"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

- Shopping Center Neumarkt: 15 anos em Blumenau


Parabéns Shopping Center Neumarkt
Hoje 30 setembro/2008, um dos maiores e moderno Shopping Center de Santa Catarina completa seus 15 anos de implantação em Blumenau. Estamos falando do “Neumarkt” projeto arrojado e de grande visão de negócios.
Localiza-se na Rua Sete de Setembro, 1213 - Centro - Blumenau – SC
Em seus 15 anos de história o Shopping Center Neumarkt ganhou por 11 anos consecutivos o prêmio Top of Mind e Top de Marketing ADVB. Ganhou ainda a Expressão Ecologia 2004, selo Faema de qualidade ambiental e prêmio ALSHOP na categoria Marketing Institucional / Regional Sul.
História:

O Empresário Jaime Almeida Júnior foi o idealizador do projeto, responsável pela instalação do Shopping Center Neumarkt em Blumenau. Nascido em Florianópolis, Almeida Júnior, é um empresário muito bem sucedido.
O Shopping Center Neumarkt de Blumenau, Santa Catarina, que em alemão, Neumarkt significa "mercado novo" e é o principal ponto de comércio da cidade, além de ser turístico e ser bastante requisitado para servir de ponto de encontro. É administrado pelo Grupo Almeida Júnior. O Shopping Center Neumarkt Blumenau é o maior centro de compras, lazer e entretenimento do Estado de Santa Catarina com 260 lojas-satélites com as melhores marcas, seis lojas âncoras, três praças de alimentação, seis cinemas multiplex, alameda de serviços com 20 operações e estacionamento coberto com sete mil vagas rotativas por dia. O empreendimento soma, atualmente, 91 mil metros quadrados de área construída e 31.500 metros quadrados de Área Bruta Locável. O Grupo Almeida Júnior é a maior incorporadora de shopping centers em Santa Catarina, com o Shopping Neumarkt . Hoje, a Almeida Junior é uma empresa full service company no setor: faz o desenvolvimento, incorporação, assessoria e consultoria, marketing, gestão, administração, comercialização, operação de estacionamentos e controladoria em shopping centers.

Inaugurado em 30 de setembro de 1993, e em 1997 teve seu segundo piso e a área empresarial construídos. O shopping tem cinemas, boliche, mini-parque de diversões e possui várias lojas "âncora". Com arquitetura em estilo germânico, trata-se do maior shopping center do estado, com 91 mil m² e 7 mil vagas de estacionamento.
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

- XVI “Mostra E.E.B.Padre José Maurício"


 XVI "Mostra Cientifica e Cultural de Trabalhos e Projetos
- A Escola de Educação Básica Padre José Mauricio, promoveu no dia 26 de setembro de 2008, sua já tradicional “Mostra Cientifica e Cultural de Trabalhos e Projetos”, desenvolvidos junto aos alunos e corpo docente.
A Mostra é um evento de cunho cultural e cientifico muito importante para a escola e comunidade em geral Nesta edição foi apresentado 79 trabalhos.
Tive a oportunidade junto com alunos, de participar de oito edições desse maravilhoso evento, através de Mostra Sobre o Vale do Garcia - e de ter sido professor deste importante educandário de nossa região de História, Geografia, Filosofia do qual me orgulho muito.
Juntamente com minha esposa, tivemos a oportunidade de ver importantes trabalhos nesta Mostra, e também participar como avaliador.
Parabéns a direção e organizadores do evento já tradicional em nossa comunidade.
Endereço: Rua Progresso, 2053 – Bairro Progresso - Blumenau.
Trabalho: “Releitura de vídeos musicais”. Alunos: Rafael, (Adalberto avaliador),Marco, Júlia, Luana Trabalho: “Desvendando os problemas”. Alunos Emanuela da Silva e Jéssica França. - Trabalho: “Poesia Eletrônica”. Alunos Sérgio e Jean - Trabalho: “Mitologia Grega”.Alunos: Júlio, Ana Paula, Jade, Yuri
- Trabalho: Releitura dos Trens – coordenadora professora ELIS ROSANA FUMAGALLI . Trabalho para nossa surpresa, baseado em nosso blog, e nos homenageando. Alunos: Abhener, Beatriz, Tiffany,Graziane.
Um pouco da História: A imagem mostra autoridades locais e estaduais no lançamento da Pedra Fundamental do Educandário. Foto arquivo de Airton G. Ribeiro (Airton Moritz).

A Escola Padre José Maurício foi fundada em 03 de maio de 1962, com o nome de Escola Reunida "Padre José Maurício",ficava ao lado da entrada atual do Colégio em uma pequena residência, endereço atual Rua Progresso, 2053- Bairro Progresso – Blumenau SC. Na direção nesse período estava a professora Arnolda Ebel (1962/1972. A partir de 28 de maio de 1974, pelo decreto lei nº 571, foi transformado em escola básica, e recebe a autorização para o funcionamento da 6ª, 7ª, 8ª série do primeiro grau, a esola nessa data estava sob a direção da valorosa professora Senhora Erica Cristofolini (1973/1988), que prestou relevantes serviços a Escola.Em 28 de março de 1963, passou a chamar-se Grupo Escolar Padre José Maurício, em 1988 passou a chamar-se Colégio Estadual Padre José Maurício, e nessa data assume a direção Walkiria Sens Luchemberg, até 1997, que iniciou a construção do Ginasio. Em 1998 assume a direção Dulce Maria Lehnem (1988/2002), que terminou as obras do Ginasio. Em 28 de março de 2000 o educandário passa a denominar-se Escola de Educação Básica Padre José Maurício. De 2003 até 2006, a diretora foi a professora Soraia Smaniotto. Atualmente a diretora do Educandário é a senhora Dulce Maria Lehnem.
Origem do nome da Escola:
(Padre José Maurício Nunes Garcia nasceu em Portugal em 22 de setembro de 1767 e faleceu em 18 de abril de 1830. Mestre da Capela Imperial Padre José Maurício Nunes Garcia, é a personalidade mais importante da música brasileira no período colonial. Filho do modesto tenente Apolinário Nunes Garcia e Victoria Maria da Cruz de origem Africana. José Maurício já dava aulas de música aos 12 anos. Virtuoso do teclado e regente, o mulato foi perseguido pelo estigma de sua cor).
Arquivo: Dalva e Adalberto Day

