"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

- Altos da Rua XV

“Outra belíssima crônica da escritora. Historiadora e colunista, Urda Alice Klueger, falando sobre um tema ‘A nossa querida Rua XV de novembro em Blumenau”.
Sou de lá: nos altos da Rua XV fui gerada; lá nasci na clínica de um médico que desperta as maiores saudades na família, Dr. Ernani Senra; lá vivi o primeiro ano de vida. Meus pais acabaram deixando o local quando eu fiz um ano, justamente porque tinham uma menininha que queria espaço para brincar, e foram morar numa casa na Garcia, onde acabei me criando. Mas voltei. Aos 21 anos estava, de novo, nos altos da Rua XV, no nº 1398, lugar que então se conhecia como Prédio Garcia, e que não sei como se chama hoje, mas sobre o qual ainda pretendo escrever um livro.
Voltei para os altos da Rua XV naquele tempo encantado em que amávamos os Beathles e os Rolling Stones (eu nunca deixei de amá-los!), em que se contestavam todos os antigos valores; em que Blumenau passara a fazer parte das rotas hippies, e fazíamos cândidos amigos que tocavam violão e discutiam poesia, enquanto milhares de pessoas estavam morrendo na Guerra do Vietnã. Algumas pessoas de Blumenau embarcaram no trem que passava e se foram pelas rotas hippies – eu fiquei lá nos altos da Rua XV, a ver o que acontecia mais perto. E por lá acontecia muita coisa.
Lembram do Cine Blumenau?
Eu morava bem na frente, e o grande charme daquele tempo era ir-se ao cinema, e lá vi coisas como “Inferno na Torre”, e “O Exorcista”, e “O vento levou”, e tudo o mais que Hollywood resolveu nos mandar naquela época. Ia-se ao cinema e depois se ia ao Bar do Michel, na frente, para um chope ou um cuba-libre, pois o meu tempo de ir a confeitarias já tinha passado, e também as confeitarias não ficavam naquele trecho.
Rapazes sozinhos iam ao outro bar, o Cinebar, bem do ladinho do cinema, onde, às vezes, também, nosso amigo Lelo levava sua namorada Margaret para tomar sorvete.
E tínhamos carnaval em Blumenau, naquele tempo, por mais que haja alguém que não acredite! Era só uma Escola de Samba, e que durou poucos anos, mas lembro como todos os meus vizinhos sentavam-se ao meu redor, na calçada, para ver a legítima Escola de Samba que se criara no bairro da Fortaleza, e que vinha à Rua XV mostrar todo o seu ritmo e as suas passistas.
Aconteceram coisas grandiosas, por ali, enquanto lá vivi. Uma delas foi à partida de um casal de amigos, numa madrugada, com destino a João pessoa, na Paraíba.
Explico melhor: tínhamos um jovem vizinho paraibano, que acabara de comprar uma moto cinqüentinha, isto é, de cinqüenta cilindradas. Todo o mundo vai rir agora, dizendo que tal coisa é impossível, mas naquele tempo não era. Nosso amigo Da Mata (até hoje ele vive em Blumenau e todo o mundo o conhece do IBGE) botou na cabeça que iria passar o Natal com a sua família, em João Pessoa, levando sua esplêndida aquisição – aquela moto era a última novidade do mercado. Só que queria mais alguém a bordo, receava estar sozinho pelos milhares de quilômetros. Uma amiga nossa, a Ivone, aceitou o desafio, e lá se foi de co-piloto. Numa manhã, cinco da madruga, todo o nosso prédio estava acordado, a calçada da Rua XV cheia de gente, para ver a partida dos dois. E eu garanto que eles foram e voltaram na cinqüentinha, e deixaram a todos nós pasmos, quando contaram todas as suas aventuras por 8.000 km de Brasil. Coisas assim aconteciam no alto da Rua XV. Também, em 1977, comprei meu primeiro carro, um fusquinha que, ao primeiro frio, não pegava, de manhã, de jeito nenhum, mas isto, então, não era problema. Quando eu saía pela porta do prédio, nas manhãs, diversas pessoas, automaticamente, saíam dos seus locais de trabalho, também, para empurrarem o meu fusquinha: o homem da banca, o alfaiate, o rapaz da papelaria, etc. A gente, então, não precisava pedir ajuda. E nem ter estacionamento: na Rua XV cabiam os carros de todo o mundo. Agora já não é mais assim, tenho certeza. Nem mesmo nos altos da Rua XV.
Agora, como é? Os altos da Rua XV já não têm mais cinema, já não tem mais bares da moda, já não tem mais prédios onde todos os moradores se levantam numa madrugada para a despedida de alguém que embarca para alguma grande aventura, e acho que até as aventuras mudaram muito. Há outras coisas por lá: confeitarias, lojas de calçados, até uma lojinha que parece a casinha de João e Maria, toda feita de balas e doces. A personalidade da Rua mudou, mas não sumiu. A Rua ficou muito bonita depois das últimas reformas, sim, e gosto de passar por lá. Só que algum eixo mudou de local: já não é por lá que se fazem os Carnavais, seja de Escola de Samba, seja de vitória do Corínthias, como era antes. As pessoas já nem conhecem mais a palavra “fiambreria”, depois que a Fiambreria Globo fechou, creio que a última de Blumenau. Os novos tempos vieram e os novos jovens já nem sabem mais muito bem quem foram os Beathles e os Rolling Stones. Mas os novos jovens conhecem ”Gabriel, o Pensador”, e outros do mesmo quilate, e a vida continua. Decerto que, algum dia, algum deles, no futuro, estará falando, sob sua ótica, dos altos da Rua XV, como eu o fiz agora.
Blumenau, 25 de Setembro de 2002.
Urda Alice Klueger/Escritora
Arquivo de Adalberto Day

