"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

- Adelina Hess de Souza

Texto produzido por  Jacqueline Hess e me enviado gentilmente para que eu pudesse postar em meu blog. Uma riquíssima história de sucesso. Este trabalho servirá de pesquisas. Eu Adalberto Day adquiri a minha primeira camisa nas Lojas DUDALINA na Rua XV de novembro em 1968, mesmo ano que a empresa veio para  Blumenau. Lembro-me que no inicio o tecido da qual adquiri a camisa, foi comprado pela senhora Adelina na antiga empresa Industrial Garcia. 
Os Moldes do Sucesso
Adelina 
A história de empreendedorismo, luta e sucesso de Adelina Clara Hess de Souza, Mãe de 16 filhos e fundadora de uma das maiores empresas brasileiras.
A palavra empreendedor é de origem francesa, entrepreneur, e denomina aquela pessoa que assume riscos e inicia algo novo.
O Brasil é um dos países onde mais se criam negócios. Nós brasileiros somos um povo muito empreendedor.
Nestas páginas Você conhecerá um caso real de empreendedorismo. A história de uma mulher verdadeiramente empreendedora, uma catarinense cuja vida foi dedicada a grandes ideias, costuradas com talento, amor e muito trabalho.
A história começa nos últimos anos da década de 19(40), quando um jovem casal apaixonado, Adelina e Duda, iniciava uma vida de sonhos e esperanças na pequena cidade de Luís Alves, num cantinho do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
Eles planejavam uma família de 20 filhos; tiveram 16.
Não havia telefone e nem energia elétrica. Mas o que poderia ser um drama rural brasileiro foi o princípio de uma história de grande sucesso pessoal e empresarial.
O relato de vida apresentado nas páginas a seguir é uma homenagem à memória de Dona Adelina Clara Hess de Souza, mulher à frente de seu tempo, que teve coragem, força e ousadia para dar início ao seu próprio empreendimento e torná-lo um negócio muito bem sucedido.
Mas este texto é também dedicado a todas as pessoas criativas e empreendedoras que constroem diariamente o nosso Brasil, do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste.
A história de vida aqui contada é fonte de inspiração às mulheres e aos homens, jovens, adultos ou idosos, pois é através da ideia, do estudo, da vontade, da perseverança e da esperança, e do amor, que todos nós podemos deixar nossa marca no mundo, fazendo-o um lugar melhor do que estava quando nascemos.
Vejamos como tudo aconteceu!
Adelina era uma jovem inteligente, feliz, aplicada nos estudos, tinha muitos amigos e ajudava em casa nas tarefas do mésticas.
Era a década de 40 e a adolescente morava em Luís Alves. Mas, durante 6 anos estudou em escola interna na vizinha cidade de Blumenau.
Leopoldo e Verônica, pais de Adelina
Aos 14 anos ela  terminou o ginásio e resolveu, a partir de então, ajudar seus pais no pequeno comércio de secos e molhados da família em Luís Alves.
Observando a gestão da casa de comércio, Adelina notou que era preciso mudar a forma de organizar a loja e que era necessário motivar os vendedores que estavam muito acomodados. Além disso ela começou a implantar alguns controles, tais como o livro de estoque.
Os pais ofereceram a Adelina 1% de comissão sobre todas as vendas que ela fizesse e isso a motivou a ampliar os negócios.