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

- Metamorfose Urbana



Dedicar-se à interpretação de imagens do passado presenteia o amante da História com descobertas das mais interessantes. As surpresas proporcionadas pela atividade serão tão maiores quanto menor for a idade do interessado, mas imagens do passado jamais deixam de falar a quem quer que esteja disposto a ouvi-las. Sim, fotografias falam, por si mesmas, mas também pelas recordações de seus contemporâneos.
Um bom exemplo é a imagem abaixo, provavelmente feita no final da década de 1950 ou início da de 1960:
As gerações mais jovens mal haverão de se dar conta de que quase que diariamente seguem os passos dos carroceiros de outrora acima retratados, em pleno centro de Blumenau/SC. Vejamos o que diz, entre outras coisas, esta bela e curiosa imagem.
Em primeiro lugar, a casa que aparece à direita da fotografia: 1) abrigou em seu andar térreo o Bar Primavera, empreendimento do Sr. Victor Holetz, já falecido, descendente da família que no passado construiu e dirigiu o famoso Hotel Holetz, inaugurado em 1902 e demolido em 1959, para dar lugar ao Grande Hotel Blumenau. Não temos dados precisos quanto ao período de funcionamento deste bar, mas o início de suas atividades pode ter se dado em 1954, estendendo-se até o início da de 1960; 2) o lado esquerdo da casa abrigou outro empreendimento comercial, o escritório de representações de uma fábrica de velas de Joinville/SC, a Wetzel; 3) a casa parece ter pertencido ao Dr. Armando Odebrecht, radiologista, que teria residido em sua parte superior até sua mudança para a Alameda Rio Branco, ao lado do Grêmio Esportivo Olímpico, na segunda metade da década de 1950. Durante algum tempo funcionou no andar térreo da casa o consultório do Dr. Odebrecht; 4) após a saída do Dr. Odebrecht, a parte superior da casa teria sido alugada para a Sra. Alice Imthurm, que pode ter permanecido nela até sua demolição; 5) a casa desapareceu, provavelmente em 1963, para dar lugar ao prolongamento de uma importante rua do centro de Blumenau, obra realizada pelo então Prefeito Hercílio Deeke.
Em segundo lugar, a casa estilo (técnica) enxaimel, do centro da fotografia: 1) desconhecemos o ano de sua construção, mas é certo que já existia no ano de 1936, pois neste ano foi adquirida pelo Sr. Oscar Martin Funke. Imigrante alemão aqui chegado por volta de 1926, aos 16 anos de idade, fixou-se inicialmente em Dona Emma/SC, onde permaneceu até 1933, quando se mudou para Blumenau. Casou em 1936, ano em que adquiriu a casa para nela residir e instalar, no piso térreo, a Rádio Funke, sua empresa. Em 1938 vendeu a casa e retornou à Alemanha, mas, devido aos rumores de guerra ora existentes, retornou apenas 03 meses depois para, já em 1939, recomprar sua antiga casa. A Família Funke residiu na casa até dezembro de 1953; 2) a partir daí a parte superior da casa foi alugada para servir de residência à família do Sr. Victor Holetz, que por aquele tempo iniciou as atividades do Bar Primavera; 3) mais ou menos no mesmo período, a parte inferior da casa foi alugada para a instalação da Serralheria Gastaldi; 4) em fins de 1953 ou início de 1954 a casa passou à propriedade do Sr. Victor Germer; 5) a casa deve ter sido demolida na década de 1960 para dar lugar, possivelmente nos Anos 1970, à construção de um hotel, iniciativa empreendedora do Sr. Victor Germer; 6) antes, porém, o terreno baldio por ela deixado, foi alugado para a instalação de circos itinerantes e a apresentação dos espetáculos protagonizados por motociclistas conhecidos pelo nome de Globo da Morte.
Por fim, o edifício de cor clara à esquerda da casa estilo enxaimel: 1) foi construído em 1953 pelo Sr. Victor Germer para a Família Funke, que, ao deixar a casa estilo enxaimel em dezembro daquele ano, fixou residência em sua parte superior. Da negociação para a construção do edifício fez parte a transferência de propriedade da tal casa estilo enxaimel para o Sr. Germer; 2) no piso térreo o Sr. Funke, que tinha formação técnica para o conserto de rádios, ventiladores, outros equipamentos elétricos, e posteriormente televisores, instalou sua empresa, a Rádio Funke, que iniciou suas à Rua XV de Novembro, no mesmo edifício que abrigava a Casa Pilot, e a partir de 1936, como vimos, passou a funcionar na casa estilo enxaimel. A empresa encerrou suas atividades em 31/12/1974, após a morte do Sr. Funke; 3) a viúva do Sr. Funke continuou residindo no local até este ser vendido, em meados da década de 1990; 4) o prédio ainda existe e continua sendo utilizado para fins comerciais.
Este texto, resultado de entrevistas e pesquisas em documentos, não deseja, em hipótese alguma, encerrar o assunto, e tampouco se considera livre de equívocos. Pelo contrário, é seu objetivo provocar reações que visam melhorá-lo mediante a confirmação, a correção e a complementação das informações nele contidas. Sabemos que esta fotografia ainda pode ter muito a dizer.
Terá observado o leitor que algumas informações a respeito das construções, especialmente as que o ajudariam a identificar em que local do centro de Blumenau a fotografia foi feita, foram omitidas. Isto foi feito propositalmente, com o objetivo de provocar curiosidade, estimular o raciocínio e o interesse pela história da nossa cidade.
Deixemos agora outra imagem falar. Esta, sim, o fará por si mesma, fazendo as revelações necessárias às omissões feitas:
É a metamorfose urbana, processo contínuo que se desenvolve à nossa volta, muitas vezes, sem que o percebamos. Conhecem agora, as gerações jovens, um pouco da paisagem dos tempos de seus pais e avós, o observam que ainda podem desfrutar de parte dela. Em respeito ao leitor que não conhece a cidade, esclarecemos: 1) a casa à direita da foto deu lugar ao prolongamento da Rua Nereu Ramos; 2) a casa estilo enxaimel do centro da foto deu lugar ao Hotel Baviera, atualmente desativado.
O leitor tem alguma foto antiga em casa? Recomendo que ouse e fale com ela. Certamente, terá muito a lhe dizer.
Texto: Wieland Lickfeld
Fotos: Acervo de Morgana Holetz Aguiar (foto antiga) e Wieland Lickfeld (foto atual).
Colaboração: Morgana Holetz Aguiar, Rosemari Funke Moritz, Werner Holetz, Ellen Funke, José Geraldo Reis Pfau e Adalberto Day.
Fontes: 1) Relatórios dos Negócios Administrativos do Município de Blumenau, referentes aos anos de 1962, 1963, 1964 e 1965; 2) Escola de 1º. e 2º.Grau Barão do Rio Branco: 25 Anos de Serviços à Comunidade – 1953-1978; 3) Jornal A Nação – 1º. Trimestre de 1964.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

- A Guardiã dos nossos sonhos

Uma breve mais importante introdução ao Tema:

Novamente destacamos em nosso Blog - Crônica da escritora Urda Alice Klueger. Em seu texto além de demonstrar o seu amor e carinho pelos Beatles , Urda comenta os excessos de ciúmes?... que provocavam nas pessoas a relação entre John Lennon e Yoko Ono. Apresento este tema apesar de fugir um pouco das características de mencionar sobre nossa querida Blumenau, pois esta crônica soa bem direitinho em nossos ouvidos; a beleza das canções dos Beatles em especial de John Lennon. Você que nos acompanha agora, seja qual seja sua idade, credo, pensamento, filosofia, costumes, cultura - mesmo que você seja Russo ,Chinês ou Japonês, duvido que você já não tenha ouvido falar sobre os Beatles. Você que ri, você que chora, vai se emocionar agora com a cônica da escritora Urda, sobre Yoko Ono.

Uma boa leitura

Noutro dia falei aqui que adolesci no tempo em que amávamos os Beatles e os Rolling Stones. Não era bem assim. Eu amava era aos Beatles, aqueles rapazes de Liverpool que nos chegaram através do rádio, lá na década de 60, e que passaram a representar nossas ansiedades e nossos sonhos de adolescentes. Num primeiro momento eles nos chegaram como um frenesi, e nós, meninas de ginásio, tínhamos cada uma o seu preferido, sendo que Paul McCartney ganhava longe, embora o meu preferido fosse George Harrison.

Aos poucos, as coisas foram se clarificando, e penso que já devia andar pelo Científico quando John Lennon tomou à frente nas lideranças entre nós, jovens, quando passou a se posicionar, decididamente, a favor da paz. Vivíamos a Guerra do Vietnã, e John Lennon arranjou um guru hindu e passou a falar da paz como ninguém ainda o tinha feito para nós.

Houve um tropeço nas nossas emoções, então: de repente, John Lennon separa-se da sua primeira mulher, e quase que da noite para o dia, casa-se com um ser estranhíssimo chamada Yoko Ono. A imprensa explorou amplamente sua lua-de-mel onde os dois, vestidos de branco, recebiam os repórteres na cama, e outras coisas assim, e ajudou a criar uma boa revolta nossa contra aquela mulher que parecia ter vindo para criar complicações. Naquele período, a Segunda Guerra Mundial ainda era muito próxima, e não tinham sido os japoneses os vilões da História, com direito a experimentarem as duas primeiras bombas atômicas do mundo e tudo? Nossa cabeça formada pelas Seleções do Reader’s Digest não aceitava com nenhuma facilidade aquela japonesa na vida do nosso ídolo, ainda mais considerando o fato de a acharmos feia, e sabermos que era mais velha que ele. Como daí a pouco os Beatles se separaram, na nossa cabeça a culpa era dela, bem dela.
A História encarregou-se de nos mostrar que Yoko Ono nada tinha a ver com as nossas mágoas adolescentes. Nosso amor pelos Beatles nunca morreu (amor verdadeiro não morre mesmo), especialmente por John Lennon, que, entre outras coisas, nos deu aquela pérola chamada Imagine, que, entre outras coisas, diz : “ ...Imagine todos vivendo a vida em paz/todas as pessoas partilhando o mundo inteiro/Você pode dizer que sou um sonhador/mas não sou o único...”

Daí, um dia, um louco foi lá e matou aquele doce e meigo gênio que nós amávamos profundamente, e a nossa dor era tão grande com a perda dele, que transferimos todo aquele nosso grande amor para sua viúva, Yoko Ono, que víamos a chorar pelos corredores de Nova York, e até hoje me emociono até às lágrimas quando a vejo.
Então, um dia uns caras foram lá e jogaram uns aviões sobre uns prédios nos Estados Unidos. Foram cenas vistas ao vivo pelo mundo inteiro, e um sangrento desejo de vingança tomou conta do presidente e da maioria da população daquele país, e passou-se a se querer muito uma guerra para se lavar a honra daquele povo que se sentia ultrajado. Naquelas primeiras semanas depois do 11 de Setembro de 2001, nenhuma rádio estadunidense tocava nenhuma música que falasse em paz; nenhum filme sobre tal tema era mostrado, tamanho era o desejo de guerra que por lá havia.
Então foi ela, Yoko Ono, aquela a quem tínhamos detestado no começo, que lavou a nossa alma: ela comprou uma página inteirinha do New York Times (só imagino quanto terá custado!), e mandou publicar nela a letra da música Imagine. Fazia tempo que a gente já sabia que ela era a Guardiã dos Nossos Sonhos, mas naquela ocasião ela como que recebeu o grau máximo da nossa emoção. Também por causa dela, sabemos hoje que o sonho não acabou.
Arquivo: Adalberto Day
Participação especial:Urda Alice Klueger/escritora

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

- O Glorioso Amazonas E.C.


Parabéns ao meu querido Amazonas E.C.
História

O Amazonas foi fundado oficialmente em 19 de setembro de 1919. Mas já existia desde 1911, conhecido como jogadores do Garcia.

