro do Aipim, não constou da venda das terras da colônia particular do Dr. Blumenau ao governo imperial em 13 de janeiro de 1860, e foi objeto de doação da família do Dr. Blumenau à municipalidade de Blumenau  A doação das terras foi procedida em 1909 e formalizada em 1911, pelo filho do fundador, que entretanto na formalização do ato da transferência, através instrumento próprio, foi acompanhado de correspondência na qual, os descendentes do fundador, condicionavam a doação à municipalidade, mediante observância de clausulas estabelecendo finalidades da destinação do terreno, que deveria ser a de, exclusivamente, servir à construção ao «Memorial da Colonização». O 􀂳Morro do Aipim constava dos 􀂳Relatórios Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke􀂴
desde o ano de 1951, arrolado na Demonstração dos Bens Patrimoniais pertencentes à Prefeitura Municipal de Blumenau. O valor do bem patrimonial denominado por Morro do Aipim, cf. arrolamento no Relatório Administrativo Hercílio Deeke ano 1954 pág. 32, foi de Cr$ 350.000,00 e, objetivando  estabelecer uma relação de valores, aqui registramos o valor que foi atribuído ao terreno contendo o próprio municipal sito a rua 15 de Novembro, onde se situava a Prefeitura (antiga Prefeitura-fronteira à Praça Hercílio Luz) o Fórum, Seção de Águas, Oficina Mecânica e Almoxarifado, cuja importância foi estimada em Cr$ 2.500.000,00, portanto observe-se o vulto atribuído ao valor do Morro do Aipim, que foi superior a 14% do valor atribuído ao terreno e edificação do prédio sede da administração municipal, não constando, porém, naqueles documentos, sua área ou confrontações. O prefeito Curt Hering em seu Relatório da Gestão Dos Negócios do Município De Blumenau durante o ano de 1929, cita a página nº 09 : Em vista de ter sido marcado o dia 29 de dezembro para o lançamento da Pedra Fundamental do Museu da Imigração Alemã mandei construir em novembro uma estrada, provisoriamente de três metros de largura, que dá acesso ao alto do Morro do Aipim, como também mandei escavar o chão para o futuro Museu􀂴. Contudo, como soe acontecer neste país, nada foi cumprido, só ficou o futuro visionário, e acabaram arrendando o proeminente local de visual panorâmico mais distinto da cidade,
para exploração comercial de comes e bebes (Restaurante Frohsinn ) e, houve até um prefeito que intentou transferir para aquele local os flagelados, aqui arribados para esvaziar o excesso populacional de outros municípios, o que certamente transformaria o morro num 􀂳belo􀂴ortiço, tão ao gosto das
administrações da atualidade que nada mais fazem que promover a favelização das nossas cidades.
( O Restaurante Frohsinn não se localiza no Morro do Aipim propriamente dito, e sim no Morro do Amolador, ou melhor sobre o talude do Morro do Amolador. Morro do Amolador, ou Morro de Amolar FEILEBERG ou FEILENBERG era o primeiro promontório e seu talude observável a partir do centro da cidade de Blumenau, e cujo nome foi esquecido a partir dos anos 1883/84.
Consoante me contou meu pai, Hercílio Deeke, o Dr. Blumenau não gostava que referissem o morro por tal denominação, pois assim procedendo explicita vinha a menção à Mina de Amalodres e Limas de Pedra, além dos rebolos, de propriedade exclusiva do Dr. Blumenau e que se situava no seu sopé, justamente no local onde atualmente está edificado no prédio do Centro de Saúde. Era tamanha a contrariedade do Dr. Blumenau às especulações e aleivosias além de chistes com que a população referia aquela sua pequena mina com produção artesanal, que ainda, em 1911, o seu filho Pedro Blumenau, fez questão de salientar, no termo de doação do Morro do Aipim, que a fazia condicionada à proibição da retirada de qualquer pedra daquele sítio, certamente desejando expungir da memória histórica qualquer recordação que remetesse à lembranças da antiga exploração e artesanato de amoladores limas e rebolos - mantidos por seu pai o Dr. Blumenau, que foi objetivo de muitas piadas e blagues na época da colonização.
O referido burgomestre não deixou de pecar, pois criou ( permitiu a invasão) uma super favela denominada Nova Blumenau, em terreno da municipalidade, terreno que, em administração anterior (31/01/1961- 31/01/1966), foi adquirido com finalidade específica de conter as instalações da grande usina, que estava projetada, para o Tratamento d􀂶Água, com o qual estaria garantido o abastecimento com tanta água quanto fluísse pelo rio Itajaí Açu, na região da Usina do Salto, portanto com enorme capacidade. « Historiar aquisição da vasta área de terras, pela municipalidade, à família Bromberg vizinhas à represa do Salto Usina de Força». Atualmente (1997) o Prefeito Décio Nery de Lima , em suas declarações aos jornais, afirma que pretende alienar o terreno do Morro do Aipim. Pois sim! Acerca da doação do Morro do Aipim à municipalidade, consta, a seguir, o texto da Ata da Sessão Ordinária do Conselho Municipal de Blumenau do dia 10 de abril de 1911, no qual foi mencionada a intenção da doação, sob condições. Ata da Sessão Ordinária do Conselho Municipal de Blumenau do dia 10 de abril de 1911. Aos 10 dias do mês de abril de 1911, às 10 ½ horas da manhã, presentes os conselheiros Abry,
No Morro do Aipim também construiu a sua moradia o alfaiate Penzlien. Morava próximo ao Sr. Richard Kaulich, pouco acima deste, e alcançava a sua casa por estreito caminho que somente servia para pedestres, em razão de ser muito estreito e íngreme, pois fora talhado na abrupta rampa do Morro do Amolador, então já denominado Morro Aipim. Era então (1946) o residente que em mais elevada altura se estabelecera para habitar no Morro do Aipim. Na década de 1960/70 encontraremos o seu filho, cremos que fosse genro do Sr. Spengler, exercendo atividades no Comércio Spengler, em Gaspar.
Clube dos Candangos. Em 1962 era presidente do 􀂳Clube dos Candangos  em Blumenau, o Dr. Engº Álvaro Lobo Bittencourt Filho, o qual exercia então a Superintendência da Estrada de Ferro Santa Catarina em Blumenau, desde sua posse em 04/5/1961 até 11/6/1963. O 􀂳Clube dos Candangos􀂴 foi autorizado pela Lei nº 1.101 de 19/10/1961 (Gestão Prefeito Hercílio Deeke) ao uso a título precário  permissão para ocupação e uso de área de terras situada no Morro do Aipim, mediante termo a ser lavrado quando o clube apresentasse a necessária personalidade jurídica- certidões e registros de seus estatutos. Termo a ser lavrado entre a Prefeitura Municipal de Blumenau e o respectivo Clube.
In Memorian – autorizada por Niels Deeke
Arquivo Adalberto Day
Para saber mais sobre o Frohsin e outros dados, acesse:

terça-feira, 18 de abril de 2017

- Time do Bom Retiro

Um dos uniformes que o FC Bom Retiro Utilizava - Alvinegro.
Poucos são os registros que temos sobre o Alvinegro Clube de Futebol Bom Retiro do bairro que emprestou o nome ao clube. Porém estes dados são importantíssimos para nossa história e quem sabe podemos ter a colaboração de outras pessoas e colocaremos no texto da postagem. Com a ajuda do Jornalista Giovani VitóriaMoacir Curbani, Theodor Darius, Wieland Lickfeld e Adalberto Jorge Kluser conseguimos alguns dados e fotos.

Quando garoto, lá pelos anos de 1960 ouvia falar que no final da década de 1920 o Amazonas Esporte Clube o primeiro clube de Blumenau do Bairro Garcia, havia contratado Leopoldo Cirilo um centroavante espetacular conforme ouvi em minhas pesquisas. A contratação foi a maior transação esportiva na época, reforçando o Amazonas que já possuía Nena Poli e outros, ajudando a formar na época um dos melhores clubes de Santa Catarina. Conheci tanto Nena Poli, de enorme estatura e forte fisicamente de cor branca. Leopoldo Cirilo de cor Negra, era alto e forte, ambos amavam o clube anilado do Garcia. Leopoldo Cirilo morava próximo a casa em que residíamos.
Leopoldo Cirilo e Nena Poli - craques do futebol de Blumenau
Foto 01
Futebol Clube Bom Retiro. Fotos provavelmente do início do Início dos anos 1950/51.
Na Foto 02: Pedro Curbani, o primeiro agachado da esquerda para direita. O terceiro agachado (com camisa escura) era o irmão do senhor Pedro: José Curbani, conhecido em todo o bairro Garcia, na época do Amazonas Futebol Clube, como Jépe. Jépe também atuou no Tupi (Gaspar) e Palmeiras de Blumenau.
Jépe irmão de Pedro Curbani além de jogar no Bom Retiro, também jogou no Tupi de Gaspar, Palmeiras de Blumenau e campeão por anos no Amazonas do Bairro Garcia. Um craque que chegou a ser convocado para a a Seleção de SC. Jogava de quarto Zagueiro e meio de campo. Batia pênalti com maestria. Na época os torneios inícios quando jogos terminavam empatados eram decididos por penalidade, três por equipe e um único jogador batia. Jépe conduziu o Amazonas a ganhar alguns torneios nas décadas de 1950/60.
Fonte: KORMANN, Edith. Blumenau: arte, cultura e as histórias de sua gente (1850-1985). vol. 1. 2ª ed. Florianópolis: Edith Kormann, 1996. Enviado por Wieland Lickfeld.

Pequena História:
Em 18 de outubro de 1926 foi fundado o "FC Bom Retiro”. Uniforme com cores preta e branca. Disputou o estadual de 1932, sendo eliminado pelo Brasil (Palmeiras) de Blumenau. O pequeno campo ficava no bairro mas não identificado.
O time ficou inativo no final da década de 1930. Outro Bom Retiro foi fundado posteriormente em 13 de janeiro de 1946 por remanescentes do FC Bom Retiro
TÚNEL DO TEMPO: F.C. BOM RETIRO - BLUMENAU
O Futebol Clube Bom Retiro, fundado em 18 de outubro de 1926,  foi o clube do bairro homônimo em Blumenau. As cores da bandeira e uniforme eram preta e branca.