Com muita disposição, ânimo e força de vontade ela conseguiu, num curto prazo ,obter sucesso nas vendas, melhorando o atendimento aos clientes, e com essa nova postura de negócios as vendas da lojinha foram aumentando.
“Já de manhã, por volta das 5 horas, estávamos de pé e começava a nossa lida: os carroceiros tratando os animais e buscando os produtos agrícolas; os operários iniciando a secagem do açúcar na eira e os balconistas abrindo a venda, para atender os primeiros colonos que já nos aguardavam com suas carroças.”
Adelina
Ao final de cada dia de expediente Adelina reuni aos balconistas e todos juntos colocavam em ordem as mercadorias, para que no dia seguinte a loja estivesse perfeita para os clientes.  Aqueles eram tempos difíceis, nos anos 1940. Luís Alves não tinha luz elétrica e as notícias podiam ser ouvidas no rádio à bateria.
Mas havia muita alegria também! Aos 15 anos Adelina fundou o Clube de Vôlei Luisalvense e a juventude passava os domingos jogando, pedalando bicicleta, fazendo passeios e piqueniques.
Quando da II Grande Guerra, Adelina quis se incorporar ao Corpo Expedicionário da Cruz Vermelha para prestar socorro às vítimas de guerra, mas seus pais não deixaram que ela fosse.
Entre 1944 e 1945, então com 18 anos, Adelina ficou em Blumenau para cursar corte e costura, bordado à máquina e economia doméstica. Terminados os cursos ela voltou para casa e retomou suas funções na loja, no balcão e no escritório da casa comercial de seus pais.
Em 1945 Adelina conheceu Rodolfo (o Duda) com quem casou em 24 de maio de 1947. Iniciava-se uma história de amor que durou meio século!
Após o casamento, os pais de Adelina ofereceram ao jovem casal a aquisição da pequena loja. Naquele momento iniciou-se uma saga de muito trabalho, determinação, inovação e visão de negócios  A jornada de trabalho na loja de secos e molhados era de 18 horas diárias e embora estivesse constantemente grávida Adelina não perdia o entusiasmo. Em 1955 ela e o marido decidiram fechar o açougue mas mantiveram a casa de comércio, abriram uma serraria e compraram um caminhão para transportar a madeira. O comércio e a serraria davam suporte ao sustento da família que aumentava, afinal em 1955 já tinham seis filhos.
Contudo, Adelina só pensava em fazer os negócios crescerem e para isto não media esforços. Duda se dedicava ao contato com os colonos, com os clientes e cuidava do abastecimento dos produtos para a venda.
Adelina se encarregava do setor de tecidos, confecções, sapatos, perfumaria e armarinhos. Para manter a loja abastecida, Adelina costumava buscar os produtos em São Paulo e nos atacadistas catarinenses.
Numa dessas viagens ela não pôde ir devido à gravidez adiantada. Então Duda teve que viajar a São Paulo sozinho e foi quando um dos fornecedores, um turco da Rua 25 de Março, o convenceu a comprar um grande lote de tecidos por um preço vantajoso e prazo a perder de vista. O turco falou ao Duda:
“Tenho um saldo bem ‘baratinho’
Que o ‘brimo’ leva de graça;
Umas peças de faill e xadrez,
‘Breço’ assim não tem na ‘braça’;
Negócio como este hoje, ‘brimo’
A gente procura e não acha.”
Quando as peças de tecido chegar amem Luís Alves Adelina levou um baita susto, pois não haveria consumidores para tanto tecido.
Bem, o que fazer então?
Colocou-se um preço baixo no tecido, fizeram uma promoção, mas a quantidade era muito grande.
Foi quando Adelina teve um estalo, percebeu uma oportunidade e pensou:
“Se não consigo vender o tecido em metro, vou transformá-lo em confecção, já que um dos cursos que fiz quando jovem era de corte e costura !”
Era maio de 1957 quando Adelina chamou 2 amigas, Lídia e Gertrudes, que eram costureiras e propôs um negócio: elas trariam suas duas máquinas de costura e juntas as três transformariam aquele tecido todo em camisas!
As amigas gostaram da ideia e as máquinas foram instaladas num dos quartos da casa de Adelina e foi iniciada a produção.
Trabalhavam durante o dia e à noite as máquinas eram retiradas para recolocar as camas.
Naquele período estava em construção a linha de transmissão de energia da Usina Jorge Lacerda para Joinville, que passava por Luís Alves.
Um grande número de trabalhadores foi deslocado para a obra e abrigavam-se perto da loja de Adelina. Eles foram os primeiros compradores das camisas e rapidamente o estoque de tecido acabou, estimulando a visionária Adelina a continuar com sua confecção.
Ela alugou a casa em frente à sua loja, comprou mais tecidos e iniciou a sua indústria. É preciso lembrar que naquela época não havia incentivos do governo; o casal não possuía capital e a cidade ainda não tinha eletricidade. Eram tempos duro se para manter o empreendimento era preciso enfrentar toda sorte de desafios e dificuldades

A alternativa encontrada foi contratar as costureiras e pagar aluguel pelo uso de suas máquinas.