Adalberto e Silvio Kohler
O clube Alve – Celeste - ou anilado como era conhecido o Amazonas, fundado por empregados da Empresa Industrial Garcia ,já praticavam o futebol desde o inicio do século XX, era o time proletário do bairro Garcia, teve como primeiro estádio por alguns meses, onde hoje é o batalhão do exercito. Depois se transferiu para as proximidades da Rua Ipiranga (conhecida como Rua Mirador), por quase cinco anos, posteriormente por alguns meses, na rua Progresso próximo a Artex, onde existia um bar conhecido como Bar do Iko, e, finalmente, em 1926, mudou-se para o definitivo local, próximo a Empresa Garcia, até ser aterrado pela Artex, em 1974. O nome da praça de esportes Amazonense, se chamava estádio da Empresa Industrial Garcia, o mais belo de Santa Catarina até então. Relembro com muita tristeza a enxurrada de 31 de outubro de 1961, que destruiu totalmente toda praça esportiva, inclusive o salão, e ali foram encontradas três vitimas fatais presas ao alambrado. O reduto Amazonense ficou em ruínas, tal a violência da água que transbordou do curso normal do ribeirão Garcia, para causar destruição geral e deixar um rastro de calamidade. O gramado praticamente sumiu tal o acumulo de areia, pedras, lama, árvores, móveis, balcão frigorífico, material esportivo, troféus, tudo ficou inutilizado.
Observação:
Nessa tragédia ocorrida no dia 31 de outubro de 1961, tivemos o caso do Soldado Moacir Pinheiro (morador da rua Almirante Saldanha da Gama, bairro Glória)  que acabou caindo próximo a  passarela (pinguela) após tentar atravessa-la, devido a forte correnteza, da hoje rua Hermanan Huscher (Valparaiso) cujo nível da rua era inferior ao da pinguela. Era água pelo joelho, mas ele caiu e foi arrastado para uma cerca de arame próxima onde ficou preso junto ao entulho e veio a óbito para a atual rua que empresta seu nome, ( Rua Soldado Moacir Pinheiro) no bairro Garcia em sua homenagem.. 
Outro fato foi uma tentativa feita por um morador da rua Emilio Tallmann, de salvar três crianças que vinham pelo ribeirão abaixo nos destroços da casa em que moravam. Este senhor foi HELMUTH LEYENDECKER que se atirou nas águas barrentas e com muita correnteza. Seu ato de heroísmo não foi suficiente pra salvar as três crianças, pois a ponte com estrutura muita baixa não permitiu, elas foram encontradas mortas no estádio do Amazonas Esporte Clube de propriedade da E.I. Garcia.
Colaboração Valter Hiebert/Marcos Salles Leyendecker



Neste período de recuperação do estádio, que se tornou mais bonito, sediando até competições dos primeiros jogos abertos em Blumenau em 1962, o Amazonas treinava num estádio construído provisoriamente próximo de onde hoje é a praça Getulio Vargas Nos jogos oficiais, o mando de campo era no estádio do Palmeiras E.C, O Estádio foi reinaugurado em 23 de setembro de 1962, com a realização de um jogo amistoso entre o Amazonas e o Marcilo Dias, com a praça esportiva completamente tomada pelos torcedores, mas o placar foi desastroso para o Azulão que após fazer um bom primeiro tempo, perde por 6x2 na fase derradeira. Mas nada que ofuscasse o brilho das festividades, em seu magnífico estádio.
Durante a segunda guerra, todos os clubes do Brasil que tinham nome de estados, cidades, ou alguma semelhança com o nazismo e fascismo tiveram que mudar de nome, e o Amazonas durante um período, chamou-se Aimoré. Depois, a partir de 02 de junho de 1952, passou a denominar-se tão somente Amazona Esporte Clube, retirando-se a letra (S) Pouca gente sabe disso, pois na realidade continuou até o seu fim definitivo, em janeiro de 1975, com o nome original. Revivendo o passado encontramos como 1º Presidente da Sociedade o Sr. José Heuschen e 2º o Sr. João Batista Moritz seguindo os muitos outros como o Sr. Willy Hauer, João Medeiros, José dos Santos, Oswaldo Butzke, Erich Gaertner, Alberto de Oliveira, Acrisio M.da Costa, Alfredo Kumm, Alfredo Iten, Jorge Luiz Buechler, Rolf Elke, Henrique Moritz, João S. Gomes, Nelson Salles de Oliveira, Gerhard D Kertischka,Valdir Riguetto, Werner Krauss, Olavio Antonio Costa.
A primeira equipe do Amazonas formou mais ou menos na seguinte ordem: Guilherme G. da Luz , Bertoldo Rosembroch, Reinoldo Mass, José J. da Silva, José Vinotti, Fausto Lobo, Alfonso Moritz, Henrique Machado, Oswaldo Moritz, Belírio Rebelo e Getúlio Machado e entre outros como Feliciano G. da Luz, Rudolfo Wunsch, Marcos Moritz, Helmuth Sutter, Alfredo Kertischka, Walter Sutter e outros. Possuindo inclusive na ocasião sua torcida uniformizada.
O esquadrão de peso no cenário Catarinense

Em pé :Werner Kraus,Boião,Bigo,Deusdith,Vilmar, Lori,Adir, Cilinho
Agachados: Adilson,Celinho,Mozito, Gibi e Nene.
Composto por grandes jogadores que trabalhavam na Empresa Industrial Garcia ou Cooperativa de Consumo dos Empregados, em sua grande maioria, residia em casas de propriedade da Empresa localizadas nas imediações, o time Amazonense foi bom de bola, principalmente no amadorismo, quando enfrentava várias agremiações de todo estado, obtendo resultados expressivos, qualificando-o como um dos melhores clubes de Santa Catarina, no período compreendido entre 1919 e 1944 principalmente, o chamado antigo Amazonas Esporte Clube. Em toda a década de 1920 e 1930, o Amazonas foi campeão em diversos torneiros, e devemos ressaltar quando o clube era presidido pelo notável empresário João Medeiros Jr., que deu a cidade durante muitos anos, com seu raro espírito empreendedor , muitas alegrias, sendo ele responsável por ter introduzido várias melhorias no estádio proletário. As histórias registram grandes goleadas aplicadas durante os anos de 1934 a 1936, vejam alguns resultados : 6x1 no Caxias de Joinville, 7x3 no Brusquense, 9x0 no Paysandu, 5x1 no Marcílio Dias, chegando na ocasião a desafiar a Seleção Catarinense e derrotando-a pelo escore de 4x2.
É bem verdade que o onze anilado perdeu algumas partidas por um placar elevado, mas também aplicou pesadíssimas goleadas em adversários de categoria, como ocorreu em 18 de dezembro de 1938. Na tarde daquele dia, no seu belo estádio formando o onze anilado com Henrique; José Pêra;Chiquito;Ada;Bóia; e Wehmuth; Alfredinho;Nena Poli; Leopoldo Cirilo; Olimpio e Seiler, o Amazonas aplicou uma terrível goleada no Brasil (Palmeiras-BEC) 9 x 1 foi o placar com gols de Bóia 2, Alfredinho 2, Nena Poli 2, Leopoldo Cirilo, Olimpio e Seiler 1 cada. Também nesse ano aconteceu a maior goleada imposta pelo Amazonas ao Blumenauense (Olímpico) 6 x 2 foi o placar .
- Em 1939, o Grêmio Esportivo Olímpico promoveu um torneio no dia 09 e 10 de abril para a inauguração de seu estádio. O Amazonas sagrou-se campeão do 1º torneio disputado neste estádio.
- Em 1941 é fundado a LBF – Liga Blumenauense de Futebol e o Amazonas se filia, tendo discreta participação nos anos de 1941 até 1943.
- Em 1944 com o nome de Aimoré o fiasco foi grande, de um passado não bom de recordar.
- Em 1952 com o nome de Amazona, começam a surgir novos tempos. - Em 1953 conquista alguns torneios no bairro. - Em 1954 conquista o torneio de abertura da LBF. - Em 1955 campeões do torneio extra.,em 1956 é vice.
- Em 1957 conquistam o torneio Sebastião Cruz com extrema facilidade. Ainda em 1957 o Amazonas vence um torneio quadrangular que teve a participação também do Palmeiras, Tupi, e Vasto Verde.
- Em 1958 o Amazonas vence com facilidade a liga de amador,o placar mais elástico foi 11x0 no Floresta com quatro gols de Filipinho e vence também o torneio inicio no estádio da baixada.
- Em 1959 o Amazonas é tri campeão do torneio extra Sebastião Cruz e campeão de um triangular invicto realizado com Olímpico e Tupi, e também campeão de um torneio promovido pelo Olímpico. Em 1960 e 1961 o Amazonas faz boa campanha já no profissional, mas é vice.
- No dia 1º de setembro de 1961, o Amazonas perde por 1x0 na prorrogação para o Olímpico, com o estádio lotado a torcida Amazonense divide as arquibancadas com o rival. O Amazonas jogava melhor mais sofre o gol e perde o titulo, o empate daria o titulo ao clube alvi celeste. Com o gol de Orio, morre ao lado, onde estávamos na arquibancada, um torcedor fanático do Olímpico, (meu pai e eu estávamos presentes).
- Em 1962 o Amazonas é campeão na baixada (Estádio do Olímpico) do torneio inicio da LBF. Em 1963 o onze amazonense não faz boa campanha.
- Em 1964 e 1965 a participação é discreta nos torneios, ganhando apenas alguns jogos amistosos com times de grande expressão do Vale, ficando com alguns vice-campeonatos.
- Em 1966, o Amazonas é campeão do quadrangular disputado com o Guarani, Vasto Verde e Tupi.
- Em 1967 outra participação discreta.
- Em 1968 também discreta participação, mas campeão juvenil invicto em cima do Olímpico no estádio Grená, com o escore de 3x1. : 40 anos desta conquista:Deusdith, Vardo, Nilson (bigo)Elizeu, Lori, Raul Cavaco , Airton Moritz, Moacir, Neni, Remi e Vilmar, timaço....
- Em 12 de janeiro de 1969 a diretoria decide extinguir o departamento profissional, mantendo o amadorismo, ano em que promoveu uma festa do seu cinqüentenário de fundação.
- Em 1970 e 1971 é vice-campeão da 1ª divisão de amadores.
- Em 1972 o Amazonas é campeão da LBF- 1ª divisão de amadores. Em 18 de junho morre José Pêra ex-jogador, dirigente, técnico, em um trágico acidente na rodovia Jorge Lacerda.
- Em 1973 o Amazonas é bi-campeão invicto da LBF – 1ª divisão de amadores, clube então presidido por Valdir Righeto que queria levar o clube anilado a disputa do Estadual, mas com a incorporação da Empresa Garcia á Artex, ficou frustrado o sonho e em conseqüência o desaparecimento do Clube. Entrega das faixas foi em 10 de fevereiro de 1974, num jogo contra o vice-campeão do Estado o Juventus de Rio do Sul, placar 2x2, o Amazonas vencia por 2x0 gols de Assunção e Nilson (Bigo), deixando escapar a vitória. O Amazonas nesse jogo formou com:
Deusdith, Girão(depois Coral), Eloi, Vilmar e Assunção, Cavaco e Poroca (depois Adir) Werninha (depois Sergio), Nilson (Bigo), Tarcisio Torres e Ademir – Técnico Nicassio.
A última conquista do Amazonas A conquista derradeira com o nome de Amazonas foi em 1974, na Taça Governador Colombo Machado Salles, também disputado pelo União, Marcilio Dias, Carlos Renaux, Tupi e Humaitá. A campanha do Amazonas, que treinava na atual associação Artex, antigo pasto do Sr. Bernardo Rulenski, se desenvolveu em maus e bons momentos, culminando com a conquista a 14 de julho, ao vencer o Humaitá, por 5x1 no estádio do Palmeiras. Só o avante Nilson (Bigo) fez quatro gols, que serviu para compensar a tristeza pela perda do seu estádio, o outro foi de Tigi (José Egidio de Borba).
Neste jogo derradeiro o Amazonas formou com Gaspar, Girão,Luiz Pereira (Nena), Vilmar e Assunção, Cavaco e Nelsinho, Werninha, Nilson (Bigu) Tarcisio Torres e Ademir. Também atuaram Deusdith, Eloi, Adir, e Tigi.

