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segunda-feira, 30 de maio de 2011

- Desastre Aéreo em Blumenau

Histórias de nosso Cotidiano


Participação do Jornalista/escritor e colunista o renomado Carlos Braga Mueller. Hoje nos relata sobre o terrível acidente aéreo na cidade de Blumenau em 1957.
Por Carlos Braga Mueller

Desastre Aéreo abala a cidade - 1957.
No dia 24 de outubro de 1957 a comunidade de Blumenau assistiu a uma grave tragédia: um avião do Aero Clube local caiu quase no centro da cidade, matando seus 2 ocupantes.
Alwir Koehler era bancário e piloto. Norberto Serpa, um dos comerciantes mais conhecidos dos blumenauenses, possuía o Bar e Restaurante Avenida, que funcionava no térreo do Hotel Holetz, fazendo frente para a Alameda Rio Branco.
Os dois foram a Montevidéu, Uruguai, participar de uma revoada festiva e na volta, 24 de outubro de 1957, um domingo, ao sobrevoar Blumenau, Alwir resolveu dar um vôo rasante sobre sua casa, que ficava no final da Alameda Rio Branco.
Saudava, assim, a esposa e os filhos que o aguardavam.
Uma manobra infeliz fez com que o aparelho perdesse a estabilidade e despencasse, caindo sobre a mata nos fundos da Maternidade Elsbeth Khoeler, hoje um ancionato, na Rua Pastor Stutzer.
É claro que não só a família de Alwir como os moradores próximos, chocados, viram o avião cair.
Para chegar ao local do acidente foi preciso abrir uma picada pois a mata era densa e ainda virgem. Depois de muito sacrifício lá chegaram os primeiros socorros, mas de nada adiantaram. O avião estava com sua parte dianteira enterrada no solo, pela violência do choque, e os dois haviam morrido na hora.
Na época eu era bastante jovem, trabalhava na PRC-4 Rádio Clube e fui até o local. Aquela cena, do avião espatifado, ficou para sempre na minha lembrança. Também conhecia as duas vítimas: Serpa do Bar Avenida estava sempre no balcão do seu bar. Alwir se não me engano atuava no antigo Banco Inco (Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina).
Esta intimidade dos dois com Blumenau deixou a população bastante traumatizada e durante muito tempo a tragédia esteve presente no dia a dia dos blumenauenses. Esquecer, ninguém esqueceu. Prova disso é que ainda hoje o fato é notícia !
http://www.aeroclubedeblumenau.com.br/art4.php
Arquivo John Pereira/Adalberto Day