Em 1959 Adelina e Duda instalaram um gerador elétrico e esta iniciativa possibilitou que fossem compradas máquinas industriais usadas, o que foi um novo impulso na fábrica. “Para crescer é preciso investir”, Adelina dizia.
Ela própria ia com seu caminhão vendendo as camisas para comerciantes de diversas regiões de Santa Catarina.
Adelina resolveu também contratar representantes que logo colocaram a produção no comércio da região Mas, com seu espírito sempre inovador, ela queria aumentar a produção de camisas e para isso foi adquirindo máquinas semi automatizadas. A fábrica primava pela qualidade para conquistar o mercado. O trabalho da confecção era quase artesanal. Adelina pessoalmente revisava peça por peça. Os filhos todos a ajudavam na revisão das camisas e corte dos fios
Nessa época foi criada a primeira logo marca e o nome DUDALINA (junção de DUDA com AdeLINA).
Em 1965 Adelina e Duda adquiriram duas lojas em Balneário Camboriú, SC. Numa loja o atendimento era feito por Duda e 4 filhos; na outra loja estava Adelina com mais 4 filhos e eram estabelecidas competições entre as equipes para ver quem vendia mais e os vencedores eram premiados.
O atendimento prestado pelos filhos e filhas, já perfeitamente entrosados com a arte do comércio, encantava os turistas, que sempre voltavam no ano seguinte para prestigiar a família que trabalhava unida.
Adelina revezava-se entre a fábrica de Luís Alves e as lojas de Balneário Camboriú. Os filhos menores ajudavam na loja de Luís Alves, atendendo os fregueses, pesando alimentos, medindo tecidos, revisando as camisas prontas, datilografando as etiquetas.
Porém, o estudo das crianças preocupava o casal e também o crescimento da indústria demandava maior infraestrutura (transporte, telefone, suprimento de matéria-prima e serviços bancários). Adelina, face a essas necessidades, já planejava a mudança para Blumenau.

Blumenau, anos 60
Ela poupou tudo o que pôde e quando já tinha o dinheiro suficiente adquiriu uma loja em Blumenau (era o ano de 1968). No mesmo ano Adelina e Duda compraram uma residência em Blumenau e em 1969 transferiram a família e a fábrica para a cidade. Com um espaço e uma equipe maior a confecção começou a se consolidar no mercado.

Os filhos mais velhos assumiam cada vez mais responsabilidades na empresa. Os filhos mais novos cuidavam da loja de Blumenau e também desenvolviam inúmeras atividades na fábrica e nas demais lojas.
Com isto a indústria seguia crescendo e novas praças iam sendo abertas.
Em 1983 Adelina achou que era hora de transferir o comando da empresa para seus filhos e a partir disso ela dedicou-se à administração do Himmelblau Palace Hotel, em Blumenau, recém adquirido pela família. Adelina dirigiu o Himmelblau até 1991 quando então passou tal incumbência aos filhos.