Cantinho de Saudade
Quantos jogos memoráveis, que os torcedores Amazonenses presenciaram durante muito tempo. Ver os gols do grande Nena Poli, Leopoldo Cirilo, as defesas de Rudolf Rosumek , do Antonio Tillmann, do Nino do Ziza, Valdir, Deusdith, Gaspar, a zaga firme Oscarito, Tenório,Osny, Cilinho Corsini, Eloy, Vilmar Heiden (que jogou na meia esquerda,ponta), Elizeu,Nicassio muita classe e o Malheirinho talentoso, os chutes fortes do Chico Siegel, Ivo Mass, Tarcisio Torres, e os pênaltis cobrados pelo Gepe ...que categoria! O Arlindo Eing, Rizada, enfim, tantos que fizeram a glória do Amazonas. "Dizem os mais idosos, que jogou por aqui algumas partidas, o jogador Patesko, jogador do Botafogo do R.J., que também jogou na Seleção Brasileira”.
Como esquecer os gols de bicicleta do Filipinho, e aquele gol de calcanhar que o Dico fez contra o Palmeiras, as arrancadas fulminantes do Meyer, que quase sempre se transformava em gols, o Celinho, Dulfes artilheiros natos, Nilson (Bigu – maior artilheiro da história do clube) era zagueiro, fazia tantos gols que foi jogar de centro avante assim como tantos outros artilheiros que passaram pelo Amazonas.
Curiosidades
Da vida futebolística Amazonense, alguns momentos a registrar; em 23 de julho de 1939, o torneio que o Brasil (Palmeiras-Bec) realizou para comemorar o 20º aniversário de fundação, o Amazonas teve o prazer de ganhar o 50º troféu de sua existencia até aquele momento, vencendo o torneio.
Já nos últimos dias de Amazonas, quando da fusão com a Associação Artex, em um jogo decisivo do campeonato do Sesi, o Amazonas/Associaçao Artex venceu o Moveis Cimo de Rio Negrinho e se tornou campeão Sesiano. Neste jogo tudo previamente combinado, Wilson Siegel atleta, e Adalberto Day, levam a bola do jogo como recordação. Após o término do jogo, o juiz põe a bola em baixo de seu braço, e Siegel vai por trás, e com um leve toque consegue tomar posse da bola e jogá-la por cima do alambrado para mim que a levo direto ao ônibus.
Certa vez por volta de 1957, após uma vitória de 2x1 sobre o seu arqui-rival do bairro, o já extinto time do Progresso, os jogadores do Amazonas vieram a pé do campo do Progresso (hoje Canto do Rio), cantando a seguinte marchinha :
Passa pra lá; Passa pra cá; Arreda do caminho que o Amazonas quer passar; Nosso goleiro é um destemido; Os nossos beques de real valor; Alfaria vai chutando pra frente; E a nossa linha vai marcando gol.
Conta o Sr. Mauro Malheiros, do tempo em que atuava pelo Amazonas.
O fim melancólico
A incorporação da Empresa Garcia a Artex em 19 de fevereiro de 1974 marcou o começo do fim de uma era brilhante no esporte blumenauense. Os dirigentes da Artex acabaram com o clube, mas ergueram um novo e moderno estádio, no antigo campo do América, que anteriormente era conhecido como pasto do Sr. Bernardo Rulenski, seu antigo proprietário. Por volta de 1970, a Artex comprou este local e fundou em 1971 a Associação Artex. O fim foi inevitável, mas trouxe muita revolta por parte de dirigentes, jogadores e torcedores, que ao saber do enceramento das atividades, alguns saquearam a sede e levaram tudo que pudessem, para ter alguma coisa como recordação, sem interferência da direção para o ocorrido, tanto é verdade que nada existe na Associação Artex, que mostre a existência da agremiação sou sabedor deste episódio, pois trabalhava na área de Recursos Humanos, onde possuía acesso a estas informações.
O principio do fim
Foi a 26 de maio de 1974, um domingo bonito com sol, mas sombrio pela circunstância, que o Amazonas se despediu para sempre do seu magnífico estádio, uma baixada que foi impiedosamente aterrada, pela Artex, em trabalhos de terraplanagem executado por duas possantes maquinas da Construtora Triângulo, o Amazonas vence o Tupi de Gaspar por 3x1, com 2 gols de Bigu e um de Tarcisio Torres, pelo campeonato Taça Governador Colombo Machado Salles. Os últimos jogadores a pisar o gramado do majestoso estádio da Empresa Industrial Garcia, foram: Gaspar, Girão, Eloi,(depois Luiz), Nena e Adir, Nelsinho e Cavaco, Werninha (depois Poroca),Nilson (Bigo), Tarcisio e Ademir.
Reflexão
Mas o Amazonas para mim sempre foi um grande clube, e ainda continua, porque não saiu ainda da memória dos fanáticos torcedores Amazonenses, onde se praticava diversas modalidades esportivas. As comemorações juninas e natalinas, como também dia do trabalhador, dia da criança, patrocinadas pela diretoria do Amazonas e da Empresa, estando à frente da organização, o inesquecível Jose Pêra, e em novembro de 1968, as comemorações do Centenário da Empresa Industriai Garcia S/A, foram acontecimentos que marcaram época.
A história sempre mostrará as vivências, das comunidades que quando se organizam, conseguem fazer sucesso, e a esses atletas mencionados ou não, o nosso carinho e respeito. Compreendendo o passado histórico de uma equipe, de um povo, entenderemos o presente, e assim poderemos projetar um futuro melhor e mais brilhante para nossa comunidade.
Autor -Adalberto Day – Cientista Social -  e Pesquisador da história.
Fonte – Jornal “A Nação” período 1919-1975 –Arquivo Histórico José Ferreira da Silva
Colaboradores –Aurélio Sada (Sadinha)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

- As Praças de Blumenau

LENDA URBANA :
Novamente a participação exclusiva do renomado Jornalista e escritor Carlos Braga Mueller, hoje com mais um tema ou lenda interessante sobre algumas Praças de Blumenau. Me antecipo dizendo que faz parte do imaginário e das lendas Urbanas, porém muita verdade existia sobre o tema.
Trabalhei durante 25 anos no setor de Recursos Humanos das empresas Garcia e Artex, e eram feitos comentários dos dirigentes sobre este tema. Também em certas épocas as linhas de ônibus funcionavam somente até às 22h30min horas, justamente para que os empregados pudessem retornar logo ao seu lar, e participar de poucos lazeres e poder estar em boas condições de trabalho para o dia seguinte. Adalberto Day
Boa leitura:
Carlos Braga Mueller - Blumenau sempre foi uma cidade sem grandes praças públicas. Por que não existem logradouros como em outras cidades, com muito espaço, muitas árvores, parquinhos infantis, lagoas com pedalinhos, e por aí afora?
Ao longo das décadas a cidade foi crescendo e as praças continuaram fora do panorama da urbe. Foi assim que, há muitos anos, começou a circular uma lenda urbana. Ela conta que alguns governantes de antigamente, mancomunados com empresários tantos, não viam com bons olhos as grandes praças públicas, porque ali os operários ficariam a mercê dos prazeres proibidos: bebida em excesso, ócio nada criativo e , por conseqüência, noites mal dormidas, muita preguiça ao acordar, rendimento péssimo no trabalho do dia seguinte !
Claro que nunca se provou nada, nem ninguém assumiu a culpa pela falta de praças. Esta, foi sempre atribuída à nossa topografia acidentada e ao conturbado espaço físico disponível para tais excentridades ! Curioso é notar que praticamente desde a fundação, a cidade mantém as duas mesmas praças de sempre: uma a Hercílio Luz, no início da Rua 15 de Novembro; a outra, a Victor Konder, no final da mesma rua. Ainda assim, a Hercílio Luz várias vezes foi entregue à iniciativa privada, para exploração comercial, resultando daí apelidos como Biergarten, Praça da Cerveja, etc. E até recebeu uma construção inoportuna, para abrigar uma cervejaria... Importante é lembrar também que estes logradouros acabaram sendo praças por força das circunstâncias. Isto porque, onde hoje está a Praça Hercílio Luz situava-se o pátio/depósito do Porto do Rio Itajaí Açu, e por ali escoava toda a nossa produção em direção ao litoral. Já a Praça Victor Konder era o local de recepção aos que viajavam de trem para o Alto Vale, porque ali ficava situada a antiga estação da Estrada de Ferro Santa Catarina, bem no lugar onde hoje está a Prefeitura. Sua demolição foi mais um atentado à preservação histórica do município.
Outras praças:


Muito modestas, estão inseridas ainda no núcleo central da nossa cidade, a Praça Dr. Blumenau, e a do Teatro Carlos Gomes, que nem pública é, pois pertence à Sociedade Dramático-Musical Carlos Gomes. As demais, como a que existe em homenagem a Pedro II no início da Rua Hermann Hering, nada mais são do que “arremedos”, imitações de praças, que não se prestam à finalidade de recreação para a comunidade, pois além de acanhadas não possuem equipamentos de lazer.
A inauguração de uma nova praça em Blumenau, a dos Músicos, no local onde se situava a Fábrica de Gaitas Hering, talvez seja, acima de tudo, o resgate de uma antiga dívida para com a comunidade blumenauense. Isto reforça a crendice popular que criou esta lenda urbana.
E na boca do povo ficou o dito de que a falta de praças em Blumenau é coisa de patrão mau caráter, desalmado, que só pensa em faturar! Será que você também pensa assim?
Arquivo de Adalberto Day/colaboração Carlos Braga Mueller jornalista e escritor.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

- Jornal “O GARCIA” Edição nº2


Edição setembro 2008 nº. 2

Nesta Edição:
SUMÁRIO
- 2. Editorial: imagem do mês.
- 3. Curtas – coluna: Cantinho da Saudade.
- 4 e 5. Geral – Coluna: Inovação, Instituto Gene, Seção Empresas do Garcia: Farmácia Alvorada, Imagem da querida “Schwester Marta” e Prime – novas oportunidades aos empreendedores
- 6 e 7. Capa – Amazonas – O Alvi-Celeste do Garcia
- 8. Social
- 9 e 10. Variedades – Coluna: Urbanismo, Seção Saúde: Musculação: Qualidade de Vida, E que venha mais uma Oktoberfest, Empório Vila Germânica, Idade Ativa Associação Artex, justiça Eleitoral confirma Deusdith nas urnas e CCBEU
- 11. Classi-Garcia – as melhores ofertas e promoção do distrito Gente do Garcia – Nino, o goleiro do Amazonas e Ana Luisa, uma campeã do Garcia.
INSTITUTO GENE

Texto na integra abaixo
- O instituto Gene é uma Associação civil sem fins lucrativos que tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável por meio da inovação. O inicio foi marcado pelo desenvolvimento da incubadora de empresas Gene-Blumenau, um projeto de extensão do Departamento de sistemas e Computação da FURB apoiado pelo CNPq por meio da Sociedade Softex, em seu pioneiro Projeto Genesis (Geração de Novas Empresas em Software. Informação e Serviços). O Instituto Gene-Blumenau, foi escolhido para gerenciar o programa Primeira Empresa – PRIME, uma iniciativa da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia) para criar 5 mil novas empresas inovadoras em três anos.
- Com seis anos marcados por projetos de sucesso, a incubadora se consolidou dentro da estrutura acadêmica e também no mercado, gerando novas empresas capazes de contribuir para o aumento da competitividade, já estabelecidas por meio de suas tecnologias inovadoras. O Instituto Gene é de certa forma, o incentivo para que, novos empreendedores sejam colocados no mercado, gerando novas oportunidades, de emprego, estimulando o desenvolvimento da comunidade local.
- E dentro do Instituto Gene temos a unidade de Blumenau do Projeto Casa Brasil. Um espaço comunitário, gratuito e de acesso irrestrito, que tem por finalidade promover o desenvolvimento, a universalização das tecnologias da informação, da comunicação e a conseqüente inclusão social e digital. A Casa Brasil Instituto Gene conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Blumenau. Um dos objetivos do Projeto é levar os programas do Governo para junto das comunidades, facilitando a vida da população carente, aproximando os serviços públicos do cidadão.
Para saber mais acesse:
Secretaria Distrital do Grande Garcia, sito a Rua Progresso, 167 no Bairro Progresso.
Fernando Gonzaga
Expediente:
- Impressão: Gráfica Médio Vale
- Tiragem cinco mil exemplares.
- Distribuição mensal e gratuita.
- Circulação Distrito do Garcia,Centro e Região.
- Jornalista responsável:Liliane Bento
- Gerente comercial: Carlos Ubiratan
- Designer: Michael Diderot
- Diagramador: Yuri Apolônio
Arquivo: Adalberto Day

sábado, 13 de setembro de 2008

- AGG. Schwester Marta


... e todas as luzes ... se acenderam ...
O dia 12/Setembro/2008 ficará gravado na história deste nosso Grandioso Bairro e as solenidades e festividades deste presente momento representará, simbolicamente, todo um grande período de uma época com toda uma somatória de fatores, de acontecimentos, de movimentos, de desempenho, de coragem, de mobilização, de sofrimentos, de perseverança, de bravura, de determinação ... e, principalmente de “orgulho” - “orgulho pelo dever cumprido”, “orgulho por fazer justiça”, “orgulho pela união” ... e, “orgulho pela conquista”.
Consolidando o cumprimento de antiga promessa do Poder Público, com a realização desta 1º Etapa – aprox. 1200m² deste moderno Ambulatório Geral e, com as garantias da continuação e concretização da 2º Etapa deste correto e amplo projeto de 2.000m², estamos, em 1ºlugar, resgatando, o direito de termos a infra-estrutura e as instalações adequadas para possibilitar, com excelente desempenho ambulatorial, a correta prática da assistência, com dignidade, à saúde de nosso povo e, em 2ºlugar, com a participação de toda a nossa comunidade , fazendo justiça, com o reconhecimento e gratidão aos relevantes serviços prestados à sociedade pela nossa “Querida Schwester Marta – o Anjo Branco”, que por várias décadas do século passado contribuiu ativamente de forma voluntária, caridosa e humanitária para com a saúde física e espiritual do nosso povo, hoje, a homenageamos, com uma magnífica obra de “Pintura Parietal”, que estará permanentemente exposta no hall da recepção desta bela “Casa de Saúde e Vida” e, também, com a denominação deste valioso Ambulatório Geral de, A.G. Schwester Marta - “Irmã Marta Elisabetha Kunzmann”. A Querida Schwester Marta o nosso mais alto brado de “Viva” e “Muito Obrigado".
“Viva a Irmã Marta – “Viva a Schwester Marta – Viva” ... e todas as luzes ... ocultas na escuridão ... se acenderam ... renascendo novamente esta majestosa “Casa que estará sempre a serviço da Vida do nosso povo”.
AdalbertoDay/Carlos A. Salles de Oliveira

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

- Coral misto do Garcia

Da esquerda para a direita: Frederico Moeller, Wiegang Rüdiger, Curt Labes, Willibert Bewiahn, Hugo Kertischka, Ingo Eskelsen, Oswaldo Hinkeldey (regente), Hermann Roeder, Alfredo Roepcke, Rodolfo Roepcke, Geraldo Hinkeldey, Raulo Fischer, Ralf Gauche. Lore Ebeling, Ilma Iten, Anemarie Iten, Schwester Martha Kunzmann, Tecla Kertischka, Helga Dorow, Sidonia Moeller, Erna Moeller, Anna Firzlaff, Maria Kertischka, Iracema Hinkeldey, Iris Sandner, Irmgard Freygang, Irma Roeder, Erica Schiphorst, Adele Hinkeldey e Andolina
Coral Misto do Garcia no início dos anos 60, sob a regência do senhor Oswaldo Hinkeldey. A Schwester (irmã) Marta Elisabetha Kunzmann é a quarta da esquerda para a direita na primeira fila. Era carinhosamente chamada pela comunidade de "O Anjo Branco". Além de parteira, era muito popular devido à prática de caridade e espiritualidade, sem distinção de confissão religiosa. Com sua bicicleta, se locomovia para atendimento em diversas localidades do bairro entre 1937 e 1961. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Osmar e Waldemar Hinkeldey)
Publicado no Jornal de Santa Catarina - Sexta Feira 12/setembro/2008,coluna Almanaque do Vale;jornalista Sérgio Antonello; Edição nº 11415.
*E hoje, dia 12 de setembro de 2008, às 19:00 horas, prestamos justa homenagem, póstuma, a esta Querida Irmã, com a inauguração do novo Ambulatório Geral do Distrito, com o seu nome e com uma magnífica obra de “Pintura Parietal na Temática Schwester Marta”, que será um destaque permanente no hall da recepção desta bela e renascente “Casa que estará sempre a serviço da Vida do nosso Povo.
Comissão Pró construção do AGG - Presidente *Carlos A.Salles de Oliveira.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