sexta-feira, 27 de maio de 2011

- Hospital Santo Antônio

Niels Deeke – Memorialista em Blumenau.
O HOSPITAL SANTO ANTÔNIO - Seus Pavilhões, aparelhamento e a ¨ESCOLA de AUXILIAR de ENFERMAGEM do HOSPITAL SANTO ANTÔNIO, em Blumenau.
A data considerda de fundação do hospital é 1877
História
Breviário de sua concepção, fundação, construção e funcionamento. Síntese extraída dos registros consignados em 1996 na obra ¨ Palavras aos Blumenauenses ¨ ( inédita) de autoria do memorialista Niels Deeke
Síntese Histórica Memorial do Hospital Santo Antônio.
O Hospital era, até 1948, denominado, simplesmente, ¨Hospital Municipal de Blumenau¨. Em 1948 - durante a gestão municipal do Prefeito Frederico Guilherme Busch jr. foi o nosocômio denominado oficialmente “Hospital Santo Antônio”. A primeira construção foi concluída em 1876 pelo Diretor da colônia Dr. Hermann Blumenau, que a iniciou em 1874. Seu primeiro médico foi o dr. Francisco Valloton. A prestação dos serviços hospitalares foi, nos primeiros anos, praticada de forma gratuita, quando a manutenção do hospital era provida pelas contribuições dos assentados na Colônia Blumenau. Sua construção foi levada a efeito por autorização do Governo Imperial, mediante o Aviso do Ministério da Agricultura de 27/4/1873. Em 1882, pela Portaria nº 98 de 16/12/1882, foi a sua administração entregue à “Sociedade de Mútua Assistência em Enfermidades”. Em 1916 passou à administração do Estado. É o seguinte o texto da Lei nº 1.145 de 7 de outubro de 1916 “ Autorizando o Governo a entregar a administração do “HOSPITAL DE BLUMENAU” à Sociedade de Mútua Assistência em Enfermidades. O Coronel Felippe Schmidt, Governador do Estado de Santa Catarina ..... faço saber a todos os habitantes deste Estado que o Congresso Representativo decretou e eu sanciono a Lei seguinte : Art. 1º - Fica o governo autorizado a entregar a administração do “ Hospital de Blumenau” à Sociedade de Mútua Assistência em Enfermidades daquela cidade, mediante as condições seguintes: § 1- A organizar-se de acordo com a legislação federal que rege as sociedades civis. § 2- A sujeitar à aprovação do governo os seus Estatutos e Regimento Interno, bem como quaisquer modificações que lhes sejam feitas. § - A submeter-se às leis estaduais que regulam os estabelecimentos de assistência pública, bem como à fiscalização das autoridades do Estado. § 4- A construir, sem ônus para o Estado, dentro de 05 anos, um hospital moderno, ou qualquer outro estabelecimento de assistência, como sejam : orfanato, hospício de alienados, asilo para cegos , etc. Art-2º - No caso de dissolução da Sociedade, todos os seus bens atuais e futuros reverterão para o Estado. Art. 3º- Revogam-se as disposições em contrário. O Secretário dos Negócios do Estado assim o faça executar. Palácio do Governo em Florianópolis, 7 de outubro de 1916. Felippe Schmidt - Fulvio C. Aducci. Em 1924, pelo Decreto nº 1.695 de 05/01/1924, foi, o patrimônio, entregue ao Município, que o mantém até pelo menos até o presente ano de 1996. ( Tais informes foram extraídos de um atestado passado por Hercílio Deeke em 27 de julho de 1951) Segundo outros teria sido fundado em 1875 e, em 1878 ocorreria a criação da “Sociedade de Mútua Assistência em Enfermidades” que o administrou até 1935 quando passou definitivamente à administração do Município, dados, estes últimos, que não conferem com os oficiais. .Entretanto em 22 de agosto de 1860 foi criada a “Kranken Unterstuezung Verein” que deve ser considerada a pedra angular do Hospital Municipal de Blumenau. Já a revista “Blumenau em Cadernos” tomo I nº 3 p. 53 afirma ter sido a “Kranken Unterstuezungs Verein criada em 1862- (Pesquisar, portanto, qual a data exata.) A construção do primeiro hospital, no local do atual Hospital Santo Antônio foi terminada em 1877. Existem autores que referem a data de sua conclusão como tendo sido em 1873. O Hospital mantinha até 1953 anexo, numa pequena e velha casa de enxaimel o Asilo de Velhos de Blumenau. Por volta de 1946 a 1951 denominavam usualmente o nosocômio como Hospital de Caridade de Blumenau. In Arquivos Hercílio Deeke consta :
Movimento do Hospital Santo Antônio correspondente ao ano de 1950 : l) Consultas : 3.850. Internações : 1.092. Curativos : 11.829. Injeções aplicadas : 11.481. Receitas aviadas- inclusive as do Centro de Saúde local: 8.306 – ( Doc. datado de 27/8/1951-ass. Hercílio Deeke – Prefeito Municipal.
Dados exatos sobre o Hospital Municipal “ Santo Antônio ” de Blumenau, no Estado de Santa Catarina- Ano 1952. A) 1) Nome exato : Hospital Municipal Santo Antônio. 2) Instituição Mantenedora : Prefeitura Municipal de Blumenau. 3) Número de Enfermarias : quatro (04 ) , com as seguintes dimensões . duas 8,15 x 6 e duas 10,50 x5,85. 4) Número de leitos : Cento e vinte e oito (128), sendo 32 em cada uma das enfermarias. B) Movimento de enfermos no ano de 1951 . Consultas-5.570. Internações-1.015. Curativos-17.299. Injeções aplicadas –21.778. Aviamento de receitas, inclusive as do Centro de Saúde de Blumenau -25.165. Movimento de enfermos no ano de 1952 : Consultas –11.732. Internamentos : 1.673. Curativos : 19.314. Injeções aplicadas : 28.440. Receitas aviadas : 34.920. Intervenções cirúrgicas : 1.106. Socorros pela Ambulância : 246. // Obs. : O Hospital Santo Antônio não tem renda, atendendo exclusivamente a indigentes. Não possui apartamentos, quartos particulares nem semi- particulares. – Blumenau, 09 de março de 1952- carimbo da Prefeitura de Blumenau ( Doc in TABULARIUM NIELS DEEKE ) Em 1952 foi construído, pelo Prefeito Hercílio Deeke, o primeiro “ PAVILHÃO DA MATERNIDADE E INFÂNCIA ”, um então grandioso edifício com uma laje de concreto armado de 500 m2- cuja dimensão foi a maior praticada naquele ano em todo o município, com 34 dependências e capacidade para 95 leitos, inauguração que somente ocorreu em 1953. O anexo, adiante citado, foi iniciado em 1953, ou seja um segundo “Pavilhão de Quartos Particulares ”, onde foram instalados ambulatórios externos. Portanto a partir de 1952 o hospital foi dotado de um segundo pavilhão com quartos particulares e serviços especializados em doenças de olhos, ouvidos, nariz e garganta, além de mais duas enfermarias e cerca de 25 quartos particulares Foi ainda instalado o necrotério com sala de autópsias. A construção de um terceiro “Pavilhão” foi, ainda, iniciada em 1952, denominado “PAVILHÃO DE ISOLAMENTO” para doenças infecciosas. Acrescendo a essas melhorias,foi instalado o “ PRONTO SOCORRO “, com dependência para ambulância. Finalmente foi completamente remodelado o “ASILO E VELHOS “, então ainda anexo ao hospital. Em 1953 Hercílio Deeke iniciou a construção da futura “ESCOLA DE ENFERMAGEM”, e,. em 1955, pela Lei n° 18 de janeiro daquele ano, foi oficialmente criada, por Hercílio Deeke, a ¨Escola Municipal de Enfermagem¨, cujo prédio foi afinal, concluído em 1962 - portanto durante a sua segunda gestão administrativa municipal, intercalada pela gestão do Prefeito Frederico Guilherme Busch jr.. Através do Decreto nº 651 de 08/9/1962 do Governo Federal , foi oficialmente reconhecida a “ ESCOLA DE AUXILIAR DE ENFERMAGEM ” - anexa ao Hospital Santo Antônio, quando em 08 setembro de 1961 foram diplomadas, em solenidade realizada no Teatro Carlos Gomes, as quatro turmas que haviam sido formadas pela escola, ou seja trinta e oito alunas. Enfim em 08 de junho de 1954, o hospital continha 34 dependências com capacidade para 38 leitos de adultos, 40 leitos para crianças e 17 berços para recém-nascidos. Em 1953 foi o seguinte o Resumo das Atividades Assistenciais do Hospital “Santo Antônio” : Internamentos :.2.338 ; Consultas : 12.887 ; Curativos :30.276; Injeções aplicadas : 30.449; Receitas aviadas : 36.193; Intervenções cirúrgicas : 1.285; Socorros pela Ambulância : 855 ; Documento assinado em 08/6/1954- Prefeito Hercílio Deeke.
Foto do ano de 1940, retratando o antigo HOSPITAL MUNICIPAL – construção concluída em 1826 e existente até 1947 na rua Itajaí. Nos fundos a edificação, em enxaimel, que abrigava a Maternidade.
O local, a partir de 1948, passou a conter o HOSPITAL SANTO ANTÔNIO
Ф PAVILHÃO DA MATERNIDADE E INFÂNCIA DO HOSPITAL MUNICIPAL SANTO ANTÔNIO- Em, 12 de setembro de 1953, as 16,00 horas foi inaugurado o “Pavilhão de Maternidade e Infância “Maria Konder Bornhausen” do Hospital Municipal Santo Antônio, à rua Itajaí - na cidade de Blumenau. Obra executada pela administração Municipal do Prefeito Hercílio Deeke. A homenageada- Maria Konder Bornhausen ( D. Marieta) era esposa do Governador Irineu Bornhausen , e, em 1953, Presidente da Comissão Estadual da Legião Brasileira de Assistência.
Ф Hercílio Deeke promoveu, também, a ampliação do prédio e instalações do Hospital Santo Antônio e reformou radicalmente os prédios da antiga “Escola Agrícola”, para lá transferindo os “Velhinhos” que por não haver “Asilo¨ adequado estavam, há longa data, alojados no Hospital Santo Antônio. Dotou o novo “Asilo de Velhos” de instalações mais amplas e confortáveis, e construiu a Biblioteca Pública. O Asilo de Velhos esteve localizado até 1951 na rua Itajaí, defronte ao Hospital Municipal Santo Antônio”, margem do flanco norte do Morro do Aipim. Tinha por edifício principal a casa vizinha à que foi adquirida pelo Dr. Abelardo Vianna, até então residente em Gaspar
Ф Em 10 de Janeiro de 1953, o Prefeito Hercílio Deeke determinou aos órgãos de imprensa escrita e falada darem publicidade ao seguinte acontecimento : Ilmos. Srs. Diretores ( Jornais e Rádios) : “Havendo os srs. operários da Empresa Industrial Garcia S.A. doado, nobremente Quarenta mil Cruzeiros ( Cr$40.000,00) às obras do “Hospital Santo Antônio”, desta cidade, de cuja importância desistiram, em favor do referido Hospital,em uma questão trabalhista, apraz-me encaminhar a V.S. cópia do ofício que, em agradecimento ao humanitário gesto, acabo de dirigir àqueles Senhores, solicitando-lhe a especial fineza de divulgá-lo por intermédio desse conceituado Jornal. Certo de sua atenção, agradeço desde já e me subscrevo. Mui cordialmente, Hercílio Deeke –Prefeito Municipal. ( Doc. in TABULARIUM NIELS DEEKE )
Ф Ao Hospital Municipal de Blumenau ( posterior Hospital Santo Antônio) , em 1942, Hercílio Deeke, procedeu vultosa doação em dinheiro - doação notável que correspondia a mais de 200 salários mínimos, dinheiro que era só dele, obtido por comissão em corretagem pela venda de ações, negócio que em conjunto praticou, portanto em parceria, com o corretor sr.Ulmer Lafront ( docs. comprobatórios em poder de Niels Deeke). Poderia, ele, ter feito a doação ao Hospital Santa Catarina, contudo achou por bem fazê-la ao Hospital Municipal, porquanto ele era, naquela oportunidade Presidente do Conselho Curador do Hospital Santa Catarina, e a seu juízo não seria moralmente correta uma doação à nosocômio do qual fosse o dirigente supremo. Pagamentos de caixões funerários, estipêndios subsidiados aos necessitados, para obterem certidões de óbito e registros de nascimento, no cartório do Registro Civil e até pagamentos de casamentos aos necessitados eram pagos com recursos particulares de Hercílio Deeke. Vide espessa pasta com os informes identificadores dos beneficiados, alguns cujos nomes hoje (1996) constam da lista telefônica. Há uma pasta de Auxílios, Públicos e de Ajuda Pessoal, para os que se intitulavam indigentes retornarem aos seus “nichos” no oeste catarinense, no Paraná e mesmo no nordeste do país. As pernas mecânicas ( próteses e órtoses) eram parcialmente pagas por H.Deeke e parte através da Secretaria da Fazenda do Estado da qual era titular, depois através da Prefeitura, estipendiando particular e pessoalmente os flagelados por acidentes sofridos até mesmo por funcionários federais – EFSC ! Em Blumenau coisa parecida não tornou a ocorrer. A assistência aos loucos de todo o gênero, cujas internações na Colônia Santana, eram estipendiadas pela Prefeitura de Blumenau, bem como as internações pagas ao tísicos, em Curitiba e Florianópolis.
ф Junto à Pasta Geral contendo “Pautas de Serviço” do Prefeito Hercílio Deeke- relativa ao ano de 1963- encontra-se apensa uma cópia assinada de carta, em duas páginas, dirigida, em 30 de maio de 1963, ao Presidente da República Dr. Presidente João Belchior Marques Goulart, da qual foi portador o Chefe da Casa Civil e Representante do Presidente- o Dr. Evandro Lins e Silva ( Evandro Lins e Silva- falecido em 17/12/2002).- o qual por diversas vezes esteve em Blumenau, tratando de assuntos oficiais com o prefeito Hercílio Deeke. Documento expositivo, em Papel Timbrado “PMB” , contendo o seguinte texto :