Nem mesmo as grandes enchentes de 1983 e 1984 em Blumenau derrubaram o espírito empreendedor da Família Hess de Souza.
A DUDALINA edificou uma nova sede em Blumenau, no bairro Fortaleza, inaugurada em 1984. Em 1985 foi construída mais uma fábrica em Luís Alves. E em 1986 uma unidade industrial em Presidente Getúlio.
Também a abertura de um escritório de vendas em São Paulo visou aumentar a presença da DUDALINA na região Sudeste.
Ainda nos anos 90 Dona Adelina iniciou mais um empreendimento: a confecção de “patchwork” até então inédita no Brasil. Montou a fábrica nos fundos de sua casa em Blumenau e pessoalmente fazia os desenhos e compunha os mosaicos. Ela revendia os produtos no hotel e também para várias lojas do Brasil e exportava para a Argentina e o Chile.
Dona Adelina faleceu em 2008, aos 82 anos de idade. Teve uma trajetória de vida marcada por trabalho, visão e disciplina, legado este ao qual seus filhos e filhas, netos e netas, dão continuidade com respeito, carinho e competência.
Adelina
Uma mulher de visão, que sempre soube que bons empresários são aqueles que não se intimidam diante das adversidades. Eles acreditam nas suas ideias, tomam iniciativas, assumem riscos e passam por cima dos problemas.
 “Devemos ter uma postura franca e buscar êxito nos negócios, o que só se consegue com muito empenho, determinação e vontade de vencer.
E claro, é preciso ter criatividade.”
Adelina
COMPROMETIMENTO é criar tempo, quando não existe nenhum. Passar horas após horas, anos após anos, ficando no mesmo, é estacionar e não procurar progredir para si e para os outros.
Comprometimento é formado pelo caráter de cada um, é o poder de mudar a cara das coisas. É o triunfo diário da integridade, do interesse próprio e da empresa. O orgulho é um comprometimento pessoal. É uma atitude que separa a excelência do inferior. Ele nos inspira a entrar na frente dos outros, mas devemos é entrar na frente de nós mesmos.”

Este relato:
CENTRO DE MEMÓRIA FAMÍLIA HESS DE SOUZA –DUDALINA


Texto e fotos  Enviado gentilmente por Jacqueline Hess 
Adelina nasceu em Luís Alves, em 20 de março de 1926 e faleceu no dia 31 de outubro de 2008 aos 82 anos.
Veja vídeo:

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

- Promenor

Histórico
A PROMENOR foi fundada em 23 de julho de 1974 (Prefeito Felix Theiss) na cidade de Blumenau, com a finalidade de promover e estimular a criança economicamente necessitada, num incentivo de inclusão social, proporcionando-lhe oportunidades de educação integral, formando-a e orientando-a de acordo com os princípios básicos de cidadania.
Inicialmente, uma pequena Associação de Engraxates, como entidade civil, sem fins lucrativos, desenvolveu suas atividades na garagem do prédio da antiga Prefeitura, situada no início da Rua XV de Novembro. Na ocasião, amparou 20 crianças, filhos das “Margaridas” – Mulheres Garis de Limpeza de Ruas – que necessitavam trabalhar e não tinham um local seguro para deixar seus filhos. Nesses primeiros anos de trabalho, a PROMENOR encaminhava para estágio nas empresas os alunos com idade inferior a 14 anos.
Apoio pedagógico 

Após dois anos com número bem mais elevado de adolescentes, os atendimentos passaram a ser realizados na então PROEB, local que atualmente é ocupado pelo parque Vila Germânica. Com as enchentes de 1983 e 1984, a PROMENOR teve que, novamente, mudar sua sede, pois o local havia sido atingido e apresentava-se sem condições de uso.
Precisando, portanto, de outro local para abrigar seus alunos, solicitou a Paróquia São Paulo Apóstolo, situada no centro da cidade, que cedesse parte das dependências do Salão Paroquial Porta Aberta o que, na ocasião, foi prontamente atingido, considerando a importância do trabalho então realizado. Até 25 de fevereiro de 1986, o Salão Paroquial serviu de sede para a entidade. A partir dessa data, houve a mudança para a sede própria, construída na Rua Humberto de Campos, 170, no Bairro da Velha.
A partir de então, a Entidade passou por várias reestruturações no que diz respeito ao sistema de atendimento. A comunidade blumenauense, que delineava um novo perfil no que se refere ao atendimento à criança e ao adolescente, passou a encaminhar ao estágio laborativa também os alunos maiores de 14 anos.
Oficina de escultura