quarta-feira, 29 de julho de 2009

- A marca Artex


A imagem de 1962 mostra o emblema da Artex, fundada em 23 de maio de 1936. Durante muitos anos a Artex produziu as famosas toalhas felpudas. Na época, existia uma sala “secreta” de tecelagem. Lá eram confeccionados os bordados Chenille. Ainda hoje a marca Artex, que pertence à Coteminas, é famosa no mundo inteiro. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Valentino Caresia)
Publicado no jornal de Santa Catarina, sábado 18/07/2009 N° 11682 , coluna ALMANAQUE DO VALE jornalista Sérgio Antonello
Fotos Artex Fundação 1936
Apresentamos fotos inéditas dos anos iniciais da ex empresa Artex, que incorporou a Empresa Industrial Garcia em 15 de fevereiro de 1974 – hoje pertencente a Coteminas.

História
- Artex S/A.- Fábrica de Artefatos têxteis.

A empresa Artex foi fundada em 23 de Maio de 1936 na Rua Progresso nº 150 – por Theophilo Bernardo Zadrozny e Otto Huber, que compraram as terras da família Gresvsmuhl. É bom observar sempre o capital agindo sobre o proletário. Theophilo Bernardo Zadrozny, não possuía grandes conhecimento no ramo têxtil, porém seu dinamismo e espírito empreendedor, possibilitaram a fundação de uma nova empresa a Artex S/A. Então convidou um hábil tecelão e técnico chamado Otto Huber que trabalhava ali próximo na Empresa Industrial Garcia, para associar-se. As duas empresas citados Garcia e Artex, foram empresas que fizeram através de seus colaboradores, o crescimento não só do bairro Progresso, mas de todo grande Garcia. Otto Huber (Austríaco) um dos fundadores da Artex, trabalhou 30 anos na E.I.Garcia, e convidado por Theophilo Bernardo Zadrozny (Nascido na cidade de Lotz (Polônia) em 24 de maio de 1890.

“Otto Huber foi um profundo conhecedor da arte de tecer. Era mestre Técnico da Empresa Industrial Garcia, e prestou relevantes serviços a industria de Blumenau. Ele não concordava com algumas atitudes do diretor geral da Empresa Industrial Garcia sr. João Medeiros Jr., que entre outras era muito querido pelos empregados, por promover lazer através de esportes” e diversão com musicas que eram ouvidas nas horas de folga no interior da empresa, por intermédio de alto-falantes desde 1929..Huber comentava com amigos e empregados, que quando tivesse oportunidade, montaria sua própria empresa. E essa oportunidade surgiu em 23 de maio de 1936, em um convite que recebeu de Theophilo Bernardo Zadrozny, e juntamente com outros empregados da Empresa Industrial Garcia, fundaram a Artex.”– O Primeiro diretor Presidente foi Ricardo Peiter. Também iniciaram os preparativos na montagem da nova empresa, Max Rudolf Wuensch e Albert Hiemisch, Alfredo Hess, Artur Rarbe”.
Arquivo: Adalberto Day

sábado, 25 de julho de 2009

- Jornal “O GARCIA” Edição nº 11




Introdução: Adalberto Day

- Nesta edição de Julho/2009, o jornal, continua com belas matérias e merece nossa aprovação e divulgação - Os destaques desta edição são para as Seguintes matérias:
Capa: Manoel Pereira da Silva Jr...O primeiro narrador esportivo de SC, pág. 6.
Artigos: Cantinho da Saudade, Toalhas Felpudas da Artex, pág. 3, - De Olho na Tartaruga , Palavras compostas – Hífen, pág. 9, - Saúde em Movimento, Personal Trainer, por que ter um? Pág. 4,- Imagem do Mês: O Professor Rudolf Hollenweger, pág. 2 . – CONSEG e AMPE discutem questões de segurança do bairro, pág. 3.
Imagem do mês:

Professor Rudolf Hollenweger
A imagem mostra Rudolf Hollenweger, grande personalidade na história de Blumenau e do Garcia. A partir de 1904 existiu na Rua Júlio Heiden, nº 30, uma pequena escola que ficou conhecida como Escola Hollenweger. As aulas eram ministradas por ele que, além de alfabetizar, ensinava vários ofícios. Também era agrimensor, veterinário e músico. Sugeriu ao governo municipal o aproveitamento do manancial das cabeceiras do Ribeirão Garcia para dotar a cidade de água encanada. O professor nasceu na Suíça em 1880 e faleceu em 1949. (Foto: Arquivo de Adalberto Day)
O Cantinho de Saudade:

Toalhas felpudas da Artex
Hoje ainda se houve falar dos artigos com as marcas Garcia e Artex. A Garcia famosa principalmente em Cama – Mesa, e a Artex em tolhas felpudas. A Artex foi a primeira empresa em estampar sobre o felpudo, a produzir o felpudo aveludado e toalhas bordadas em escala industrial.
A SALA 'SECRETA'

Funcionárias da Artex apresentando lançamentos para o Verão. Na época, existia uma sala de tecelagem considerada "secreta". Lá eram confeccionados os bordados Chenille. Trabalharam nessa sala os tecelões Lauro Werner, Hartuwig Oeschler , Egon Bugmann, João Reichert, entre outros. Quando garoto ouvia e ficava muito curioso quando se comentava maravilhas sobre esses bordados, confeccionado nesta sala. Depois com o aparecimento das bordadeiras eletrônicas, aos poucos este encanto desapareceu.
Expediente:
- Criação e Redação: Grande Agência Publicitária Ltda
- Jornalista Responsável : Fernando Gonzaga
- Distribuição Tiragem : mensal e gratuita
- Circulação : Distrito do Garcia, Centro e Região
- Jornalista responsável: Liliani Bento
- Gerente comercial: Carlos Ubiratan
- Diagramação : Yuri Apolônio
- Endereço: Rua Ignácio dos Santos, 83 – Bairro Glória.
- Contatos: 
Fone: (47) 3329 2143
Arquivo: Carlos Ubiratan/Adalberto Day

terça-feira, 21 de julho de 2009

- Rua Júlio Heiden no Progresso em 1991 e 2009

Apresentamos imagens do final da Rua Júlio Heiden, antes e depois da tragédia de nov./2008 – esta imagem de 1991 mostra a Rua pavimentada, com toda infraestrutura, gabiões na encosta do morro e na barranca do Ribeirão Garcia. Essas obras foram realizadas no governo do Prefeito Victor Fernando Sasse, e engenheiro Edson Bruensfeld. O Asfalto e infraestrutura foram executados com muita competência pela empresa MOMENTO . Foi uma conquista da Associação de Moradores METAJUHA - mostrando a força popular. A imagem de 20/julho/2009, mostra os trabalhos sendo executados na Rua Júlio Heiden, com previsão conforme propaganda, para conclusão das obras em novembro (180 dias). Porém da forma como vem sendo executadas, mais de 60 dias já se passaram, por mais otimista que desejamos ser, a obra não será concluída. Venho acompanhando diariamente, vejo pouca frente de trabalho, e muito lento, alegam às vezes chuvas, porém eu vou até a obra, e nos dias de sol, às vezes não vejo ninguém trabalhando, e quando estão são duas ou três pessoas. Comparem as duas fotos a de 1991 e esta de 2009, existiam gabiões nas encostas do morro e na barranca do Ribeirão. O Gabião na encosta do morro não aparece devido a vegetação, porém da barranca do Ribeirão, foi todo destruído e levado pela enxurrada de nov./2008 A imagem mostra a propaganda governamental de dados sobre a reconstrução. Iremos ficar atentos para que seja cumprido o estabelecido. Passados oito meses da tragédia de nov./2008, pouca coisa saiu do papel, apenas abertura de estradas, e as encostas cicatrizando. A sociedade precisa se mobilizar com o descaso que ainda podemos observar nos quatro cantos da cidade. Verificamos vários canteiros de obras sendo executados, mas também observamos a lentidão, faltando mais frente de trabalhos. Acorda Blumenau!!!. Vamos cobrar o que é de direito do cidadão contribuinte.
Arquivo de Dalva Day/Adalberto Day

domingo, 19 de julho de 2009

- Blumenau Esporte Clube e História

Fotos aniversário do BEC (86 anos) comemorado em 2005 na Catedral São Paulo Apóstolo. Neste dia foi realizado um abaixo assinado solicitando a volta do BEC. No espaço aproximado de 5 horas, foram coletadas quase 1000 assinaturas, prova que o povo de Blumenau ama e quer o BEC de volta, e por isso nunca vamos desistir .
Amigos do BEC
- Hoje  queremos saudar os torcedores do Brasil, Palmeiras e Blumenau Esporte Clube. anos de história que não podemos deixar morrer.
A imagem de 1941, mostra o Brasil de Blumenau/Palmeiras/BEC
Hino do Palmeiras

I
Nossos onze "foot-ballers"
Que defendem nossas cores
São felizes quando jogam
E felizes nos amores
Estribilho:
Nossos beques são trincheiras
O "Gol-Keeper" que parede
Tanto os "halfes", como a frente.
Mandam bolas para a rede