- Enchentes de 1983 e 1984 em Blumenau

Hoje em histórias de nosso cotidiano, apresento um depoimento- texto de um renomado amigo Psicólogo Antonio de Andrade – que fala sobre sua experiência nas enchentes de Blumenau atuando como rádio-amador.
Histórias de nosso Cotidiano
Prezado Adalberto Day, de Blumenau. Pesquisando na internet deparei-me com a página http://www.adalbertoday.blogspot.com/ onde há trechos seus da história de Blumenau, mais especificadamente dos acontecimentos das enchentes de 83 e 84. Lendo o que escreveu me vieram à memória algumas coisas desses acontecimentos.
Eu participei ativamente nos acontecimentos das enchentes. Na de 84, como rádio-amador, era o responsável pelo Posto nº 7, no Clube que fica na entrada de Blumenau - Clube Caça e Tiro Blumenauense, Rua Itajaí. Lembro-me que horas antes da enchente chegar, ouvia pelo rádio amador em minha casa que estava passando água por cima da represa em Rio do Sul e que devido ao volume de água e com a continuação das chuvas fortes, o nível das águas em Blumenau chegaria em torno dos 15 metros. Para prevenir, fui com minha esposa e 4 filhos pequenos para o morro desse clube, que ficava mais perto de onde eu residia e lá instalei minha barraca e junto o rádio amador, que ficava em meu carro. Levei mantimentos para agüentar pelo menos 7 dias. E muita gente também subiu esse morro, com a subida das águas. Pessoas se acomodavam onde podiam nas instalações do clube e muitas outras que tinham barracas de acampamento, se instalavam no descampado que havia no alto do morro do clube. Junto com alguns escoteiros que também ficaram no morro (eu na época era membro do Grupo Escoteiros da cidade, tendo 2 filhos como lobinhos), procuramos organizar o que fosse possível, montamos um acampamento com alguma organização, fizemos banheiros, com fossa coberta com bambu amarrados, cercados de bambus (estilo caracol que não precisa de porta, com pedaço de pano em uma cordinha no alto de um bambu, quando estava livre e abaixado quando estava ocupado). Isso foi necessário porque os poucos banheiros do clube não iriam dar conta do número de pessoas. E coisas curiosas aconteceram lá nesse Posto de Emergência nº 7. A chuva não parava e na "varandinha", extensão que havia em minha barraca, certa hora apareceu duas pessoas, um senhor e sua esposa, encharcados até os ossos e estavam com fome. Não tinham com eles comida, mas seguravam agarrados ao corpo umas 4 caixas pequenas de metal onde carregavam barrinhas de ouro e jóias da mulher. Não tinham comida e nem agasalho. Lembro que reparti com eles um pacote de bolachas e um cobertor. E assim eles ficaram ali umas horas e depois sumiram. Não soube mais nada deles, só fiquei sabendo que o senhor era um dos donos de uma empresa da cidade. A situação começou a melhorar um pouco e a dar mais esperança para as pessoas quando começaram a chegar os helicópteros da Marinha. Na final da tarde do segundo dia chegou ao acampamento um cabo da Marinha que veio desde Gaspar caminhando pelo mato. Foi chegando e perguntando qual era o oficial comandante do acampamento, pois ele achava que tinha sido organizado por militar. Informamos que tinha sido feito por um grupo de escoteiros. E ele começou a ajudar no que ele podia, inclusive utilizando o meu rádio amador para se comunicar com outras equipes da Marinha e mais tarde com os helicópteros que começaram a descer no morro em que estávamos e deixava alimentos e levava sacos plásticos envolvidos por sacos de estopa, com água potável que era abundante em bicas naquele morro. Muita gente ajudava a descarregar os alimentos e estocar no salão do clube, protegendo da chuva, e depois esses alimentos eram levados pelos helicópteros e descido com cordas em prédios, em hospitais e outros morros onde havia necessidade de alimento e de água.

Certa tarde nos poucos dias em que ficamos naquele morro, uma pessoa chega e diz, que havia morrido uma senhora que tinha estado muito doente há dias. Pelo rádio informei à central que estava no Quartel do Exército, o 23º BI, e depois de uns minutos de consulta às autoridades que lá estavam, a central informou que deveria ser datilografado um termo de responsabilidade com o nome da pessoa falecida, a identificação de familiares com endereços e a pessoa enterrada em saco plástico em um local do morro, devidamente sinalizado, e após a catástrofe deveriam ser levados os documentos ao Fórum da cidade. As pessoas que ouviam, em volta de minha barraca, pelo rádio amador, caíram na risada porque estávamos ali com um bloquinho de anotações, um caderninho e uma caneta. A central não se tinha dado conta que estávamos em uma catástrofe e que não havia como datilografar em 3 vias o que eles pediam.
No morro onde estávamos de vez em quando ouvíamos um barulho forte e pelo binóculo foi verificado que o barulho era provocado por botijões de gás levados pela correnteza que batiam com força nos pilares da ponte. E isso era constante, muitos botijões eram levados pela correnteza. Passava também gado morto e muitos galhos de árvores. No segundo dia, quando muitos já não tinham alimento, foi organizada uma equipe do nosso morro para fazer uma busca nos trechos da estrada que eram mais elevados e não havia água da enchente, mas que estavam com alguns caminhões presos entre as águas. Foram encontrados dois caminhões, um com arroz e sacos plásticos e outro, frigorífico, com frango congelado. Através do rádio amador e da central que comandava as ações de socorro á população, conseguimos que os donos das mercadorias cedessem os alimentos e na cozinha do clube, onde havia panelões, mulheres voluntárias começaram a fazer comida para as muitas pessoas que estavam naquele morro e sem alimento. O cardápio era "muito variado" duas vezes ao dia: arroz com frango, sem tempero que não havia e para variar na segunda vez era frango com arroz. Naquela situação de catástrofe qualquer coisa era usada para relaxar as pessoas, até rir do "cardápio". Lembro que as pessoas comiam como se estivessem comendo um banquete, com a fome que estavam, comiam com as mãos mesmo, com a comida colocada em saco plástico. Depois, com a chegada dos helicópteros, muito daquele arroz e frango foram enviados a outros morros, hospitais e outros locais onde havia necessidade.
Outra coisa de que me recordo é que com o passar do tempo e o nível da enchente não abaixava, devido a ter encontrado maré alta na foz do rio lá em Itajaí, segundo as informações que vinham pelo rádio-amador. As pessoas começavam a ficar apreensivas, perdendo a esperança, algumas até mais nervosas, algumas tinham crises de choro e houve até casos de histerismo, com descontrole, e tivemos que organizar grupos de pessoas mais calmas para poderem ajudar as pessoas a se acalmarem, ficando conversando com elas, tentando dar um pouco de esperança. Como eu atuava em clínica psicológica, nessa época, dei as orientações básicas para os que iam ajudar. Outra coisa que aconteceu, curiosa, é que um casal de namorados foi encontrado em atividade sexual e algumas pessoas foram à barraca do rádio-amador perguntar o que deveria ser feito. No morro estava presente um delegado de polícia, que sempre estava pela barraca, ajudando nas transmissões e ações, e após uma conversa rápida, decidiu-se que nada seria feito, somente para as pessoas pedirem ao casal para irem para um lugar mais reservado, já que eram jovens maiores de idade... O interessante, do ponto de vista psicológico e sociológico, é que naquela situação de catástrofe como a dessa enchente de 84, as pessoas pareciam voltar a um comportamento de "tribo", primitivo, perdendo o "verniz da cultura e do aprendizado social" e as "convenções sociais", mudando para outro estilo, onde em vez de decidirem por si mesmas, queriam que "alguém" (alguma autoridade) decidisse por elas. Era também um modo de elas conversarem com pessoas, sentindo-se um pouco mais protegidas , diminuindo a insegurança que sentiam. Aí está um bom tema comportamental para pesquisadores examinarem em épocas de catástrofe coletiva.
Lembro-me também que pela "rodada botina preta" que acontecia todo dia às 18 horas, pelo rádio amador, com exame do que acontecia nos morros onde havia rádios-amadores, e com informações das autoridades que comandavam as ações de socorro á população, era a única hora em que se ficava sabendo das notícias e dos acontecimentos. As 18 horas as pessoas ficavam em volta do meu rádio-amador, estavam ávidas em querer saber o que estava acontecendo na cidade. Na "rodada botina branca" que ocorria após a primeira de informações gerais, médicos davam orientações a casos específicos aos vários postos de emergência.
- Outro fato que me lembro este a meu ver, grave, é que nas primeiras horas da grande enchente, todo mundo gritava para que não se encostasse às águas porque parecia que ela estava com eletricidade, pois segundo corriam as notícias, a rede elétrica de alta tensão não havia ainda sido desligada e alguns fios já encostavam nas águas, um perigo. - Esses acontecimentos e muitas outras anotações que fiz naqueles dias, depois de passadas a limpo, entreguei ao comando do 23º BI do Exército quando houve uma reunião após a catástrofe, com todos os rádios-amadores dos diversos postos de emergência. Anotações e sugestões práticas, como por exemplo, o quartel mapear melhor a cidade para se ter melhor condição de enfrentar futuras catástrofes como a de 84, com anotações e mapeamento onde há bicas de água potável, por exemplo, já que em uma catástrofe a água potável é essencial. Lembro-me que uma das sugestões foi fazer pelos morros que circundam a cidade de Blumenau, um caminho, ou picada onde se pudesse haver deslocamento de equipes de socorro pelo alto dos morros. Estabelecer em pontos estratégicos em morros ou outros locais, lugares para atender a população que se deslocariam para esses locais em caso de enchentes. E que nesses locais as bicas de água tivessem uma canalização (com canos ou bambus, para que maior número de pessoas pudesse beber água). Outra sugestão é que a cidade não permitisse que lojas que comercializavam botijões de gás ficassem muito perto do rio, para evitar que os botijões fossem levados pela correnteza e afetassem a estrutura das pontes. - Sugestão dada também, para que fosse estabelecido onde ficaria a central de atendimento, via rádio amador ou outro sistema, para evitar "briguinhas" entre o poder executivo da cidade e o comando do 23º BI, como ocorreu em 84, briguinha pelo rádio, acompanhado por todos os que ouviam nos postos de emergência. Em situações de emergência, alguém tem que comandar e tem que ser gente com experiência em enfrentar catástrofe e, certamente, a pessoa mais indicada não seria um político que administrava a cidade e que nada tinha experiência de enfrentamento de catástrofe. Nessa hora um militar com experiência de enfrentamento de crises certamente seria a pessoa mais indicada. Egos têm que ser deixados de lado nessa hora de crises e decidir logo de uma vez quem irá decidir as ações efetivas para enfrentar a situação. O povo merece melhor organização dos poderes constituídos, seja civil ou militar, para que não sofram tanto com catástrofes como a de 84.
- Logo após a enchente, concluí que não havia mais condições de trabalho na cidade, porque eu atuava em Clínica Psicológica, com grande parte do atendimento a empregados das empresas, e a maioria das empresas tinha sofrido com as enchentes e ficaria parada por longos meses. Saí da clínica onde eu era sócio, encerrando a sociedade ltda que tinha com outra sócia, psicóloga. Então, coloquei a casa nova, recém-construída, à venda, e que foi comprada em menos de um dia por um empresário da cidade (cuja casa tinha sido totalmente coberta pelas águas), e como no campo familiar minha esposa também não queria mais ficar na cidade, resolvemos retornar para nossa cidade de origem, em Lorena, SP, em busca de outra região onde eu pudesse realizar trabalhos profissionais. Devido a isso não acompanhei as ações feitas na cidade após a catástrofe de 1984. Acredito que tenham sido feitos planejamentos mais eficazes para que em futuras catástrofes, as ações fossem melhores.
Atenciosamente,
Antonio de Andrade.
e-mail:opcao@editora-opcao.com.br
Lorena, SP, Brasil
Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