Ф CONSIDERAÇÕES E REIVINDICAÇÕES DO PREFEITO HERCÍLIO DEEKE – em maio de 1963 – transmitidas ao Presidente da República – Dr. João Belchior Marques Goulart
“HOSPITAL MUNICIPAL SATO ANTÔNIO. O Hospital Municipal Santo Antônio é um próprio do Município de Blumenau, e sob – sua administração, presta assistência médica, hospitalar e medicamentos, gratuitos – aos pobres e necessitados. Em 1962 internou 4.957 doentes. Destes 1.093 eram crianças e 1.066 parturientes. As consultas nos ambulatórios elevaram-se a 20.114. Uma instituição de caridade, como é o Hospital Municipal, não pode suportar as despesas de manutenção, construção e equipamento. Precisa de auxílio para poder cumprir seu alto desígnio, mormente nesta época em que a inflação vem atingindo as classes menos favorecidas. O Hospital necessita de um “Pavimento Infantil” , de um “Posto de Hidratação”, e de um “Pronto Socorro Infantil”, bem como enfermeiras para prematuros, para lactentes e para crianças maiores. É inadiável essa precisão, vez que “ é na criança de hoje, pura, pequenina, que está o Brasil seguro, forte, grande e belo de amanhã”. Em abril de 1963 o Hospital Municipal Santo Antônio, requereu ao Exmo. Sr. Ministro da Saúde, um auxílio na ordem de Cr$ 5.000.000,00 à conta da seguinte dotação : Ministério da saúde- 05.04.02 – Divisão de Orçamento ( encargos gerais) – verba 2.0.00- Transferências consignação 2.1.00- Auxílios e Subconsignação 2.1.00 – Auxílios e Subvenções – sub-consignação 2.1.01- Auxílios 7) Outras entidades . 37= Para conclusão, equipamento e manutenção de instituições hospitalares e dispensárias Cr$ 5.360.000,00. Este processo tomou o nº 18.507./63. O Município de Blumenau, por meu intermédio, reitera o pedido de auxílio a V. Excia Senhor Presidente da República, por todas as razões expostas e pelas que V.Excia ainda aduzirá, tão justa é a reivindicação. Blumenau, 30 de maio de 1963. Hercílio Deeke- Prefeito Municipal.”
Através da Lei Municipal nº 1.282 de 23/10/1964 o Prefeito Hercílio Deeke instituiu o “Prêmio Anual Dr. Frtiz Müller”. Consistia o prêmio na concessão de um salário mínimo regional em dinheiro oferecido pela Prefeitura Municipal e uma medalha de prata com efígie do médico e naturalista “Dr. Fritz Müller” de um lado e o emblema da “Escola de Auxiliar de Enfermagem do Hospital Municipal Santo Antônio”, na face oposta. O prêmio era conferido ao aluno da Escola de Auxiliar de Enfermagem que obtivesse a classificação de 1º lugar. (Vide Pasta “Leis ano 1964- Hercílio Deeke” Prefeito de Blumenau - in TABULARIUM NIELS DEEKE )
HD: 34
Discurso proferido por HERCÍLIO DEEKE
Qualificação : Prefeito Municipal de Blumenau
Local : Pavilhão da Maternidade e Infância – anexo Hospital Santo Antônio.
Data : 12 de setembro de 1953 - às 16 horas
Evento : Inauguração do “ Pavilhão da Maternidade e Infância Maria Konder Bornhausen” – anexo Hospital Santo Antônio
A Fala :
Exmo. Sr. Governador Irineu Bornhausen
Exma. Sra. D. Maria Konder Bornhausen, digna Presidente da Comissão Estadual da L.B.A.
Distintas Autoridades Civis, Militares e Eclesiásticas
Sr. Presidente da Câmara Municipal e nobres Vereadores
Minhas Senhoras. Meus Senhores.
As questões referentes à Saúde Pública, bem como à Assistência Social, por visarem diretamente o amparo do ser humano, constituem-se em um dos mais sólidos esteios para o progresso e bem estar de um povo, e por isso não poderiam ser afastadas das cogitações do atual Governo Municipal de Blumenau, que empenhado, como está, procura sempre corresponder a confiança com que o honrou a laboriosa população desta progressista terra.
Assim é que, desde o início da sua gestão, também vem despendendo seus melhores esforços em dotar Blumenau de todos os requisitos em prol da Saúde Pública e em favor das classes menos favorecidas.
E foi visando ampliar e melhorar cada vez mais os serviços municipais de assistência social e hospitalar, que aumentou sensivelmente as verbas destinadas a este elevado fim, especialmente a do Hospital “Santo Antônio”, de acordo com o incremento da demanda aos seus serviços. Dotou-o também de serviço cirúrgico moderno, de modo a poder atender de maneira rápida e eficiente a todos quantos o procuram. Além disso, com a aprovação da egrégia Câmara Municipal, destinou grande verba para as obras de sua construção.
O seu novo Pavilhão de Maternidade e Infância, que ora temos o prazer de inaugurar, mereceu carinho todo especial do Governo Municipal. Também já foi iniciada a construção do Pavilhão de Oftalmo-otorrinolaringologia e de quartos particulares, cujas obras estão sendo atacadas com maior intensidade, a fim de que possam, em breve, concorrer mediante a oferta de ainda maiores benefícios à população. Tenho, outrossim, a satisfação em dar a agradável notícia de que a Prefeitura já encomendou, na América do Norte, uma aparelhagem completa de Broncoscopia, equipamento de cujos serviços muito se ressente a nossa zona, obrigando os pacientes a demandarem outras cidades quando necessitados de socorros urgentes.
Já vai, pois, agora, longe o tempo em que o Hospital Municipal era temido e desprestigiado até pelos desprotegidos da sorte e, mesmo pelos próprios indigentes, por ter sido acreditado como impróprio e ineficaz. Hoje o panorama é inteiramente outro: pessoas de todas as classes procuram o nosso estabelecimento hospitalar, cujas atribuições e especializações, por isso, também se ampliaram grandemente. O Hospital, e seus ambulatórios, passaram a prestar os mais diversificados cuidados médicos, atendendo a uma clientela cada vez maior, o que está a provar o grande movimento registrado no corrente ano, pois que nos apenas oito meses decorridos, ou seja até 31 de agosto, já foram internados 1.492 doentes, feitos 21.184 curativos, realizadas 574 operações, aplicadas 18.972 injeções, feitos 567 exames diversos e aviadas 19.972 receitas, sendo que o número de consultas atingiu o total de 8.700. Também já foram realizados 135 partos normais, 7 partos fórceps, 7 cesarianas 64 curetagens.
Grande, sem dúvida, foi a contribuição generosa do povo de Blumenau, ao doar, através da louvável campanha promovida pelo Rotary Clube local, a bem equipada ambulância que encontra-se adida a este Hospital e que tão relevantes serviços vem prestando à Coletividade, já tendo transportado neste ano 374 doentes.
No setor de assistência social, a Prefeitura vem desenvolvendo importantes trabalhos, os quais prestam à população da nossa Cidade e do Município os mais assinalados serviços. Destacam-se entre eles, os auxílios que concede a grande número de indivíduos reconhecidamente pobres e, o ASILO, que mantém anexo a este Hospital, e que destina-se à velhice desamparada e no qual, presentemente, encontram-se 50 velhinhos. Esta instituição que vem realizando uma obra verdadeiramente humanitária, acolhendo, tanto quanto o permite a sua atual capacidade, os velhinhos desamparados pela sorte, dando-lhes a melhor assistência possível, está instalada em imóvel inadequado e velho, motivo porque venho dedicando ao mesmo a minha atenção, a fim de transferi-lo para local mais tranqüilo, mais saudável e mais apropriado, ou seja para a antiga Escola Agrícola, local para onde pretendo deslocar as suas instalações.
As obras de adaptação das dependências existentes nesse próprio municipal já encontram-se em andamento e, graças à já citada campanha do Rotary Clube de Blumenau, embora não seja atribuição desta louvável ação levantar recursos de molde a cobrir todas as despesas que, para a Prefeitura, advirão com a adaptação e a instalação do novo Asilo, a transferência deste, para aquele aprazível local, com ingresso deste auxílio, tornar-se-á viável. Essa transferência trará, por certo, grandes benefícios aos asilados e será, assim, sanada uma grande falha, de há muito notada, no serviço de Assistência Social no nosso município. Ao Rotary Clube de Blumenau externo, aqui, com a maior satisfação, o inteiro reconhecimento do Governo Municipal por tão louvável gesto e tão valioso auxílio.
Senhores:
Embora o Governo de Blumenau venha prestando toda essa assistência social e médico-hospitalar aos seus munícipes, o seu carinho foi bem além, com singular particularidade à proteção da maternidade e da infância. Ouviremos, daqui a pouco, no discurso do sr. dr. Afonso Balsini, facultativo a quem cabe, na qualidade do Presidente da Comissão de Construção do Hospital designada pela Câmara Municipal em 1949, dizer, com precisão, o quanto o Governo Municipal, auxiliado pelo Governo da União, despendeu nesta Maternidade que, dado o auxílio inestimável recebido da Legião Brasileira de Assistência, por intermédio da sua digna Presidente neste Estado, recebeu o nome de “Maria Konder Bornhausen”, como preito de homenagem e gratidão do Município pelos esforços desenvolvidos pela digna homenageada na obtenção dos recursos necessários à instalação desta Maternidade e da sua sessão infantil, a quem o executivo blumenauense, nesta oportunidade, rende sua sincera admiração.
A nossa homenageada, tão logo soube da conclusão deste pavilhão, recorreu à Exma. Sra. D. Darcy Vargas, a ilustre Presidente da Legião Brasileira de Assistência, e graças ao coração boníssimo desta e ao seu interesse pelos serviços sociais, prontamente doou a apreciável importância de Cr$ 393.670,00 para a instalação desta Maternidade, muito contribuindo, assim, para o êxito que ora experimentamos. O nome da Primeira-Dama do País, D. Darcy Vargas, não pode ser, portanto, esquecido, razão porque o seu nome também figura na Placa Comemorativa da Inauguração desta Casa.
Com o Pavilhão da Maternidade e Infância “Maria Konder Bornhausen”, tão confortavelmente construído e aparelhado, está de parabéns a população de Blumenau e, o Governo Municipal sente-se satisfeito em ver mais um dos seus problemas resolvidos, no que refere-se à proteção da maternidade e infância no Município.
Apraz-me, pois, Senhores, deixar aqui consignados os melhores agradecimentos do Município aos dignos membros da Comissão de Construção do Hospital e, muito especialmente, ao seu presidente Dr. Afonso Balsini, pelo muito que fez e pelo carinho, dedicação e infatigabilidade com que dirigiu os trabalhos de tão importante realização.
Para o feliz êxito desta obra, também concorreu eficazmente o Poder Legislativo de Blumenau, cuja inestimável colaboração com o Executivo Municipal, o faz credor dos aplausos e do reconhecimento do povo de Blumenau, e assim cumpro o indeclinável dever de realçar, neste momento, a sua significativa participação.
É de justiça ainda salientar os relevantes e bons serviços que vem prestando, há anos, em prol dos interesses do nosso Hospital o seu digno médico-diretor, dr. Oswaldo Neves Espíndula, bem como o seu médico operador, Dr. Hernani Senra de Oliveira.
Às abnegadas Irmãs de Caridade que, desde a fundação deste estabelecimento, vêm prestando o melhor de seus esforços no mitigar as dores dos que sofrem, e aos demais servidores desta Casa, apresento, na pessoa de sua ilustre Irmã Superiora, os profundos agradecimentos da Municipalidade pelo seu inestimável concurso.
A V. Exa. Sr. Governador Irineu Bornhausen e à sua Exma. Esposa, D. Maria Konder Bornhausen, os meus especiais agradecimentos pela honra que nos concederam comparecendo a esta solenidade, dando, assim, um brilho todo especial ao evento. A sua presença, Sr. Governador, bem como a aquiescência ao nosso convite por V. Exa. D. Maria Konder Bornhausen, testemunham, mais uma vez, bem alto, o elevado espírito público e de solidariedade humana de que são possuidores, com o que nós, blumenauenses, congratulamo-vos efusivamente.
A todos quantos tiveram a bondade de comparecer a esta inauguração, agradeço, muito sinceramente, a grande honra que nos trouxe a sua visita, fazendo calorosos votos para que a Maternidade “ Maria Konder Bornhausen ”, venha preencher as nossas expectativas, beneficiando e assistindo, com mais conforto, às parturientes e à infância desta nossa querida terra blumenauense.
Y
Referenciais : HD 34
Discurso proferido por HERCÍLIO DEEKE
Qualificação : Prefeito Municipal de Blumenau
Local : Pavilhão da Maternidade e Infância – anexo Hospital Santo Antônio.
Data : 12 de setembro de 1953 - às 16 horas
Evento : Inauguração do “Pavilhão da Maternidade e Infância Maria Konder Bornhausen” –anexo Hospital Santo Antônio
Minuta original datilografada. Colecionada por Niels Deeke, integrando o espicilégio de Discursos de Hercílio Deeke. Arquivo Particular de Niels Deeke.
O texto foi igualmente transcrito no jornal “O Lume” de 13.9.1953 . As fotos da solenidade do Ato Inaugural estão reproduzidas na “Revista do Sul” – de setembro 1953.