II

O verde-branco esperançoso
De uma vitória, conquista com lealdade
Irá lutando sempre orgulhoso
De ser no esporte o orgulho da cidade.
Inaugurou seu estádio no dia 3 de junho de 1927, com muita festa.
ESTÁDIO
Texto de :Adalberto Jorge Klüser, conversa que teve com Tesoura Júnior.
“Uma das histórias que mais demonstra o amor pelo clube, ocorreu em 1948. O campo do Palmeiras não tinha as dimensões oficiais e a cerca – o “alambrado” da época - em volta do gramado era precária. Os jogos pela Liga Blumenauense eram disputados no estádio da Baixada, na Alameda Rio Branco.
Terminado o turno do campeonato, o mando do próximo duelo com o Olímpico era do Palmeiras. Mas a diretora grená não quis mais ceder o campo.
Indignação dos palmeirenses. O então abnegado presidente Germano Beduschi tomou a frente e garantiu: “Jogaremos domingo em nosso campo!”.
Espanto geral! Mas houve uma mobilização de funcionários da empresa de Beduschi. Caminhões com madeira, trator e uma equipe de operários e torcedores do Palmeiras transformaram o velho campo num formigueiro de trabalhadores.
O objetivo era deixar o campo em condições de jogo. Trabalhou-se dia e noite. Até luzes foram instaladas para o trabalho noturno. Os trabalhos começaram na quinta-feira. No domingo pela manhã, o representante da Liga fez a vistoria: aprovado.
À tarde, os torcedores foram aglomerando-se em volta da cerquinha de madeira em volta do campo. Ainda ouvia-se o barulho de alguns martelos arrebitando os últimos pregos.
O campo, que três antes não havia sequer condições para treinos, estava pronto para o um dos maiores clássicos do Estado.
Ao final dos 90 minutos os palmeirenses tiveram mais um excelente motivo para ficarem orgulhosos: Palmeiras 4 a 0 no Olímpico.
Foi de fatos como esse que se construiu a história do Blumenau. O que diriam estes operários e torcedores ao passar hoje pela Alameda?
Hino do Blumenau E.C.
O VERDE DA ESPERANÇA,
O VERMELHO DA EMOÇÃO,
O BRANCO DA PUREZA,
SÃO AS CORES DO NOSSO CORAÇÃO.
DA BLUMENAU QUERIDA, DO VALE DO ITAJAÍ.
O PAVILHÃO VERDE, VERMELHO E BRANCO,
VEIO A TODOS UNIR.
O PAVILHÃO VERDE, VERMELHO E BRANCO,
VEIO PRA FICAR E VENCER.
O VERDE DA ESPERANÇA,
O VERMELHO DA EMOÇÃO,
O BRANCO DA PUREZA,
SÃO AS CORES DO NOSSO CORAÇÃO.
MEU BLUMENAU GUERREIRO, DO VALE DO ITAJAÍ.
COM DISCIPLINA, BRAVURA E TALENTO,
ROLANDO A BOLA NO CHÃO,
COM DISCIPLINA, BRAVURA E TALENTO,
VEIO PRA SER CAMPEÃO.
COM DISCIPLINA, BRAVURA E TALENTO,
ROLANDO A BOLA NO CHÃO,
COM DISCIPLINA, BRAVURA E TALENTO,
VEIO PRA SER CAMPEÃO.
LÁ LÁ LÁ LÁ LÁ LÁ
História:
- Fundado em 19/julho/1919 com o nome de Brasil Football Club (1919-1936), mudou em 1936 para Recreativo Brasil Esporte Clube(1936-1944) e após a 2ª Guerra, passando a se chamar Palmeiras Esporte Clube(1944-1980).  O Primeiro jogo com o nome de BEC foi no dia 31/agosto/1980 contra o Joaçaba, no estádio Aderbal Ramos da Silva. O placar foi BEC 1x0 Joaçaba, gol de Cabinho.Somente em 1980 passou a ter o nome de Blumenau Esporte Clube (1980-2004). A partir de 2006, o clube passou a ser chamado provisoriamente de Blumenau Sport Club enquanto a questão judicial da marca BEC é resolvida. As cores oficiais do time são; Verde, Grená e Branco, simbolizando a união das duas equipes clássicas Palmeiras (que usava verde e branco) e Olímpico (que usava grená e branco).

Palmeiras 1971 - Foto enviada por Tarcisio Torres
Em pé da esquerda para a direita: Brito, Duía,Leme, Adão, Coral e Alvacir.
Agachados: Zinho, Nelson, Sérgio, Luis Carlos e Tarcisio.
Foto enviada por Pedro da Silva "Pedrão".
Palmeiras E.C. 1979 Em pé : (E) para (D) Valmir, Nilson, Pedrão, Dito-Cola, Saulo, Valmir:
Agachados: Miltinho, Márcio, Braúlio, Kituta e Ednei.
Palmeiras E,C, 1979
Reporter: Alvir Renzi - Em pé: Valmir, Nilson, Airton, Dito Cola, Saulo e Renato
Agachados: Edinei, Enéas, Braulio, Lenilson e Claudinho. 
Foto Enéas de Souza. 
Após outra tentativa frustrada de trazer o BEC de volta, ficou incerto o destino do clube. Isso até a mobilização de sua torcida e a troca da razão social do Sport Club Madureira, campeão de 2004 do futebol em Blumenau, em 2006 para Blumenau Sport Club (procurou-se restabelecer o BEC, mas a marca ainda não foi liberada totalmente e corre em processo).Enquanto isso, o Blumenau Sport Club entra para disputar a Divisão de Acesso do Campeonato Catarinense (competição essa que já havia sido disputada pelo Madureira em 2005), ganhou o returno da competição e disputou o quadrangular final com Videira, Camboriuense e Maravilha em turno e returno, mas infelizmente acabou sendo eliminado.
Em 13 Março de 2013 o BEC volta as atividaes e vai disputar a 3ª divisão.
- 2013 Foi vice-campeão estadual