- AGG – Inauguração:


A Comissão Pró-Construção reedita o convite a toda a Comunidade, para que todos venham prestigiar o evento e, visitar e conhecer esta valiosa e imprescindível obra, “o Novo e Moderno AGG – Ambulatório Geral do Garcia”, cuja implantação gravará um novo tempo, na “Assistência e Atendimento à Saúde” deste, hoje, vitorioso Distrito do Garcia.
Agenda:
- Data: 12/setembro/2008
- Horário: 19:00 Horas
- Local: Rua Progresso, nº 156-Bairro Progresso – ao lado da Intendência do Garcia, na antiga Cantina/Salão da Artex.
História:
- O Prédio do novo AGG – Ambulatório Geral do Garcia foi construído em 1963. A empresa que executou as obras foi a Construtora Conte, sob a responsabilidade técnica do Engº Egon Alberto Stein e pela Artex acompanhava a obra o Engº Ruy Carlos Meynberg. Este local foi edificado para ser, além de um Salão Social para eventos, também, Refeitório dos empregados.

Os eventos mais tradicionais eram: *Formatura de todos os Colégios da Região; *Apresentações Teatrais; *Bailes; *Eleição da Rainha da Primavera da Artex; *Palestras; *Apresentações de Corais; *Festa Comemorativa com Homenagens aos Funcionários e presenteando aos que completavam 25 anos de trabalho na Empresa, com um Especial Relógio Personalizado; *Lançamentos de Novos Produtos através de Desfiles; *Apresentações Artesanais*. A partir de 1976 foram executadas, gradativamente, ampliações anexas ao corpo principal e a instalação de mais dois novos Refeitórios. Este belo prédio foi utilizado dessa forma pela antiga empresa Artex até 1994.
- Em 2004 a Prefeitura de Blumenau autorizou a Intendência do Garcia, que promovesse o desmonte das instalações internas, adequação e a instalação, no local, de uma grande Creche para 600 crianças. A obra da creche não se concretizou, e em Abril de 2005, o recém empossado novo Intendente, Sr. José Carlos de Oliveira, juntamente com o então secretário da Saúde, Dr. Newton Motta, arquitetaram e providenciaram a elaboração de excelente projeto de um Amplo e Moderno Ambulatório Geral para o Distrito do Garcia, a ser implementado com o aproveitamento deste prédio e, dessa forma, promovendo solução para grave deficiência no atendimento ambulatorial da saúde da população. Com a aprovação em todas as instâncias e total apoio do executivo, a implantação deste projeto teve como previsão inicial a conclusão da obra até julho de 2006. O Projeto, com um atraso de praticamente um ano foi competentemente elaborado, mas, fatores inesperados produziram graves dificuldades e, como solução foi proposto apenas realizar uma simples transferência, de forma provisória, para o prédio da Intendência, pequeno e inadequado para as necessidades atuais e exigências futuras de demanda nesta área. Graças a uma reação dos Conselheiros da Saúde e da Comunidade que em conjunto formaram, no início de 2007, a Comissão Pró-Construção do AG Garcia, que, após intensa ação junto ao legislativo, executivo e demais setores agregados, resgataram as boas intenções e o redirecionamento para o correto projeto, com a solução definitiva para a execução desta Obra, que foi a tempo iniciada no princípio de 2008 e, que em sua 1ª Etapa correspondente a 1.200 m², possibilitará o funcionamento de toda a estrutura operacional atualmente disponível, ainda este ano e iniciará o atendimento no local, já a partir deste mês de setembro de 2008.
- A Comissão Pró-Construção do AG Garcia e a Comunidade também escolheram o nome da Schwester Marta Elisabetha Kunzmann para o novo AG Garcia, cujo projeto de lei foi competentemente encaminhado e aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores.

O grande destaque neste momento desta importante obra foi a decisão da Comunidade, de ofertar e bancar totalmente a gravação de uma linda pintura artística em parede, que está sendo elaborado pela nossa artista de excepcional competência, Sônia Baier Gauche, da imagem da querida “Schwester Marta” “O Anjo Branco”, nossa dedicada e voluntária freira que no século passado contribuiu ativamente de forma filantrópica e humanitária, para com a saúde física e espiritual da população deste Bairro e, que neste marcante momento, em agradecimento está sendo lembrada e postumamente homenageada, com a escolha do seu nome para identificação deste renascente Ambulatório. Esta imagem estará estampada no hall da recepção deste renovado prédio, cujo belo e vívido semblante envolto em irradiante energia tranqüilizadora e regenerante estará, sempre transmitindo a todos, “SEJAM BEM-VINDOS”.
A Câmara municipal de Blumenau concedeu o título de “Cidadã Blumenauense” à Schwester Marta Elisabetha Kunzmann em 1961.
Nascida na Alemanha em 11 de outubro de 1901 e falecida em 11 de abril de 1982.
A Irmã Marta trabalhou no Garcia de 1937 até l961, atendendo e contribuindo voluntariamente com a Comunidade na assistência à saúde e na vida religiosa. Além de excelente “Parteira” foi muito popular, devido à prática de caridade e espiritualidade, sem distinção de confissão religiosa. Com sua Bicicleta se locomovia para atendimento nas mais longínquas e diversas localidades do grande bairro.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day/Àlvaro A. Andrade/Carlos A. Salles de Oliveira.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

- Que país é este?

Histórias de nosso cotidiano
Hoje temos o prazer de apresentar um belíssimo texto escrito pelo Publicitário José Geraldo Reis Pfau (Zé Pfau), que aborda um tema muito profundo e de destaque na famosa revista Seleções do Reader’s Digest.



- Minha experiência em propaganda demonstra que na vida de uma comunidade poucas são as atitudes que permanecem e servem para documentar a história. Em setembro de 1968, encartado na edição da revista Seleções do Reader’s Digest no espaço das páginas 88/89, foi encartado um folheto colorido com oito páginas apresentando a cidade de Blumenau. Nós temos esta como a primeira grande ação de comunicação da cidade, embora anteriormente outras atitudes tenham procurado vender Blumenau como destino, até na época da colônia. O material foi criado por uma agência de propaganda de nome Oficina, certamente ligada ao atendimento de grandes contas e que deveria ter relacionamentos com grandes anunciantes até locais e presentes na mesma edição. Era uma época que surgia, talvez, a primeira agência de propaganda local, a SC, empresa ligada mais a mídia eletrônica com a então TV Coligadas. Mas a felicidade, acreditamos, seja de todos que participaram na criação desta peça que é destaque na história. O trabalho com certeza foi extremamente bem transmitido no “breafing”, pois vende exatamente o diferencial de nossa imagem. Com o título de "Adivinhe que país é este?", a peça questionava, com belas fotos das nossas casas, Alemanha? Áustria? Escócia? Suíça? Luxemburgo? Nesta última foto a legenda em letras reduzidas completava e a bandeira brasileira aparecia no mastro instalado no telhado de um dos mais belos castelos do Bom Retiro. O folheto respondia “Sim é Brasil.


Você pode conhecer outro país sem deixar a sua terra, sem dólares, sem passaporte. É só tomar o caminho de Blumenau”. E um texto argumentava a qualidade da cidade e complementava a beleza do folheto. Consideramos neste nosso segmento da propaganda o grande destaque e mais ainda elogiamos quem aprovou a ideia apresentada. Em razão de uma série de fatores fica para a história que o folheto “Adivinhe que país é este?", que comemora 40 anos, como a melhor peça da vida da comunicação desta cidade. Evidente que outras peças e em outros momentos foram muito boas e seus criadores também foram felizes e sustentam hoje a imagem da cidade no cenário nacional e internacional. 