Y
Notas ao HD 34 - Escólios de Niels Deeke
1) Após a fala do Sr. Hercílio Deeke, fez uso da palavra o Dr. Afonso Balsini – presidente da comissão de construção do novo Pavilhão da Maternidade e Infância, que historiou longamente os trabalhos realizados pela referida comissão na execução da importante obra. O Sr. Hercílio Deeke, a seguir, convidou Sra. Maria Konder Bornhausen, esposa do Governador, e presidente da Comissão Estadual da L.B.A. para descerrar a placa comemorativa de inauguração do Pavilhão da Maternidade que tomou o nome da ilustre dama, como tributo de homenagem às excelsas virtudes de bondade e carinho pela causa humanitária em Santa Catarina. Em nome da Sra. Da. Maria Konder Bornhausen , agradeceu a homenagem prestada à primeira-dama do Estado, dr. Waldir Busch
Algumas personalidades presentes à inauguração:
a) Sr. Volney Colaço de Oliveira- Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina
b) Dr. Waldir Busch- Consultor Jurídico da Legião Brasileira de Assistência
c) Sr. Ruy Portinho de Morais- Médico da Legião Brasileira de Assistência
d) Sra. Arlinda Machado – Secretária da Legião Brasileira de Assistência
e) Srta. Terezinha da Luz Fontes – Chefe do depto. de Finanças da L. B.A. em Florianópolis.
2) L.B.A. : Legião Brasileira de Assistência
3) AFONSO BALSINI : nascido em 1913 e falecido em 23.01.1983. in “Bl’au Cadernos” tomo XXXIV nº 01 1983 –p. 13.
HD: 90
Discurso proferido por HERCÍLIO DEEKE
Qualificação : Paraninfo da Quinta Turma da Escola de Auxiliar de Enfermagem- anexa ao Hospital Santo Antônio (1)
Local : Teatro Carlos Gomes
Tema : Saudação do Paraninfo Hercílio Deeke às Formandas.
Data : 12 de setembro de 1963
A Fala :
É com honrosa satisfação que desincumbo-me da elevada missão de paraninfar a Quinta Turma da Escola de Auxiliar de Enfermagem, anexa ao Hospital Santo Antônio, patrimônio do Município de Blumenau.
Acabamos de ouvir a mocidade, plena de fé e entusiasmo, anunciando o romper da aurora e o início da vida nova, promissora de fartas messes.
É a esperança que esparge seus eflúvios inebriantes sobre o auditório, proporcionando-lhes inefável euforia.
É o dinamismo que se afirma construtor e indefesso, seguro de sua força e de seus direitos.
É a fé que luta, persevera e acaba sempre vencendo, porque jamais desfalece.
Tudo quanto é a juventude aí está transbordante de simpatia e generosidade, reverberante de bênçãos celestiais.
Assistindo-vos neste ato, como vosso paraninfo, trago-vos a mensagem de congratulações desta comunidade e, volvendo os olhos para o passado, vejo que não foi em vão a árdua caminhada daqueles que lançaram a semente, com tanto amor e sacrifício, neste abençoado núcleo de civilização brasileira.
Esta festividade de formatura, da qual nos orgulhamos e se constitui em mais uma expressiva manifestação cultural da capital do Vale do Itajaí, representa um novo marco das nobres aspirações de nossa gente e ressalta, consoante a Encíclica MATER ET MAGISTRA, que os valores do espírito não são negligenciados, esquecidos ou negados, e que, se os progressos técnico-científicos são elementos positivos de uma civilização, não podem ser considerados valores supremos e, assim, de caráter instrumental.
A consciência dos mais importantes valores da vida, é ainda viva e operante, devendo ser respeitada e quanto possível iluminada e aperfeiçoada.
A vida humana, bem o sabeis estimadas formandas, é sagrada e quando o esculápio a confiar à vossa discrição confidencial, terá sempre em mente a vossa sinceridade e paciência, dignidade e coragem, abnegação e delicadeza, devotamento e lealdade, espírito de sacrifício e eficiência, compaixão e simpatia, em suma a vossa vocação para a prática do bem, pois a bondade mitiga, consola, acaricia e é o fanal da esperança.
Uma das tônicas de meu governo, a par de multiformes realizações, pois é doutrina pacífica que o nível de saúde de uma comunidade está na razão direta do seu grau de desenvolvimento espiritual e econômico – tem sido o meu devotamento às promoções que visam elevar o estado de bem estar físico, mental e social da população, e foi com esse objetivo que regulamentei a Diretoria Municipal de Saúde Pública e Assistência Social, em consonância com as necessidades locais.
Quanto eu saiba, as doenças prevalecentes nos países altamente industrializados não são as mesmas nas nações menos desenvolvidas. Naqueles, as principais causas de morte são uma decorrência das chamadas doenças degenerativas, tendo à frente o câncer e as doenças do coração. Nas últimas, as doenças de massa, sobretudo as infecto-contagiosas e parasitárias , são responsáveis principais pelo obituário.
Imbuído dessa incontroversa vinculação, venho diligenciando no sentido de prestar toda cobertura financeira, com a patriótica colaboração e apoio da colenda Câmara Municipal de Blumenau - ao nosocômio municipal em suas diversas seções de clínicas médica, cirúrgica, obstétrica, infantil e todas as demais, bem como à velhice desamparada através de inúmeros melhoramentos do Asilo Municipal de Velhos, a esta Escola de Auxiliar de Enfermagem, ao saneamento básico mediante convênio com o Departamento Nacional de Endemias Rurais, à higiene escolar, à ampliação da rede hidráulica municipal, a rede de abastecimento, à cárie dentária, às feiras livres, demais congêneres e ainda à “pobreza valida”, a fim de impedi-la de chegar à indigência e marginalidade, com o conseqüente processo degenerativo social.
E aqui o mérito do trabalho caberá às assistentes sociais, porquanto não se poderá fazer assistência social sem profilaxia social, em razão das causas dos problemas sociais serem mais profundas e repousarem nas condições ambientais espirituais, econômicas, culturais e físicas.
Considerando o crescimento explosivo da população brasileira, em torno de uma taxa anual de 3,7%, e o resultante aumento do volume de solicitações, eis porque estou também vivamente interessado na construção de um novo pavilhão para velhos enfermos, de um hospital infantil, de novas salas de aulas, no fomento agropecuário, na pavimentação e conservação das artérias de circulação do fruto de trabalho honesto e construtivo e, outrossim, no aproveitamento de diplomadas por esta Escola para fazerem cursos de Assistentes Sociais.
Como testemunho de reconhecimento do meu governo e do intenso júbilo que me vai na alma, paralelamente à necessidade de estímulo vocacional, aproveito esta solene oportunidade para instituir uma Recompensa, que designaria como “PRÊMIO FRITZ MÜLLER”, constante de uma “MEDALHA de PRATA” e também de uma importância em espécie, para a Auxiliar de Enfermagem que classificar-se em primeiro lugar durante o curso todo, como real aproveitamento dos ensinamentos morais e técnicos, a juízo de um regulamento que será elaborado para tal fim.
Estimadas formandas de hoje.
Vindes de assumir a responsabilidade de vossos destinos, recebendo, com o distintivo simbólico, a investidura oficial que vos garante o exercício da nobilitante profissão, embora espinhosa, que abraçastes.
Ide confiantes.
Dias afanosos vos aguardam na vossa carreira.
Entraí animosamente no caminho aberto e seguro que escolhestes, pois que não há trabalhos invencíveis onde a vontade é forte e longa a devoção.
Lá fora é o mundo, é o conflito das vaidades, das conveniências, dos egoísmos, das rivalidades e das ambições.
Cultivai, muito acima dos bens transitórios e das misérias da realidade, a imarcescível flor do ideal, perenemente aberta, que vos embalsamará o caminho de aromas desconhecidos.
Sede a doçura e a amenidade, impregnadas da cortesia, que está é o ramo da caridade, segundo legado do Santo Papa João XXIII
Ungidas das qualidades morais que consagraram Florence Nightingale e Ana Néry, a par dos ensinamentos hauridos dos vossos mestres e das vigílias sobre o leito da dor – agora podeis partir com ânimo em Deus e sinceramente almejo que vos dediqueis com toda a alma a Vossa profissão e não vos esqueçais de que só valerá pelo que dela fizerdes e pelo modo como a servirdes : tal qual formosamente alguém o disse, de nada serve a espada se o combatente não tem alma para florear em denodo.
Assim sendo, a coletividade muito espera de vossa colaboração, plena de renúncias e merecedora dos mais puros aplausos.
Finalmente, justo é que às despedidas se juntem os parabéns de todos os presentes, que louvores, bênçãos e conforto não vos faltarão no término da jornada.
Sede Felizes.
Referenciais : HD 90
Discurso proferido por HERCÍLIO DEEKE
Qualificação : Paraninfo da Quinta Turma da Escola de Auxiliar de Enfermagem- anexa ao Hospital Santo Antônio
Local : Teatro Carlos Gomes
Tema : Saudação do Paraninfo Hercílio Deeke às Formandas.
Data : 12 de setembro de 1963
Documento original datilografado. Três folhas estampadas com o brasão e o timbre municipalidade. Colecionadas por Niels Deeke, integrando o espicilégio de Discursos de Hercílio Deeke. Arquivo Particular Niels Deeke
Y
Notas ao HD 90 – Escólios de Niels Deeke
ESCOLA DE AUXILIAR DE ENFERMAGEM DO HOSPITAL MUNICIPAL SANTO ANTÔNIO. A Lei nº 775 de 06 de agosto de 1949- dispôs sobre o Ensino de Enfermagem no país e deu outras providências- com 24 artigos consta do Diário Oficial da União de 13/8/.1949 - assinaturas Presidente Eurico Gaspar Dutra - Clemente Mariani. O Decreto nº 27.426 de 14/12/1949 - Aprovou o Regulamento Básico para os Cursos de Enfermagem e do Auxiliar de Enfermagem - regulamentado através de 73 artigos publicados no Diário Oficial da União em 19/12/1949. ( Cópias de inteiro teor in arquivo Niels Deeke.) ALGUNS DADOS SOBRE O CURSO DE AUXILIAR DE ENFERMAGEM - Escola Pública Municipal de Blumenau. Em 09/01/1964, o Prefeito Hercílio Deeke, mandava divulgar a seguinte notícia : “O Curso de Auxiliar de Enfermagem tem a duração de 18 meses. É gratuito e tem regime de externato. No término do curso, os alunos aprovados, receberão um certificado válido em todo o Brasil. O portador desse certificado gozará de preferência em todo Serviço de Saúde do Governo.
Em edital publicado em dezembro de 1963, divulgando a abertura das inscrições para a matrícula no Curso de Auxiliar de Enfermagem na Secretaria da Escola, a rua Itajaí nº 545, era indicado o número de vagas 30(trinta)
ф Junto à Pasta Geral contendo “Pautas de Serviço” do Prefeito Hercílio Deeke- relativa ao ano de 1963- encontra-se apensa uma cópia assinada de carta, em duas páginas, dirigida, em 30 de maio de 1963, ao Presidente da República Dr. Presidente João Belchior Marques Goulart, da qual foi portador o Chefe da Casa Civil e Representante do Presidente- o Dr. Evandro Lins e Silva.- o qual por diversas vezes esteve em Blumenau, tratando de assuntos oficiais com o prefeito H. Deeke. Documento expositivo, em Papel Timbrado PMB, contendo o seguinte texto :
CONSIDERAÇÕES E REIVINDICAÇÕES DO PREFEITO HERCÍLIO DEEKE – em maio de 1963 – transmitidas ao Presidente da República – João Belchior Marques Goulart
ESCOLA DE AUXILIARES DE ENFERMAGEM DE BLUMENAU. ANEXA AO HOSPITAL MUNICIPAL SANTO ANTÔNIO.. A Escola de Auxiliares de Enfermagem vem prestando relevantes serviços aos vinte e seis Municípios que compõem a bacia do Itajaí, de vez que nela matriculam-se pessoas de todos esses Municípios. Funciona anexa ao Hospital Santo Antônio, de propriedade do Município de Blumenau. Cada dia há mais necessidade de Enfermeiro e Enfermeiras diplomadas, tamanha a carência que delas possui o Brasil. O Governo da União, em 1960, consignou , em seu orçamento, verba para a Escola de Auxiliares de Enfermagem. Todavia, até hoje, apesar de requerida, ainda não foi liberada. A verba, no valor de Cr$400.000,00 para a Escola, dotada no exercício de 1960, foi inscrita em 2 Restos a Pagar” de 1962, e cujo crédito foi concedido pela Ordem de Pagamento nº 9.660 de 29/6/1961, da Diretoria de Despesa Pública. O ensino de Enfermagem é imprescindível para as organizações hospitalares, e a base de toda a assistência aos enfermos. A Escola precisa receber a verba com que foi contemplada pelo Governo da União, pois que dela tem necessidade para aquisição de novo material e equipamento. Certo de que V.Excia. Senhor Presidente da República, não deixará em vão este apelo, solicita o Município de Blumenau, que V.Excia ordene seja liberada, e paga, com bastante brevidade, a verba prefalada. Blumenau, 30 de maio de 1963. Hercílio Deeke – Prefeito Municipal”.
Apontamentos de Niels Deeke, em o ano de 1996, Blumenau – SC
Para saber mais acesse:
http://adalbertoday.blogspot.com/2010/08/hospital-santo-antonio-150-anos.html
http://www.hsan.com.br/conteudo/default.aspx?s=9
Arquivo: Niels Deeke/Adalberto Day