Em 1993, houve cessão por parte da ABAM das instalações na Rua Araranguá e a SEMED assume a direção das atividades neste local.
A partir de 1997, a Entidade observou que, dentro do município, outras necessidades de atendimento às crianças e adolescentes haviam surgido. Com alterações na rede regular de ensino, as crianças de 6 anos, que já iniciavam a pré-escola, ficavam sem atividades no outro período, uma vez que as creches não podiam mais ser frequentadas por essa clientela. Assim, a PROMENOR reformulou-se e passou a atender crianças a partir dos 6 anos de idade e não mais a partir dos 7 anos.
As crianças e adolescentes eram integradas em diversos programas (oficinas), em horários opostos ao escolar e, para a admissão dos mesmos na Entidade, era fator decisivo a assiduidade escolar. Eram atendidas crianças e adolescentes oriundos de todos os bairros do município. Entretanto, em cumprimento as exigências do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), somente eram encaminhados ao estágio laborativo os alunos maiores de 14 anos.

 Projeto  Atletismo
Em 1997, ocorreu o surgimento da unidade II da PROMENOR. Para ampliação das atividades, foi reformado o prédio de propriedade da Associação Blumenauense de Amparo ao Menor (ABAM), localizado na Rua Araranguá, 648, no Bairro Garcia. Em 04 de abril de 1998, houve sua inauguração. Essas instalações foram cedidas à PROMENOR por meio de um contrato de comodato com a ABAM. 
Projeo Basquete 
Em meados de 2001, iniciou-se uma nova fase para a PROMENOR, situada no Bairro da Velha quando, em novembro de 2001, houve a inauguração da nova sede da Entidade que conta com 3.336,55m² de área construída, em espaço organizado para bem receber e atender as necessidades dos alunos. A nova sede da PROMENOR situava-se na Rua Itapiranga, 368, no Bairro da Velha, sede que abriga atualmente a Fundação Pró-Família.
Como a PROMENOR situava-se num ponto estrategicamente comercial, o seu prédio foi cedido para a construção de um supermercado, instalando-se na sua atual sede, na Rua Itapiranga, 368, a partir de novembro de 2001.
Projeto dança

Em 2005, sentiu-se a necessidade de transformar a PROMENOR que era uma ONG em uma Fundação Pública (OG) para melhor gerenciar o dinheiro público e também para aumentar o atendimento da Entidade. Portanto, a partir desta data a Fundação do Bem-Estar da Família Blumenauense – Pró-Família atende crianças, adolescentes, os grupos organizados de voluntários (Clubes de Mães) e a Terceira Idade.
A primeira presidente da PROMENOR foi a senhora Murita Úber que dirigiu a Entidade até meados de 1978. Na Gestão do prefeito JPK, a  presidente foia senhora Patrícia Kleinübing.
Projeto Flauta e Teclado
A Fundação Pró-Família foi criada pelo prefeito municipal, Sr. João Paulo KLeinübing, por meio da Lei Complementar nº 515, de 18/3/2005. O objetivo geral da Instituição é promover o bem estar da família blumenauense por meio dos programas da criança e do adolescente, da terceira idade e voluntários em grupos organizados, orientados pelas políticas públicas a cada público alvo, no que diz respeito ao desenvolvimento e promoção humana. Dentre os programas da criança e do adolescente, é propiciado o acesso às atividades que contribuem para o processo de desenvolvimento dos mesmos que estão em situação de risco social ou com situação econômica comprometida.
Em Janeiro de 2007 passou a ser administrada pela Secretaria Municipal de Educação com denominação de Jornada Ampliada que viabilizou equipe técnica pedagógica, docentes e estrutura física disponibilizando as crianças e adolescentes um atendimento educacional de qualidade.
Projeto Judo