“NOSSA HISTÓRIA CONTINUA” 
Site Amigos do BEC: www.amigosdobec.com.br
Facebook Amigos do BEC: www.facebook.com/AmigosDoBec
Site oficial do BEC: www.blumenauesporteclube.com
O BEC em 1989 : em pé - Silva, Leandro, Alaércio, Gassem , Derval, e Sidney - Agachados Osmair, Serginho, Mirandinha, César Paulista e Cid.
_________________________________________
Títulos:
Campeonato Catarinense


- 1987 Campeão (2ª Divisão)
Vice-Campeonatos
· Como Brasil F.C.: 1927,1928 e 1932
· Como Palmeiras E.C. 1947, 1955 
· Como Blumenau E.C.: 1988 (1ª Divisão) e 1993 (2ª Divisão)
- BEC foi campeão catarinense de juniores de 1982
 LBF = Liga Blumenauense de Futebol
Campeonatos:
· 1941, 1942 (Brasil) ,  Palmeiras :1944, 1945, 1946, 1947,1948,1950 e 1955
Vice-Campeonatos:
· 1949 e 1953
Outros Títulos:
Campeão:
- Torneio Centenário (1950) - Campeão Invicto (como Palmeiras E.C.)
· Torneio Cidade (1950) (como Palmeiras E.C.)
· Toneio Extra 'Ministro Galotti' (1955) (como Palmeiras E.C.)
· Torneio Incentivo (1979) (como Palmeiras E.C.)
Vice-Campeão
· Toneio Extra 'Ministro Luiz Galotti' (1954) (como Palmeiras E.C.)
Foto do Sestrem enviada por mim (Adalberto Day) ao jornalista Everton Siemann, do jornal FolhadeBlumenau 18/19/julho/2009.

Almanaque do Esporte

De Primeira

No final de semana que o Blumenau Esporte Clube (BEC) completa 90 anos de fundação, a homenagem da coluna vai para um dos personagens que melhor traduz a relação entre torcedor e o time: o saudoso radialista Rodolfo Sestrem. O "Galo", como era carinhosamente conhecido pelo público e pelo pessoal da imprensa, se foi em 2002 após uma parada cardíaca , mas deixou o legado. Entre as diversas pérolas que Sestrem deixou marcadas na memória do blumenauense, o giro do placar, para mim, sem sombras de dúvidas, é o mais marcante. Quem não se lembra do bom e velho "tempo e placar no Déba"?
13 de março de 2013 o BEC retorna para disputar a terceira divisão.
Primeira partida na terceira divisão no SESI 03 de agosto de 2013
BEC 0 x 1 Internacional de Lages.
Arquivo : José Geraldo Reis Pfau ,Adalberto Day/, Amigos do BEC/ MAICON NABIL CHARTOUNI, MARCO AURELIO TANNER, MICHAEL JACKES

sexta-feira, 17 de julho de 2009

- Dragagens Criminosas

Artigo:
Lauro Eduardo Bacca, biólogo e ambientalista.
Rua Jordão, 716 – Progresso – Blumenau
Os que estão acostumados e treinados para observar bem a natureza, não deixarão de ficar preocupados com os serviços de dragagem que acontecem, por exemplo, no vale do rio Garcia. É draga revirando o leito do rio e seus afluentes para tudo quanto é lado. Se isso não puder ser chamado de um verdadeiro crime contra a natureza e contra as pessoas, constituem-se, no mínimo, num total desrespeito ao rio Garcia enquanto ecossistema, um ambiente natural que ele é e sempre foi, mesmo muitos milhares de anos antes da chegada de qualquer ser humano por essas paragens.
Com a desculpa das obras emergenciais decorrentes da tragédia de novembro 2008, serviços como os de dragagem de rios, foram dispensados de maiores estudos de impactos ambientais e a autorização para elas acontecerem acabou saindo quase que automaticamente, sem maiores planejamentos e projetos, muito menos considerações sobre os cuidados que deveriam ser tomados com o meio ambiente.
Como resultado, as dragagens estão acontecendo ao longo de praticamente todo o curso d’água, mesmo nos lugares onde não há qualquer evidência de necessidade deles, ou seja, onde não existem inundações significativas e onde as enxurradas pouco ou nada causaram de prejuízos.
O rio Garcia foi literalmente virado do avesso! Danem-se os, os cágados, as cobras-dágua, os moluscos, os crustáceos de água doce, os insetos aquáticos e os peixes de variadas espécies, habitantes de suas águas. Dane-se também a belíssima paisagem natural do bairro Progresso, que assim vai sendo rápida e barbaramente alterada. Os hábitats naturais, como as tocas de jundiás e cascudos, os espraiados, os remansos, os poços naturais, os pequenos brejos, nada foi perdoado e tudo tem sido destruído pelas criminosas dragagens, e o que é pior, em muitos casos, a troco de absolutamente nada!
Como se isso tudo não bastasse, nunca houve tanta movimentação de terra e aterros nas baixadas alagáveis do rio como agora, um verdadeiro liberou - geral ambiental, de gravíssimas conseqüências a médio e, principalmente, a longo prazo.
O que está acontecendo é muito grave e não pode continuar desse jeito! Os responsáveis por esses exageros devem sérias explicações sobre o que está acontecendo, se é que existem explicações para tamanho descalabro ambiental! Comunidades inteiras, como as centenas de famílias da região das ruas Emílio Tallmann e do Zendron, estão pagando muito caro por uma sucessão de erros cometidos no passado e não podemos condenar aquela pobre gente a sofrer ainda mais no futuro. Temos que aprender a conviver em harmonia com a natureza, e parar, de uma vez por todas, de considerá-la uma inimiga que deve ser a todo o custo e de qualquer forma, subjugada, amordaçada, vilipendiada!
Arquivo:Lauro Eduardo Bacca, biólogo e ambientalista./Adalberto Day