terça-feira, 24 de maio de 2011

- O primeiro avião a pousar em Blumenau

Mais uma colaboração exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata sobre o primeiro avião a pousar em Blumenau.
O PRIMEIRO AVIÃO A POUSAR EM BLUMENAU
A multidão se reunia para observar os vôos na Rua Coronel Feddersen, usada como pista de pouso (Foto Aeroclube de Blumenau)
No início dos anos 30 do século passado, os blumenauenses já haviam visto uma experiência, sem êxito, de alguns aficcionados por aviação, que teimavam em catapultar planadores.
Aviões mesmo, só os que passaram voando por aqui.
No dia 23 de novembro de 1926 as cabeças voltaram-se para cima quando o céu foi cruzado por um hidroplano modelo Dornier Wall que trazia a bordo um importante integrante do governo alemão, Dr. Luther.
No ano seguinte foi a vez de um Ministro brasileiro sobrevoar Blumenau. O Dr. Victor Konder, então Ministro de Viação e Obras Públicas, passou sobre Blumenau no hidroavião “Atlântico”, num raide que marcou o início da aviação comercial no Brasil.
Como morava em Blumenau, Konder fez questão de incluir um sobrevôo ao Município nesta importante missão.
Tudo isto mexeu com o interesse dos blumenauenses, há muito interessados pela aviação. Todos queriam agora ver de perto um avião, poder tocá-lo, quem sabe entrar e voar em um.
Até que uma organização aérea se interessou em estabelecer uma linha aérea entre São Paulo e Blumenau.
Mas como fazer, se nem campo de pouso havia por aqui ?
Para concretizar o sonho, o então prefeito Antônio Cândido de Figueiredo entrou em entendimentos com um senhor de sobrenome Boettger, que era dono de uma grande área de terras na Itoupava Seca, próxima ao Rio Itajaí-Açú, onde hoje existe a Rua Coronel Federsen.
Houve acerto entre as partes e a Prefeitura preparou um campo de pouso naquele local.
Foi então marcada a data de 7 de maio de 1932 para a chegada do primeiro avião a Blumenau ((alguns registros dão como sendo no dia 5 de maio).
Ele deveria chegar às 4 horas da tarde daquele dia, conforme informavam telegramas chegados de São Paulo.
Chovia. Mesmo assim mais de 100 pessoas se dirigiram à Itoupava Seca para ver o avião pousar.
Impaciente, a pequena multidão teve que enfrentar um atraso de duas horas para avistar, então, a silhueta de um avião que se aproximava em direção da pista. Antes, porém, nas imediações do Morro da Boa Vista, o avião guinou para a direita e retornou pelo nordeste para então aterrissar suavemente. Um grande silêncio reinou por alguns segundos, encerrando o suspense da platéia. E então foram dados muitos vivas ao capitão Holand, piloto e dono do avião, que vinha acompanhado do Sr. Joachim Von Ribbeck , organizador do futuro Aereo Loyd Iguassu Fluggesellschaft, organização que tinha a intenção de implantar um serviço de transporte de passageiros e pequenas cargas, inclusive de facilitar a chegada dos jornais do Rio e São Paulo a Blumenau.
Ali mesmo, o cônsul alemão em Blumenau, Sr. Otto Rohkohl, saudou os visitantes e em seguida o avião foi conduzido a um abrigo improvisado.
- Em 1932, O Cônsul Otto Rohkohl (E) comanda a solenidade do primeiro avião em Blumenau. Jornal Santa Catarina 150 anos Blumenau. Volume 2 - O passado.
O avião pilotado pelo Capitão Holland havia decolado de São Paulo às 11 horas da manhã e chegado a Curitiba ás duas da tarde.
Problemas técnicos atrasaram a viagem para Blumenau em cerca de duas horas.Quando sobrevoavam Jaraguá do Sul, uma tempestade que estava se formando no oeste obrigou a uma mudança de rota. A opção foi vir pela costa até a foz do Rio Itajaí Açú e dali seguir em direção a Gaspar e Blumenau.
O aparelho, um “Moth Apparat” possuía motor de 80 cavalos e podia desenvolver até 170 quilômetros por hora. Mas na velocidade de cruzeiro voava a 130 km/h. Era um modelo bastante seguro, utilizado inclusive por escolas de pilotagem. Tinha espaço para o piloto e um acompanhante.
Vista aérea da 1º pista de Blumenau, sita à Rua Cel. Feddersen, bairro Itoupava Seca, (1932).
Na manhã seguinte, Holland e Ribbeck despediram-se e partiram para sobrevoar Brusque e Florianópolis.
Este acontecimento deixou em todos a esperança de que em breve Blumenau teria viagens aéreas para outras cidades.
E de fato, no dia 3 de maio de 1933 foi inaugurada a primeira linha aérea Blumenau-Curitiba com um avião da Aero Loyd Iguassu, um pouco maior, que aterrissou na Itoupava Seca às 16 horas daquele dia. A viagem inaugural foi prestigiada pelo diretor gerente da empresa aérea, Sr. Felinto Jorge Eisenbach.
O relacionamento da Aero Loyd Iguassu com Blumenau era tão cordial, que no dia 14 de maio de 1933, durante uma grande festa na Sociedade dos Atiradores, atual Tabajara T.C. um avião da empresa sobrevoou o local com faixas saudando os participantes.
Esta bela história foi resgatada pela pesquisadora Edith Kormann, em cujo trabalho fomos buscar estes subsídios.
Carlos Braga Mueller/jornalista e escritor.
Para saber mais acesse:
http://www.aeroclubedeblumenau.com.br/historico.php