Publicado em Artigo – Jornal de Santa Catarina. Edição nº. 11407. Blumenau, 03 de setembro de 2008
José Geraldo Reis Pfau Publicitário
Arquivo de Adalberto Day/José Geraldo Reis Pfau.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

- Blumenau 158 anos de fundação


- Blumenau - Cidade Jardim - comemora hoje 02 de setembro de 2008, 158 anos de sua colonização. Povo ordeiro, trabalhador, pujante – nos remete a uma cidade cheia de orgulho, de esplendor de bela natureza e de um povo que se orgulha de sua cidade.
Parabéns Blumenau
- Mas essa data nem sempre foi considerada como data de sua fundação. Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, fundador da cidade, considerava a data de 28 de agosto de 1852 como data de fundação de nossa cidade. Tanto é que em 28 de agosto de 1877 foi comemorado o 25º aniversário da cidade.
História
Dr. Blumenau partiu do porto de Hamburgo em 30 de março de 1846 com destino ao Brasil, viajando a bordo do veleiro “Johannes”. O primeiro contato com o Brasil foi no Rio Grande do Sul, quando chegou em 19 de junho do mesmo ano. Conheceu várias colônias alemãs daquela Província para posteriormente visitar Santa Catarina. A viagem de reconhecimento e exploração do grande rio Itajaí foi realizada no ano de 1848, acompanhado do comerciante Ferdinand Hackradt, guiados pelo conhecedor da região o canoeiro Ângelo Dias. Após o reconhecimento e encantados com o local, compraram terras para a formação de uma colônia na região.
- Feita a solicitação do pedido de concessão de terras junto à Província, Dr. Blumenau entrou em entendimento com as autoridades alemãs para dar continuidade ao plano colonizador. No Rio de Janeiro apresentou projetos de colonização ao Governo Imperial. Retornou à Alemanha (1849) para trazer os primeiros colonos. Apesar das dificuldades, em 2 de setembro de 1850, chegaram os primeiros 17 pioneiros. Era o início de um empreendimento particular. Em 1860, devido a dificuldades financeiras, a administração da Colônia Blumenau passou a ser responsabilidade do Governo Imperial. Blumenau cresceu e se emancipou, em 1880. Dr. Blumenau casou aos 48 anos com Bertha Repsold na Alemanha. Deste casamento resultaram quatro filhos: Pedro Hermann, Cristina, Gertrudes e Otto, que faleceu meses após o nascimento.

Mausoléu Dr. Blumenau
- Dr. Blumenau nasceu a 26 de dezembro de 1819, no ducado de Braunschweig (Alemanha). Após viver trinta e quatro anos em Blumenau, seu fundador partiu em definitivo para a Alemanha, veio a falecer em 30 de outubro de 1899, aos 79 anos de idade. Em 1974, seus restos mortais foram transferidos da Alemanha para Blumenau, estando depositados no Mausoléu, erguido em sua homenagem.
Desfile 2/setembro/2008- Rua XV
- Blumenau foi fundada em 02 de setembro de 1850 pelo Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau - O poder público adotou esta data a partir de 02 de setembro de 1900, por ser a data em que chegaram os primeiros 17 imigrantes. Até então a data considerada de fundação era 28 de agosto de 1852, data em que Dr. Blumenau entregou os primeiros lotes na Região Sul (Garcia) em Blumenau.
Observação: Na realidade os 17 primeiros imigrantes chegaram em Desterro (Florianópolis) nessa data. Em Blumenau a primeira família a chegar foram os FRIEDENREICH no dia 09 de setembro, os outros vieram aos poucos e até a pé. Mas definiu-se em 1900 que a data seria 02 de Setembro de 1850. 
- A região de Blumenau era habitada por índios Kaigangs, Xoklengs e Botocudos, e mesmo antes da fundação da Colônia Blumenau, já havia famílias estabelecidas na região de Belchior, à margem do ribeirão Garcia e margem esquerda do Rio Itajaí-açu.
- Inicialmente o centro da cidade era onde hoje se localiza a Avenida Duque de Caxias (Rua das Palmeiras), arquivo histórico José Ferreira da Silva, a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fritz Mueller e o museu da Família Colonial.
- A primeira Rua em Blumenau surgiu em 1852, com o nome de Palmenalle , onde foi construído o primeiro hotel, de alvenaria. Num dos quartos o Dr. Blumenau instalou a direção da Colônia.
- A Rua Palmenalle mudou seu nome para Boulevard Wendeburg em 3 de fevereiro de 1883, depois para alameda Dr. Blumenau e em 8 de abril de 1939, para alameda Duque de Caxias através do Decreto-Lei nº. 68 de 18 de agosto 1942, na administração de Afonso Rabe. O Decreto-Lei nº. 1.202, que se referia sobre a nacionalização dos nomes de ruas, determinava que as ruas com nomes estrangeiros fossem alterados e colocados nomes nacionais. A povoação compreendia o início do Garcia, e parte da rua XV de Novembro.
- Muitos outros imigrantes atravessavam o Oceano Atlântico em veleiros de companhias particulares. E assim foi crescendo o número de agricultores, povoadores e cultivadores dos lotes, medidos e demarcados ao longo dos rios e ribeirões que banhavam o território da concessão. No princípio, a Colônia era de propriedade do fundador, Dr. Blumenau.
-Em 1860 o Governo Imperial encampou o empreendimento e Dr. Blumenau foi mantido na direção até a elevação da colônia. E a Lei nº 860, de 04 de fevereiro de 1880, à categoria de Município.Em poucos anos, Dr. Blumenau, dotado de grande energia e tenacidade, fez da colônia um dos maiores empreendimentos colonizadores da América do Sul, criando um importante centro agrícola e industrial influente na economia do país. Entretanto, em outubro de 1880, uma grande enchente causou sérios prejuízos à população e à administração pública, com a destruição de pontes e estradas. Com isso, a instalação do Município só foi possível em 10 de janeiro de 1883, quando assumiu o exercício a Câmara Municipal eleita no ano anterior. Depois disso o município recebeu o título de Comarca (1886) e finalmente, em 1928, passou à categoria de Cidade.
Quando Dr. Blumenau, esteve aqui pela primeira vez em janeiro de 1848, associou-se a um comerciante de nome Ferdinand Hackradt , e rumou ao Itajaí , onde Agostinho Alves Ramos emprestou embarcações , alimentos e um guia para explorações .Quando chegaram, encontraram famílias, com residências fixas, como os Haendchen, os Klocher os Deschamps, Klock, Schneider , Theiss, Kerbach, Peter Wagner, Peter Lukas, que vieram a partir de 1837 provenientes de São Pedro de Alcântara e outros que foram os percussores da colonização de Gaspar (Belchior e Pocinho) . Os dois últimos tinham grandes culturas e engenhos de açúcar no local “Capim Volta”, um conhecido bairro de Blumenau, hoje City Figueiras. Essas famílias deram suporte e sustentação a Dr. Blumenau, em seu tão sonhado empreendimento. Todas as famílias citadas deixaram descendentes por toda região do Vale do Itajaí, alguns deles casaram com imigrantes alemães que vieram após 1850. Quem os trouxe foi um caboclo forte e prudente, que foi recomendado como de inteira confiança, chamado Ângelo Dias, que prestou grandes trabalhos aos dois empreendedores. Todos esses nomes mencionados não vieram com Dr. Blumenau, que veio no intuito de organizar uma colônia, até então eram apenas famílias isoladas. Mas não devemos esquecê-las, pois tiveram sua importância dentro de um contexto histórico para o desenvolvimento de nossa cidade. O próprio Ferdinand Hackradt ficou na região próximo ao centro da cidade, enquanto Dr. Blumenau retorna à Alemanha e após conseguir convencer 17 imigrantes através de seu sobrinho Reinhold Gaertner a vir ao novo continente, chegam à foz do Ribeirão da Velha em 02 de setembro de 1850. Dr. Blumenau já se encontrava em Blumenau quando os 17 primeiros imigrantes chegaram.
OS PRIMEIROS 17 IMIGRANTES

Observação: Adendo de Wieland Lickfeld 
O Friedenreich, que consta como sendo da Prússia, era de Hettstadt.
O Hoffmann, que também consta como sendo da Prússia, era de Osterfeld.
O Kellner, que aparece como sendo de Braunschweig, era de Barbecke.
O Pfaffendorf, também relacionado como da Prússia, era de Klein Endersdorf.
O Riemer também é citado como sendo da Prússia, e era de Osterfeld.
O Ritscher aparece como sendo de Hannover e era de Lauterberg.

O Sallenthien pelo jeito era da Branschweig mesmo.
- REINOLDO GARTNER: com 26 anos de idade, solteiro, natural de Brunsvique, sobrinho, pelo lado materno, do Dr. Blumenau;
- FRANCISCO SALLENTHIEN, com 24 anos, solteiro, lavrador, também natural de Brunsvique;
- PAUL KELLNER; 23 anos, solteiro, lavrador,igualmente de Brunsvique;
- JÚLIO RITSCHER, 22 anos, solteiro, agrimensor, natural de Hannover;
- GUILHERME FRIEDENREICH, com 27 anos de idade, alveitar, natural da Prússia, casado com;
- MINNA FRIEDENREICH, 24 anos de idade, possuindo o casal os seguintes filhos;
- CLARA, com 2 anos de idade;
- ALMA, com 9 meses;
- DANIEL PFAFFENDORFF, 26 anos de idade, solteiro, carpinteiro, natural da Saxônia;
- FREDERICO GEIER, 27 anos de idade, solteiro, marceneiro, natural de Holstein;
- FREDERICO RIEMER, 46 anos de idade, solteiro, charuteiro, natural da Prússia;
- ERICH HOFFMANN, 22 anos de idade, ferreiro, funileiro, também da Prússia;
-ANDRÉ KOLMANN, 52 anos de idade, ferreiro, igualmente da Prússia, acompanhado da esposa;
- JOANNA KOLMANN, 44 anos de idade, e das filhas;
- MARIA, 20 anos de idade, solteira;
- CRISTINA, 17 anos, também solteira, e
-ANDRÉ BOETTSCHER, com 22 anos de idade, solteiro, ferreiro, natural da Prússia.
Fonte: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Museu da Família Colonial SEPLAN / - Wieland Lickfeld. Arquivo: Dalva e Adalberto Day

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