quarta-feira, 15 de julho de 2009

- O Rádio de Blumenau ...Há 50 anos

Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor , jornalista e colunista , Carlos Braga Mueller, que hoje nos presenteia sobre programas de auditório do Rádio.
Por Carlos Braga Mueller

Auditório da PRC -4 Rádio Clube de Blumenau

na antiga Lojas "A Capital" em Blumenau

Nos programas de auditório da PRC-4 (anos 50), os cantores e cantoras locais imitavam as vozes dos grandes astros nacionais:

Vitório Pfiffer e Carlos Galhardo
Vitório Pfiffer (depois vereador do Garcia) cantava igualzinho ao Carlos Galhardo.
O comerciante Salomão Eichner interpretava árias líricas.
A mulata Daura Maria era a sambista que imitava Ângela Maria, entre outras.
O Nelson Gonçalves blumenauense era o Dalmo Feminella ( cantava com o nome artístico de Dalmo Suarez).
Flávio Santos representava o nosso Jorge Veiga (Alô, alô emissoras do Brasil, dêem os seus prefixos para orientação da nossa aeronáutica, dizia Jorge Veiga antes de cantar).
Menção deve ser feita a um dos pioneiros dos programas de rádio na década de cinquenta: Erinho, que organizou um competente conjunto musical na época, para acompanhar todos estes artistas locais, inclusive muitos calouros que se apresentavam e levavam o gongo quando erravam o tom ou a melodia.
Erinho e Seu Conjunto transformou-se depois no Quinteto Catarinense e, finalmente, em ERINHO E ORQUESTRA, que abrilhantou bailes pelo Brasil inteiro.
NELI MARIA, CANTORA E ACORDEONISTA
Neli Maria era o nome da cantora e acordeonista que se apresentava nos anos 60 nos programas de auditório da PRC-4 Rádio Clube de Blumenau.
Estes programas eram organizados e apresentados pelo locutor Jener Reinert, que no rádio usava o pseudônimo artístico de Carlos Fernando.
Jener era primo de Neli.
Ela era filha do Sr. Armando Silva, dono do Café Urú, cuja fábrica se situava no bairro do Garcia.
Nos anos 50/60, Adelaide Chiozzo era estrela dos filmes da Atlântida e com um acordeon nas mãos cantava e encantava os espectadores, ao lado de Eliana, Anselmo Duarte, Oscarito e Grande Otelo.
A blumenauense Neli Maria fazia o mesmo em Blumenau e tinha muito talento.
Tanto assim que excursionou pelo Estado de Santa Catarina, fazendo shows para a marca de máquinas de costura Vigorelli, distribuidas pela firma Hermes Macedo.
Mas quando conheceu o comerciante Manoel de Borba e casou com ele, Neli Maria abandonou a carreira artística.

Rua XV de Novembro próximo as Lojas "A Capital"

O casal vive em Blumenau.
Manduca: O toureiro
A realização de programas de rádio em auditórios, geralmente cinemas, era moda nos ano cinqüenta do século XX.
A Rádio Nacional do Rio de Janeiro detinha o título de campeã desses programas (César de Alencar, Paulo Gracindo, Manoel Barcelos etc.), todos estimulados por uma platéia frenética, onde alguns mais exaltados eram classificados como “macacas de auditório”. Para atender essa demanda, a Nacional possuía um palco-auditório localizado nos altos do edifício onde funcionava a emissora.
Para evitar os “excessos” do público, havia uma proteção: um vidro separava palco e espectadores. O requinte era tão grande, que o palco era assentado sobre molas especiais, protegidas por borracha, para evitar ruídos que pudessem perturbar as transmissões.
Em Blumenau, a Rádio Clube PRC-4 orgulhosamente mantinha um pequeno palco, com um piano, acoplado a um auditório com 80 poltronas.
Mas quando os programas tinham muito sucesso de público, eram feitos no Cine Busch, que comportava 800 pessoas na platéia e mais 400 no balcão.

Livro de Ouro do Hotel Rex - 14/março/1959 - Mazzaropi.

Texto do Artista Mazzaropi na integra:

"Congratulo-me com a direção do “Hotel Rex” pela maravilhosa acolhida que pode proporcionar aos visitantes que não esperam encontrar tanto conforto, elegância no servir.