sábado, 21 de maio de 2011

- Os melhores vídeos sobre Futebol de todos os tempos

Foto: Mario Barbeta
A paixão pelo futebol em Blumenau (foto) não é diferente do resto do mundo. Por isso abro o espaço em meu blog para apresentar vídeos raros que estão disponíveis no Youtube.
Colaboração de vários amigos citados no final da postagem.
Para os fãs do futebol...!
BEC-Olímpico-Palmeiras-Amazonas-Vasto Verde-Guarani-Metroplitano
Segue abaixo, extensa videoteca (clips) do Futebol no mundo, inclusive o título do Campeonato Paulista de 1954, ganho pelo Corinthians, em cima do Palmeiras.
Há clips raros e antigos, como este primeiro da lista, de 1925, numa época em que filmar algo era no celulóide e em máquina de manivela.
E você tem tudo isto à mão, numa única página.
SELEÇÃO FRANCESA 2x7 PAULISTANO (EXTINTO CLUBE DE SP), EM 1925, AMISTOSO EM PARIS COM FRIEDENREICH
BRASIL 6x5 POLÔNIA - OITAVAS-DE-FINAL DA COPA DO MUNDO DE 1938, COM LEÔNIDAS E DOMINGOS DA GUIA
http://www.youtube.com/watch?v=cecyhZCKu1w
BRASIL 2x0 IUGOSLÁVIA - PRIMEIRA FASE DA COPA DE 50, COM ENTREVISTAS A BARBOSA, BAUER E ZIZINHO
BRASIL 1x2 SELEÇÃO DO SUL - AMISTOSO EM 1983, COM PELÉ QUE JÁ HAVIA PARADO DE JOGAR DESDE 1977
BRASIL 1x0 ESCÓCIA - TORNEIO ESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, EM 1972, COM GÉRSON, JAIRZINHO, TOSTÃO, RIVELINO E ETC
BRASIL 1x0 TCHECOSLOVÁQUIA - AMISTOSO EM 1971, COM GÉRSON, TOSTÃO, RIVELINO, ETC
BRASIL 2X2 IUGOSLÁVIA - DESPEDIDA DE PELÉ NA SELEÇÃO EM 1971, NO MARACANÃ - SÓ O HINO
BRASIL 2x1 MÉXICO - AMISTOSO EM 1968, NO MINEIRÃO, COM PELÉ, GÉRSON E JAIRZINHO
BRASIL 6x2 COLÔMBIA - ELIMINATÓRIAS PARA A COPA DE 70
BRASIL 3x3 IUGOSLÁVIA - AMISTOSO EM 1968
BRASIL 3x0 IUGOSLÁVIA - TORNEIO SESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, EM 1972, COM GÉRSON, JAIRZINHO, TOSTÃO, RIVELINO E ETC
BRASIL 1x0 PORTUGAL - TORNEIO SESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, EM 1972, COM GÉRSON, JAIRZINHO, TOSTÃO, RIVELINO E ETC
BRASIL 3x0 ARGÉLIA - AMISTOSO EM 1965 E NÃO 64 COMO DIZ NO VÍDEO
BRASIL 1x2 ALEMANHA OCIDENTAL - AMISTOSO EM 1968, COM TOSTÃO, GÉRSON, JAIRZINHO E CIA
http://www.youtube.com/watch?v=sAlpnh7ooyE
BRASIL 2x1 ALEMANHA OCIDENTAL - AMISTOSO EM 1963, COM GILMAR, LIMA, ZITO, MENGÁLVIO, DORVAL, COUTINHO, PELÉ E PEPE (TODOS DO SANTOS)
SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE X COSMOS - AMISTOSO EM 1989 - COM PELÉ (QUE NÃO JOGOU), RIVELINO, ZICO E CIA
SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE 5x0 HOLANDA - COPA ZICO EM 1990

SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE 3x0 ITÁLIA - COPA ZICO EM 1990
SELEÇÃO BRASILEIRA MASTER, DE LUCIANO DO VALLE 2X1 ALEMANHA OCIDENTAL - COPA ZICO EM 1990
BRASIL 1x2 RESTO DO MUNDO - AMISTOSO EM 1990 - FESTA DE ANIVERSÁRIO DE 50 ANOS DE PELÉ, QUE JOGOU!!!!
BRASIL 1x2 RESTO DO MUNDO - AMISTOSO EM 1989 - DESPEDIDA DE ZICO PELA SELEÇÃO
SELEÇÃO TREINANDO NA ÉPOCA DO PELÉ - NÃO ERA 1958 COMO DIZ NO VÍDEO, SE VÊ PELO ROSTO DO PELÉ, QUE AQUI NESSE VÍDEO NÃO TINHA SÓ 17 ANOS, VC NÃO ACHA?
SELEÇÃO DE 70 NA CONCENTRAÇÃO
GARRINCHA E ROBERTO CARLOS (CANTOR), JOGANDO SINUCA
GARRINCHA EM PAU GRANDE, EM 1966
MAZZOLA (ALTAFINI) CONFESSA QUE SE ARREPENDEU DE TER DEIXADO O BRASIL LOGO APÓS A COPA DE 58 E TER TROCADO A SELEÇÃO BRASILEIRA PELA ITALIANA.
BRASIL 2x1 URUGUAI, TAÇA DO ATLÂNTICO EM 1976, JOGO QUE O RIVELINO CAIU DE BUNDA NAS ESCADAS QUE LEVAM AO VESTIÁRIO
DOCUMENTÁRIO, FANTÁSTICO, SOBRE ADEMIR MENEZES, O QUEIXADA
DOCUMENTÁRIO, FANTÁSTICO, SOBRE ZIZINHO, O MESTRE ZIZA
MATÉRIA SOBRE LEÔNIDAS DA SILVA, O DIAMANTE NEGRO
MATÉRIA SOBRE DOMINGOS DA GUIA, O DIVINO MESTRE
ENTREVISTA COM ZIZINHO NO "BOLA DA VEZ" DA ESPN BRASIL
MATÉRIA SOBRE HELENO DE FREITAS
MATÉRIA SOBRE GARRINCHA
MATÉRIA SOBRE GARRINCHA E BARBOSA
O ADEUS DE MESTRE DIDI
FLA 0x1 BOTA, EM 1964, ÚLTIMA PARTIDA DE NÍLTON SANTOS PELO BOTAFOGO
FLU 2x1 VASCO, EM 1926
FLU 3x2 SPORTING, EM 1928
FLA X FLU, DÉCADA DE 20
VASCO 1948
REAL MADRID 3x4 VASCO, EM 1957
BATE PAPO COM NÍLTON SANTOS
HOMENAGEM A NÍLTON SANTOS
DJALMA SANTOS NO JUCA ENTREVISTA
COUTINHO, PARCEIRO DE PELÉ, NO JUCA ENTREVISTA
MATÉRIA SOBRE MANGA
HOMENAGEM A SANTOS 62/63
GILMAR DOS SANTOS NEVES
LUIZINHO ' O PEQUENO POLEGAR'
CLUBES QUE REPRESENTARAM A SELEÇÃO
ZAGUEIROS ARTILHEIROS
TRIO DE FERRO X ARGENTINOS, EM 1948
CANHÕES DO FUTEBOL PAULISTA
LULA FALANDO DE CORINTHIANS DE 54, VASCO DE 58, GARRINCHA E ADEMIR DA GUIA,ELE É VASCAÌNO
MÚSICA HOMENAGEANDO CANHOTEIRO, O GARRINCHA DA PONTA-ESQUERDA
BRASIL 2x0 INGLATERRA, NO MARACANÃ, EM 1959, SHOW DE JULINHO BOTELHO
ENTREVISTA COM APARÍCIO PIRES, JORNALISTA QUE COLOCOU O APELIDO DE DINAMITE NO CRAQUE DO VASCO, EM 1971
CORINTHIANS 1x1 PALMEIRAS, EM 1954
BRASIL X ZAIRE, COPA DE 1974, JOGADOR DO ZAIRE CORRE ANTES DO JUIZ APITAR A FALTA E CHUTA A BOLA
BRASIL 4x5 BOLÍVIA, NA COPA AMÉRICA DE 1963, RARIDADE
BRASIL X PERU, NA COPA AMÉRICA DE 1975, GOL PERUANO
SELEÇÃO BRASILEIRA NA CONCENTRAÇÃO, EM 1985 - PARTE 2
BRASIL 1x1 CHILE, ELIMINATÓRIAS PARA A COPA DE 1990, EM SANTIAGO, NESSE JOGO O ROMÁRIO COMEÇOU A BRIGAR ANTES DO INÍCIO DA PARTIDA E FOI EXPULSO AINDA NO PRIMEIRO TEMPO. MAS O INCRÍVEL É O GOL DO CHILE NO FINAL DO JOGO
RONALDO É CONVOCADO PARA A COPA DE 1994
O CORTE DE ROMÁRIO NA COPA DE 1998
ZICO EXPLICA A CONVULSÃO DE RONALDO EM 1998
SELEÇÃO BRASILEIRA CHEGA NO HAITI EM 2004
O BRASIL NA COPA DE 1966, MATÉRIA EM ESPANHOL
A SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA DE 1954
BRASIL 6x1 ESPANHA, NA COPA DO MUNDO DE 1950
BRASIL 7x1 SUÉCIA, NA COPA DO MUNDO DE 1950
Enviado pelos amigos Valter Hiebert/Giovani Luebke/José Carlos de Oliveira/
Horst N.Boeving