O alvinegro foi o segundo time blumenauense no campeonato catarinense, em 1932. Naquele ano, quatro equipes participaram da competição no sistema eliminatório (mata-mata). No campo da Sociedade Ginástica (campo que hoje pertence a E.E.B.E. Pedro II) , em Blumenau, o Brasil venceu o Bom Retiro por 6 a 3.


No outro confronto, o Figueirense venceu o Brasil de Tijucas por 4 a 1. Na decisão, o time de Florianópolis sagrou-se campeão ao vencer o Brasil de Blumenau por 7 a 3. Nesse caso houve uma trapaça Leiam: A trapaça, campeão foi o Brasil, Palmeiras, BEC


Naquele ano, a diretoria do Bom Retiro era composta por: 

Presidente: José Baum

Vice-presidente: João Hahn
1º Secretário: Francisco Klitzke Jor
2º Secretário: Paul Fritzshe
1º Tesoureiro: Theodoro Darius
2º Tesoureiro: Walter Seelbach

O clube inscreveu 16 atletas para o campeonato catarinense de 1932, entre eles, Nilo Silva (Tigi), que mais tarde tornou-se um conhecido árbitro da Liga Blumenauense.

Nilo Silva; Arnaldo da Silva Porto; Herbert Otto; Helmuth Fischer; Paulo Fischer; Walter Seelbach; Ricardo Fischer; Afonso Balsini (Posto de Saúde da Velha Central tem o seu nome); Lauro Gracher; Theodoro Rodrigues; Bento Silva; Walter Deggau; Alfredo Creus; Walter Eisenhut; Theodoro Spitzer; Adolfo Pellath.

Fonte: acervo Osny Meira a ofício FC Bom Retiro/1932
Arquivo de Moacir Curbani/Adalberto Jorge Kluser/Adalberto Day/colaboração Giovani Vitória, Wieland Lickfeld, Theodor Darius e Adalberto Jorge Kluser/pesquisador do futebol catarinense.
Vídeo de Moacir Curbani:
Homenagem de Moacir Curbani ao Clube e seu pai Pedro
Para saber mais sobre o Bairro Bom Retiro clique em:
Bairro Bom Retiro

quarta-feira, 12 de abril de 2017

- Mamonas Assassinas

 Mamonas Assassinas em Blumenau
Domingo de Sol na Prainha
Concha acustica doada em 1986 pela Artex 
A matéria é reprodução de texto do JSC do ano de 2003.
Em outubro de 1995, Mamonas Assassinas faz show que entra para a memória da cidade.
Uma multidão se aglomerou na Ponta Aguda e do outro lado do Rio-Itajaí Açu para assistir à banda paulista que estava no auge da carreira.
Um meteoro de simpatia passou por Blumenau no dia 22 de outubro de 1995. Levados a condição de superestrelas da música em questão de meses, o grupo de rock Mamonas Assassinas chegou a Blumenau para encerrar o Festival Skol Rock, que era paralelo a Oktoberfest, no auge de uma carreira na qual a longevidade foi inversamente proporcional a irreverência que conquistou o país.
E aquele domingo ensolarado realmente ficou marcado na história da cidade, sobretudo para as mais de 50 mil pessoas (mais que o dobro do que qualquer outro show do festival) que assistiram à apresentação na Prainha. Nunca tantas pessoas estiveram, juntas, na praça que nos anos 90 virou reduto do lado roqueiro da festa mais alemã do Brasil.
Quem conseguiu um comemorado espaço na Prainha chegou muito antes do início do show, que começou por volta das 17hs. Perto dos ídolos, então; só quem madrugou nas margens do rio. Mas os barrados na festa não se deram por vencidos. Numa cena que não sai da memória de quem presenciou aquele dia, milhares de pessoas assistiram ao show da Avenida Beira-Rio ou das margens do rio, sem falar nos que improvisaram seus camarotes até onde a vista pudesse alcançar. Munidos de binóculos do alto dos prédios da Ponta Aguda e até do tradicional Fronshinn, o que, inclusive, chamou a atenção  do cantor Dinho:Queria mandar um abraço para o pessoal que está lá em cima, no hotel”, disse durante o show, sem saber que se tratava de um restaurante.
Multidão tomou conta da Prainha 
Vestidos de Chapolim, uma marca registrada do grupo paulista, os Mamonas Assassinas não decepcionaram os que se esforçaram tanto para vê-los.
As músicas engraçadas e de letra fácil fizeram todo mundo cantar do início ao fim. O antológico show foi o último dos Mamonas em Blumenau. Pouco menos de seis meses após a aparição na Prainha a meteórica trajetória do grupo foi bruscamente interrompida por um acidente aéreo quando voltavam para Guarulhos, terra natal do grupo.
Arquivo Jornal de Santa Catarina/Adalberto Day
Jornal de Santa Catarina, sábado e domingo, 30 e 31 de agosto de 2003
Colaboração: José Geraldo Reis Pfau e Caio Santos
História da Prainha:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...