Blumenau maravilhosa cidade catarinense tem hoje um Hotel a altura de sua grandeza".

No final dos anos 1950, por volta de 1958, ia ao ar nas sextas-feiras à noite o Big ShowC-4 e a principal atração era o cômico Manduca, uma espécie de Mazzaropi(foto) catarinense.
Manoel Alves Silveira, o Manduca, morava em Joinville e atuava na Rádio Difusora daquela cidade, onde apresentava programas sertanejos matinais.

Antigo Cine Busch

Um dia por semana, nas sextas-feiras, vinha a Blumenau para apresentar-se no palco do Cine Busch.

Sua especialidade eram os “sketches” caipiras, que naqueles tempos faziam muito sucesso nos circos e parques de diversão (os parques tinham sempre um pequeno palco para essas apresentações). A platéia do Cine Busch lotava tamanha era a empatia de Manduca com o público.
E como ajudantes no palco ele requisitava alguns funcionários da PRC-4. Alvacir, Chiquinho Nascimento, Nilton Simas iam para o palco “na marra”. Manduca dava a dica:
- Sai por aqui, me acena e diga alô. Depois deixa comigo… Ou então:
- Entra capengando e diz que foi no futebol. Eu tenho a resposta. A noite do toureiro.
Naquela memorável noite, cinema lotado, programa no ar, a peça a ser apresentada era “Manduca Toureiro”.

Rua XV de Novembro - próximo a PRC 4 Rádio Clube de Blumenau - Prédio da antiga Loja A Capital

O cômico havia trazido consigo uma cabeça de boi moldada em papelão, tipo papel-machê, com dois furos para permitir a visão, e dois grandes e reluzentes chifres. Esta “máscara” bovina era enfiada na cabeça daquele que iria representar o papel de touro.
Manduca escolheu Chiquinho Nascimento para ser o touro. Orientou que ele passasse por trás da tela, e que saísse pelo outro lado quando ele gritasse: “Hei touro!”. Então, deveria investir contra um pano vermelho que Manduca estaria balançando à sua frente. Tudo combinado.
Chiquinho foi para os fundos do palco e começou a caminhar por trás da tela.
Silêncio total.
Manduca entra no palco e estende o pano vermelho. E então grita: - Hei Touro!”
Aguarda um pouco e nada.
- “Hei Touro!”, de novo. Nada.
Nervoso, o cômico grita mais alto:
- “Entra touro!” Uma, duas, três vezes. “ENTRA touro”. E nada do touro entrar.
Alguém corre para trás da tela e se depara com o Chiquinho engatado nos fios que esticavam a tela. Os fios de amarração da tela haviam se enroscado nos chifres, imobilizando o touro.
Quando finalmente conseguiram soltá-lo, Manduca já havia inventado um monte de piadas para o público.
E quando, todo suado, apareceu o touro, Manduca improvisou de novo: - Aí, hem? Estava com medo de me enfrentar! Pois agora você vai ver o que é bom.
O público ria, batia palmas, e não fazia idéia do drama vivido ali, bem em frente, nos bastidores do palco.
Histórias do rádio de antigamente!
Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor/Colaboração José Geraldo Reis Pfau
Arquivo: Adalberto Day

domingo, 12 de julho de 2009

- O Cinema em Blumenau – Parte XIV

Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor e jornalista Carlos Braga Mueller, e colunista que hoje nos presenteia sobre A Filmoteca da Casa Willy Sievert.
Por Carlos Braga Mueller
A FILMOTECA DA CASA WILLY SIEVERT
A partir dos anos 50, e até os anos 80, a Casa Willy Sievert, situada no alto da Rua 15 de Novembro, em Blumenau, possuía uma “filmoteca”, com muitos filmes em 16 mm, disponíveis para aluguel.
As imagens ilustrativas são de cinema em casa. Era moda nos E.U.A. e Brasil, nos anos 40 até a década 60 do século 20. A existência deste comércio, inédito em praticamente todo o restante do Estado, devia-se à paixão que o proprietário da loja, Willy Sievert, tinha pelo cinema. Ele mesmo, sempre com uma filmadora 16 mm na mão, filmou os principais acontecimentos ocorridos em Blumenau na segunda metade do século 20. Foram desfiles de 7 de setembro, enchentes, visitantes ilustres, festas da cerveja e tudo que pudesse ser registrado nos famosos “cinejornais” do “seu Willy” (foto). Ele chegou a filmar o incêndio de um navio petroleiro em Itajaí, uma tragédia que deixou o Estado inteiro assustado.
Embora fossem mudos, estes filmes em sua maioria eram coloridos e constituem hoje em dia um registro muito importante da história do município. O Arquivo Histórico Prof. José Ferreira da Silva possui cópias destes trabalhos, em VHS. A FURB tem o mesmo arquivo, em DVD, mas a divulgação dos mesmos só é feita através de autorização dos familiares de Sievert, levando-se em conta que sua exibição não pode ter finalidade comercial. Willy Sievert filmava sempre com um tripé, no topo do qual afixava a câmera, ajustava a distância, consultava a luz e. ação! , rodava a cena. Era uma figura peculiar, conhecida por todos.
CASTLE Films, a maior produtora de filmes em 8 e 16 mm.
Depois, orgulhosamente, exibia em casa os filmes em sessões para as quais convidava parentes e amigos. Pois bem. Naqueles anos em que não havia TV em Blumenau, muitos colégios possuíam projetores para exibir filmes em 16 mm. Outros tantos blumenauenses também tinham em casa aparelhos de cinema 16 mm e faziam suas sessões privadas. Era o “home theater” da época.
Então, recorriam à Filmoteca da Casa Willy Sievert, onde alugavam filmes de diversos gêneros.