quarta-feira, 18 de maio de 2011

- A Historieta do Chicolino

História de nosso cotidiano: Chicolino
Por Adalberto Day

Chicolino começa a tomar destaque após o ano de 1982. O nosso personagem inicialmente produzido e confeccionado de forma artesanal por uma moradora da Rua da Glória em Blumenau, e que renderia ajuda no orçamento aquela família, logo seria "adotado".
Em 24 de dezembro de 1982, a vida de nosso personagem Chicolino começa a tomar novos rumos .
Nesta véspera de Natal, minha mãe que havia adquirido daquela senhora vizinha da Rua da Glória, (uma querida vizinha senhora Rosa Maria Malheiros, conhecida como Rosinha Malheiros) quatro irmãos idênticos no aspecto "físico", para dar de presente aos seus netos (as), chega a nossa residência juntamente com nosso pai e solicita a nossa filha que escolhesse um entre os quatros.
O escolhido foi batizado e adotado com o nome de Chicolino, escolhido não sei se por mim, pelo meu pai (mais provável), pois eu sugeri que fosse Nicolino em homenagem a ele, mas não consegui.
Os outros três tomaram o mesmo destino de doação em uma só casa, a de minha irmã, que infelizmente hoje não existem mais.
Mas a vida de Chicolino não foi só de alegrias, houve algumas decepções, preconceitos e deboches, foram se acentuando.
No dia 16 de dezembro de 1983 quase véspera de completar um ano de adoção, Chicolino e nós passamos por momentos difíceis, quase o perdemos. Na noite deste dia eu estava prestes a me ausentar por compromissos assumidos, e tive que tomar uma atitude mais severa com nossa filha que estava inquieta e se comportando de forma inadequada para uma menina de cinco anos.
O "Castigo" teve que ser aplicado, e antes de sair, peguei o nosso personagem, o coloquei em cima de um Bandô ( acessórios de Cortinas) da abertura com acesso a nossa sala, e disse a nossa filha que só o receberia de volta se o comportamento melhorasse.
Logo após antes de retornar, na madruga do dia 17, uma grande tragédia assola nosso bairro, derrubando casas, pontes e as águas adentrando as residências de muita gente da comunidade.
Recebi a noticia dos acontecimentos, mais jamais poderia imaginar que estivesse ocorrendo também em nossa residência. No retorno, tentei ajudar alguns amigos atingidos, inclusive meus pais, quando fui indagado: "O que estás fazendo aqui ?" respondi ajudando algumas pessoas. E o mesmo informante disse: e a sua residência?. Tudo bem, nunca é atingida, retruquei. "Sinto muito em lhe informar que foi atingida e muito". Essas palavras me gelaram. Agradeci, saí em uma corrida a pé desenfreada pela Rua Progresso, distante dali 1 Km aproximadamente, e pude verificar nossa residência estava com 1,60 m tomados pelas águas barrentas do Ribeirão Garcia. Logo os vizinhos me disseram que minha esposa e filhas estavam a salvo em outra residência.
Foi desolador; perdemos quase tudo, mas o principal estava salvo, a vida, dos familiares.
Quando clareou o dia e as águas baixaram, um rastro de destruição por toda a comunidade pôde se ver. Adentrando a nossa residência com os familiares e outros para nos auxiliar na limpeza, pude constatar que pouco sobrou, mas o Chicolino estava também a salvo lá em cima no Bandô, e pôde "presenciar todos os fatos".
Graças as peraltices de nossa filha e a atitude que tomei, o Chicolino continua firme forte e trazendo curiosidades à muita gente.
No ano de 2003, Chicolino foi morar na região da Grande Florianópolis, e continua a atrair a curiosidade de quem o conhece, pois é fotografado até por turistas de outras cidades, estados e países. Na última vez que o avistei em janeiro de 2011, estava ele folgadão como sempre, com suas mãos junto aos bolsos e já com uma mistura de "Manezinho da Ilha", ao lado de uma gueixa de nome Pucca....dando continuidade a esta historieta.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau

domingo, 15 de maio de 2011

- Final dos anos de 1960 em Blumenau



Crônica de José Geraldo Reis Pfau - Publicitário em Blumenau

Histórias de nosso cotidiano
Por "Zé Pfau"

Final dos anos 60
Lembranças da minha juventude No ano de 1965 ganhei de presente de meu pai Osmênio Pfau e meu tio Ageo Guerreiro este carro - Chevrolet Pavão - 1927 - Canadense - 4 cilindros. (foto)
Naquele período quase todos os rapazes de nossa idade eram azes no volante e poucas eram as moças que dirigiam e usavam os carros (único) de seus pais para frequentar festas e passear pelas ruas da cidade no final de semana. Era um programa obrigatório gastar gasolina fazendo “footing” de carro, pra cima e pra baixo, na Rua XV de Novembro. O trecho entre uma rotatória que teve, no inicio da rua das palmeiras no Clube América, até a outra que ficada onde se localiza o relógio de flores no final da principal rua de Blumenau. Nos horários de finais de sessões do cine Busch e Blumenau. Com algumas voltinhas adicionais pela região residencial da então asfaltada Alameda Rio Branco. Na nossa geração, em torno do meio daquela década, houve uma espécie de movimento não organizado, mas de modismo, em torno da recuperação de calhambeques. Carros com características dos anos vinte que possuíam radiadores e pára-lamas externos.
Era 1964 quando o roqueiro rebelde Roberto Carlos em seu disco “É Proibido Fumar” cantou “o calhambeque”. Até os Beatles num compacto duplo tinha um “fordinho” na capa com os quatro ídolos dentro. Com quinze anos se dirigia veículos na tolerância da lei. Um tio, Aggeo Guerreiro, construtor de estradas de rodagem, que executou o aterro inicial da Avenida Beira Rio, comprou um Chevrolet 1927 – caindo aos pedaços e me deu, na condição de que meu pai Osmenio Pfau pagasse a reforma. Aquela raridade, conversível, foi pintada de cor branca, quatro portas estofamento em desenho usado pelo carro Itamaraty/Willis com aplicações em madeira jacarandá, três marchas, motor quatro cilindros e fabricação canadense. Um belo exemplar. O lojista Eugenio Soutinho pai do amigo Gilson (Kiko) da Tem Tem Acessórios localizou comprou e reformou outro espetacular e potente Dodge seis cilindros, três marchas, quatro portas, 1930, que pintou de vermelho Ferrari e toldo conversível bege.
Blumenau década de 1960
O então musico e depois professor Schramm adquiriu e desfilava num Ford 1929 de pintura escura e cuja característica era um adesivo na forma de uma margarida colada numa das quatro portas. Outros surgiram que certamente não consigo lembrar. Os Rufino, filhos de um tradicional juiz de Florianópolis que residiu em Blumenau, o Gilberto e o Humberto conseguiram e recuperaram um Ford 1929 coupe e desfilavam na cidade também.
Ford 1929
O deles era cinza claro, rodas vermelhas e com aquele tradicional “banco da sogra”.
Aliás um espetáculo que destaca Santa Catarina na marcenaria automotiva mundial com seus “Woods”. Belos tempos.
11/maio/2011
Para saber mais acesse:
http://artepfauminiaturas.blogspot.com/
e-mail : celeiro@celeirodocarroantigo.com.br
 Texto/crônica José Geraldo Reis Pfau - Publicitário em Blumenau; Arquivo de José Geraldo Reis Pfau e Adalberto Day

quinta-feira, 12 de maio de 2011

- Maternidade Johannastiff

M a t e r n i d a d e J o h a n n a s t i tf f :
Imagem - Comerciante e Cineasta Willy Sievert

História:
No dia 02 de setembro de 1907 foi fundada a Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau (SESB). O evento ocorreu na Casa Pastoral.
A esposa do pastor Walter Mummelthey, sra. Mildred Burrows, - depois de ministrar um curso para auxiliar de enfermagem - convidou um grupo de mulheres para uma palestra sobre a situação social da cidade.
No mesmo dia essas senhoras fundaram a Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau. Aprovaram seu estatuto e elegeram a primeira diretoria. O objetivo era ajudar as mais carentes e doentes da sociedade em geral.

Fato relevante foi que uma senhora de nacionalidade britânica, Mildred Mummelthey, conseguiu, em uma reunião por ela convocada, convencer em torno de 15 senhoras a organizarem a Sociedade Evangélica de Senhoras que adotaram o estatuto por ela. Elaborado.
Outro fato impressionante consta da biografia da senhora Elsbeth Koehler, que participou da diretoria por 40 anos, 03 como secretária e 37 como presidente.
Não menos significativo foi o gesto da senhora Johanna Hering, também fundadora, que fez a doação do terreno, em 1920, onde seria construída a Maternidade, gesto também seguido pela sua cunhada, a escritora Gertrud Gross Hering, que doou, para os mesmos fins, 200$000 Réis. Tais gestos foram de valiosíssima importância pois serviram de exemplo para muitas senhoras de Blumenau que passaram, também, a fazer doações para o objetivo comum que era a edificação de uma maternidade.

Sem demora providenciaram a vinda das diaconisas, procedentes de Berlim-Zehlendorf, e depois da casa matriz de Wittenberg. que aturam em Blumenau por 65 anos, (1909/1974). Com sua dedicação e sacrifício, disciplina e espiritualidade, tiveram, elas, papel de destaque na história das comunidades do Vale do Itajaí.
A coragem e o desprendimento de muitas senhoras, no final da década de 1940, foi o ato de levá-las a construir uma nova Maternidade, denominada "Elsbeth Koehler", depois transformada em ancionato.

Em 1974, a SESB entendeu que deveria assumir um novo desafio, que foi a transformação da maternidade Elsbeth Koehler em ancionato.
Fonte de dados : Obreiro Meinrad Piske, pastor emérito, co-autor do livro centenário da SESB, em Brusque (SC)

Particularidades da Edificação :
A comunidade evangélica inaugurou no dia 30 de setembro de 1923, a Maternidade Johannastift, edificada pelas senhoras evangélicas de Blumenau e administrada pela ordem das irmãs caritativas evangélicas.

A centenária Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau (SESB), filiada à Ordem Auxiliadora de Senhoras (OASE), é a proprietária da edificação onde está funcionando a “Casa do Comércio”, sede das entidades do comércio blumenauense.
O nome escolhido faz parte de uma homenagem à principal doadora da instituição: Sra. Johanna Hering. O prédio teve sua arquitetura projetada de modo a não parecer com um hospital, guardando características de uma residência. Os critérios adotados foram que as gestantes seriam internadas duas semanas antes do parto.
Mais tarde, o prédio viria a ser sede de um hotel e um dos mais conhecidos restaurantes da cidade o ¨Cavalinho Branco¨ ( Zum Weissen Roessel ) .
O prédio da Casa do Comércio - que pertence à SESB - Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau tinha, originalmente, apenas duas torres em 30 de setembro de 1923, quando inaugurado. Depois , em 13 de marco de 1932, foi ampliado. Em 1951 encerra suas atividades. 
Em 2004 começou a ser restaurado, mantendo, porém, as suas características arquitetônicas, para servir de sede para a Casa do Comércio, administrada pelo CDL.
A Casa do Comércio foi inaugurada em 14 de junho de 2007, tornando-se, a partir de então, a nova sede do CDL
Blumenau. Alameda Rio Branco, 165. Blumenau

Compilação de Adalberto Day.
Fontes bibliográficas diversas

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Adendo de Niels Deeke – memorialista em Blumenau

Seleção extraída das anotações parcialmente consolidadas em 1995 e aditadas ao título ¨Maternidades em Blumenau¨. constantes da obra ¨Palavras aos Blumenauenses¨- autoria de Niels Deeke ( inédita )
Síntese Histórica Memorial das Maternidades em Blumenau .
Houve, em Blumenau, por breve período, duas instalações de maternidades funcionando concomitantemente, uma no centro da cidade, na Alameda Rio Branco - a conhecida “Johannastift” - e outra no bairro do Garcia. Ambos os estabelecimentos eram administrados pela “Evangelischer Frauenverein Blumenau”, fundada em 1907. Maternidade de Blumenau : A mãe de Emma Deeke, Hedwig Clasen Rischbieter, foi uma das fundadoras da ¨Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau¨ em 02 de setembro de 1907. Vide publicação alusiva ao 1º Centenário da Comunidade Evangélica de Blumenau -¨1857- 1957 - 09 de agosto - Impresso Tipografia e Livraria Blumenauense S.A.- pg. 21, sob o título “A Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau - Sesb ”- reportando quando a “Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau” foi fundada a 02 de Setembro de 1907 pelo Pastor Mummelthey e sua esposa Mildred Burrows, outrora enfermeira da Cruz Vermelha Inglesa. Dita sociedade contava em 1908 com 70 associadas. Em 1915, aquando já havia 126 sócias, percebendo que a pequena casa na Alameda Rio Branco não mais satisfazia, inteiramente, as necessidades, resolveram iniciar movimento objetivando a construção de uma então moderna maternidade. Em 1920 Johanna Hering doou o terreno para a construção, cujo projeto foi elaborado pelo Sr. Kaulich sênior e a execução coube ao construtor Jacob Brueckheimer, obra que foi terminada em 1923, recebendo justificadamente a denominação de ¨Johannastift” – Fundação Johanna, ou Instituto Johanna. A comissão de construção foi integrada pelos Srs. Max Hering, Leopoldo Hoeschl e pela Sra. Elsbeth Koehler. Ao mesmo tempo Elsbeth Koehler fazia a doação de parte do terreno – 450 m2, para nos fundos da edificação estabelecer uma horta visando o abastecimento do nosocômio. As primeiras enfermeiras foram enviadas da Alemanha em 1909, provindas da Sociedade de Diaconisas de Zehlendorf, que trabalharam no Hospital da Vorstadt - um antigo prédio de construção em retângulo perfeito, existente no local em que depois passou a funcionar o Hospital Santo Antônio – próprio público da municipalidade de Blumenau. Posteriormente em 1913, veio a diaconisa Schwester Lina Jaguschke e em seguida Johanna Mülle e Gertrud Vogt, enviadas pelo “Frauenhilfe fürs Ausland” – sociedade alemã de assistência à mulher no exterior. Estas enfermeiras moravam numa singela casinha da Alameda Rio Branco, de onde saíam a cavalo para prestar atendimento às parturientes em seus domicílios. Segundo consta, dos anais da Sesb, o cavalo foi adquirido em 1914 e prestou valiosos serviços. Posteriormente Schwester Gertrud Vogt, que permaneceu longos anos em Blumenau, assumiu a direção dos serviços no Hospital Santa Catarina. (Vide também in revista “O caminho” –órgão do IECLEB“ ano XIV nº 03 – março 1998 p. 08 – título “Senhoras celebram 90 anos de serviço social em Blumenau”- matéria desenvolvida sobre a “Johanmnastift”. Emma Deeke, avó de Niels Deeke, seguindo os passos assistenciais de sua mãe Hedwig, desenvolveu, após transferir-se, em 1929, de Ibirama ( Hammonia) para Blumenau, decisiva influência em todos os destinos da referida sociedade. Com sua orientação evangélica dirigiu os passos de seu filho Hercílio Deeke neste sentido, o qual esteve intimamente ligado à Comunidade Evangélica, como por exemplo : de 1936 a 1955, por 20 anos - Presidente do Hospital Santa Catarina (de propriedade da Comunidade Evangélica), como prefeito de Blumenau volveu todos os seus esforços para em 04/3/1953 poder inaugurar a Escola Evangélica “Barão do Rio Branco”, igualmente propriedade de Comunidade Evangélica. Em 28 de Fevereiro de 1953 o Prefeito Hercílio Deeke recebeu o seguinte telegrama : “ 28/3/1953 de F’polis para Prefeito Hercílio Deeke Blumenau - SC. “Tenho Prazer Comunicar V.S. Haver Autorizado Funcionamento Escola Primaria Barão Rio Branco VG da Comunidade Evangélica Essa Cidade Vg Data 24 Corrente Pt. SDS Fernando Ferreira de Mello – Secretário Interior Justiça Educação Saúde – em exercício”. Hercílio Deeke envidou, inclusive, todos os esforços para dotar de todas as melhorias públicas, asfaltamento, iluminação etc. a então conhecida “ Praça da Maternidade ”, da nova maternidade no Jardim Blumenau, que foi inaugurada em 16/9/1951 com o nome de ¨Maternidade “Elsbeth Koehler”, cuja rua foi denominada na sua gestão 1951-1955 como rua Pastor Stutzer. Atualmente, 1997, a pequenina “praça foi denominada “Praça Herta Hildebrand”- em homenagem a Dona Herta , filha de Elsbeth Koehler e G. Arthur Koehler, que foi casada com Gerhard Hildebrand ( Não confundir com o homônimo no patronímico, Bruno Hildebrand que era brasileiro nato, casado com Agueda Pontes Hildebrand, e que foi prefeito interino de Blumenau e ainda funcionário da Ministério da Agricultura - sediado em Bl’au e representante das “Fossas OMS”. A empresa tinha por razão social “ A.Hildebrand” – certamente a letra “A” correspondia a inicial do nome de sua esposa “Agueda”. O esposo de Herta – nata Koehler, era alemão nato, possuiu “fazenda agro-avícola” em local que posteriormente abrigou o “Posto Agropecuário” do Ministério da Agricultura em Indaial –aliás o casal Gerhard Hildebrand e Herta Koehler não demorou a separar-se, e já em 1947 estavam desvinculados matrimonialmente. Com relação à denominação da rua ocorreu um fato interessante. Hercílio Deeke, desejando, em 1952, homenagear a pessoa do Superintendente ( Prefeito) do século passado Sr. Otto Stutzer, nascido em 03/02/1836 e falecido em 28/02/1927 aos 91 anos de idade, que dedicou 30 anos de sua vida ao serviço publico de Blumenau, solicitou a dona Annemarie Techentin, sua secretaria, que providenciasse “projeto de lei” para denominar a rua que dava acesso à maternidade com o nome do SR. STUTZER. Dona Annemarie a fim fundamentar, biograficamente, o projeto, socorreu-se do índice onomástico do livro do “Centenário de Blumenau”-1950, onde consta o patronímico Stutzer - Gustav , p..110,327,329,340 e na continuação sem repetir o patronímico consta somente Otto, p. 28, 40......, e não deu em outra, o projeto saiu com o nome de Pastor Stutzer ( Gustav Stutzer) irmão de Otto. Quando o projeto denominando a rua com 320 metros de extensão, retornou aprovado da Câmara municipal, Hercílio Deeke percebeu a impropriedade em que homenageava, justamente, o maior desafeto do dr. Blumenau Deixou, entretanto, a coisa ficar como estava, sancionando a Lei Municipal nº 366 de 28/8/1952 denominando-a Rua Pastor Stutzer, pois a personagem do Pastor Gustav Stutzer (nascido em 1839 e falecido em 1921- em Heidelberg - Alemanha, que aqui, em Blumenau, só viveu dois anos incompletos, quando chegado em 1885, residiu na curva da atual rua 15 novembro, junto à margem do rio Itajaí Açu, no ponto onde localizou-se a “Loja Prosdocimo”, mesmo assim não desmerecia, o pastor, igualmente ser lembrado, além de possuir muitos parentes da alta sociedade blumenauense . Gustav Stutzer ( o Pastor), que em 1886 retornou à Alemanha, foi autor, dentre outras, das obras “Geheimnisse des Selenlebens” - Segredos da Alma, “ In Deustchland und Brasilien” - Na Alemanha e no Brasil. Gustav Stutzer retornou ao Brasil em 1891 estabelecendo-se em São Paulo onde, por cerca de 18 anos foi administrador da propriedade de seu genro Wilhelm Richers. Seus descendentes fundaram, no Brasil, a empresa cinematográfica “Richers”, e somente seguiu definitivamente à Alemanha pouco antes de 1910.

A Maternidade Elsbeth Koehler, estabelecida na Rua Pastor Stutzer nº 319, foi desde 27/4/1982 transformada em ancianato ( termo não dicionarizado, contudo largamente empregado), com condições para receber 32 idosos. Foi ampliado em 1989 mediante construção de prédio em três andares, com mais 36 aptos. Em 1997 a instituição possuía a capacidade para abrigar 65 idosos. A denominação foi modificada para “Lar Elsbeth Koehler”. A Inauguração da “Maternidade Elsbeth Koehler” deu-se a 16/9/1951, sita no Jardim Blumenau. Vide Rel. Neg. Adm. Pref,. Hercílio Deeke ano 1951 p. 10.

Apontado por : Niels Deeke, em Bl’au-SC.
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A Imagem mostra o antigo restaurante Cavalinho Branco em Blumenau.
Foto Carlos Damião

Para saber mais acesse:
http://www.jornalocaminho.com.br/noticia.php?edicaoId=47&cadernoId=14¬iciaId=2286

Arquivo José Geraldo Reis Pfau (Zé Pfau) /Dalva e Adalberto Day /Carlos Damião/Adendo Niels Deeke Memorialista em Blumenau.

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