Publicidade da CASTLE Films.

Vale lembrar que o leitor deste blog, senhor Valter Hiebert, comentou (parte 13) que o Amazonas E.C. tinha sessões de cinema na sua antiga sede social, destruída por uma enchente em 1961. Segundo ele, estas sessões aconteciam no final dos anos 50, início dos 60, e os filmes eram alugados na Casa Willy Sievert.
Mas tinha um “porém”com o aluguel destes filmes. Como eram únicos (uma cópia só), Willy Siewert só os alugava para quem possuísse aparelhos de projeção em perfeito estado, que não estragassem as perfurações do filme ou riscassem o celulóide, porque se houvesse estrago o cliente tinha que pagar pelo prejuízo.
Interior da Loja de Willy Siewert
E se você tivesse algum problema técnico no seu projetor, era só falar com o Wolfgang Mueller, que trabalhava na loja, que ele sabia como consertar.
A FILMOTECA
Além dos seus próprios filmes, os cinejornais de Blumenau, que eram exibidos com regularidade no Cine Farol da Rua 15 de Novembro, Willy comprava muitas produções do cinema norte americano, as quais traziam o selo da distribuidora Castle Films.
Seu escritório situava-se bem no centro da loja, geralmente escondido por algumas prateleiras, e ali, além das atividades normais, ele gerenciava com muito carinho a filmoteca. Eram pequenas latas, onde os filmes ficavam acondicionados.
As latas, colocadas umas sobre as outras, formavam a filmoteca. Era onde os exibidores encontravam filmes, inclusive alguns de longa metragem, geralmente cedidos pelo Instituto Hans Staden, ligado à Embaixada Alemã no Brasil.
Também era possível encontrar documentários da USIS, que vinham dos Estados Unidos através da Embaixada daquele país.
E de lambuja, já existia o famoso “Picapau – Woody Woodpecker”. E todos estes filmes eram sonoros.

Propaganda da CASTLE films : Peça grátis o nosso catalogo de filmes e receba em sua casa.

A CASTLE FILMS A Castle Films foi a mais famosa distribuidora de filmes em 16 mm dos Estados Unidos. Fundada em 1924 por Eugen W. Castle, ela durou até 1984, quando encerrou suas atividades em virtude da popularidade que o vídeo alcançou a partir de então. Os blumenauenses conviviam com a Castle Films graças aos filmes que Willy Sievert (foto) comprava, para alugar.
A publicidade que esta distribuidora fazia nas revistas americanas era agressiva, anunciando os filmes e oferecendo grátis um catálogo com todas as produções disponíveis.
Os filmes podiam ser comprados pelo correio.
Um dos lançamentos sempre aguardado com expectativa era um cinejornal que a Castle produzia anualmente, intitulado “News Parade”. Um deles ficou na história, o “News Parade 1942”, que trazia imagens de Winston Churchill e Joseph Stalin, e focalizava a entrada dos Estados Unidos na 2ª. Guerra Mundial.
Em 1947 a Castle Films tornou-se uma subsidiária da Universal, um dos maiores estúdios de Hollywood, e o catálogo dos filmes foi reforçado com um elenco de artistas famosos, entre os quais os faroestes estrelados pelo “mocinho” Hopalong Cassidy, papel interpretado pelo ator William Boyd; pelo veterano Boris Karloff, eternizado pelo seu papel em “Frankenstein”; pelo cômico W.C.Fields; pela dupla de comediantes Bud Abbot e Lou Costello, que imitava o Gordo e o Magro, e muitos outros.
Um filme campeão da Castle tinha o título “Câmara Mágica” e mostrava como se faziam os truques no cinema. E quase todos estes filmes podiam ser encontrados e alugados na filmoteca da Casa Willy Sievert.

UM CINÉFILO DE CARTEIRINHA

Como fã incondicional da sétima arte, era comum encontrar o seu Willy, já na faixa dos setenta, oitenta anos, nos cinemas de Blumenau e de Balneário Camboriú, sempre atrás dos novos filmes que eram lançados por aqui.
Um verdadeiro cinéfilo !
Nascido em 1903, ele morreu em novembro de 1998, aos 94 anos de idade. Traduzindo: Willy Sievert(foto) acompanhou toda a trajetória do cinema, desde o incipiente início das primeiras imagens em movimento em uma tela, até as mais modernas inovações (som, cores, cinemascope, som estereofônico, 3D, etc).
Infelizmente, a Casa Willy Sievert não existe mais. Texto: Carlos Braga Mueller/ Escritor e Jornalista
Arquivo de Carlos Braga Mueller /Foto em preto e branco: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva/Foto em cores Pfau Comunicação/Adalberto Day

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