Em 17 de junho de 2008 a convite do Secretário Municipal de Educação Dr Maurici Nascimento assumiu a direção da referida Instituição a pedagoga Maria Luiza Oliveira Machado, a qual reformulou em parceria com a Secretaria Municipal de Educação toda a estrutura física e pedagógica. Neste período a Secretaria Municipal de Educação encaminhou a Instituição sugestões de três nomes que através de votação, deveriam ser escolhidos pelos alunos, surgindo assim, o Centro Municipal de Ampliação do Tempo e Espaço Pedagógico da Criança e do Adolescente – CEMATEPCA.
O Centro Municipal de Ampliação do Tempo e Espaço Pedagógico da Criança e do Adolescente – CEMATEPCA, está localizado na área central do bairro Ribeirão Fresco (Beco da rua Araranguá).
Paradoxalmente, nesta região, existem poucos espaços Institucionais disponíveis para atender o número significativo de crianças, sendo que o referido centro comporta a oferta deste serviço. 
O Centro atende aproximadamente 500 crianças e adolescentes oriundas de diversos bairros de Blumenau, com idade entre 06 a 14 anos. O acesso se dá através da matrícula e rematrícula durante o ano letivo e no final do mesmo. O horário de atendimento no período matutino é das 7h30min as 11h30min e no período vespertino é das 12h30min as 16h30min. È oferecido duas refeições diárias em cada período e vale transporte. O referido Centro desenvolve Projetos Educacionais com duração de 60 minutos cada modalidade, sendo os seguintes: Apoio Pedagógico(alfabetização, inglês, matemática, língua portuguesa e hora do conto), Atividades Esportivas (atletismo, basquete, futsal, futebol de areia, psicomotricidade, capoeira, ginástica artística, recreação e judô), Atividades Artísticas (teatro, artes visuais, dança contemporânea, percussão e coral). Os recursos utilizados para o desenvolvimento dos Projetos estão contemplados com materiais esportivos, pedagógicos e tecnológicos. Muitas das crianças e adolescentes que participam do Programa são de famílias em situação de vulnerabilidade social, tornando o nosso compromisso maior na compreensão das questões educacionais e sociais.
Diante das ações que a Jornada Ampliada vem desenvolvendo o nosso grande desafio é o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – (PETI). O mesmo é um dos Projetos Sociais do Governo Federal Brasileiro, concedido em 1996 pela Secretaria de Estado de Assistência Social vinculado então ao Ministério da Previdência Social e de acordo com o art. 136 do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei Federal 8.069/90. Consiste em oferecer: 1º – renda às famílias (Bolsa Criança Cidadã) que tenham crianças e adolescentes envolvidos com trabalho infantil e em situação de risco social; 2º – apoio social e orientação a programas de geração de emprego e renda a estas famílias e 3º – atividades educacionais, culturais e esportivas complementares ao ensino regular, ampliando em três horas ou mais, sua permanência nas dependências da escola ou outro prédio público (denominada Jornada Ampliada). Estes objetivos são atingidos por uma rede de parcerias envolvendo diversos setores dos governos estaduais, municipais e sociedade civil.
Dulce Maria Lehnen
Diretora
FONTE: https://www.facebook.com/pg/Cematepca-413680755402508/about/
Cematepca - Centro Municipal de Ampliação do Tempo e Espaço Pedagógico da Criança e do Adolescente.
Com funciona atualmente (2017)
Fundação do Bem-estar da Família Blumenauense
E-mail: pro.familia@blumenau.sc.gov.br
Telefone: (47) 3381-6972
Endereço: Rua Itapiranga, 368 - Velha CEP 89036-230 Blumenau – SC
Presidente
Nome: Karin Zadrozny Gouvêa da Costa
 (47) 3381.6972 | 99968.9927
Missão
Promover, por meio de programas voltados à criança e ao adolescente, terceira idade e grupos voluntários organizados, o bem-estar da família blumenauense. Permitir o acesso às atividades que contribuem para o desenvolvimento da criança e do adolescente, promovendo sua socialização e o exercício da cidadania. Proporcionar à pessoa idosa proteção à vida, bem como saúde física e mental, o que contribui para um envelhecimento digno e saudável. Valorizar e promover o incentivo às habilidades manuais para voluntários dos grupos organizados e clubes de mães.
Crianças e Adolescentes
Programas Internos e Externos
A Fundação Pró-família oferece às crianças e adolescentes, com idade entre 6 e 16 anos, diversas oficinas. Este programa tem o objetivo de proporcionar lazer e a prática de modalidades como dança, capoeira, ballet, violão, judô, entre outros. Estes programas funcionam interna e externamente, atendendo toda a demanda de Blumenau.
Vale destacar que todas as atividades são gratuitas e a criança ou adolescente poderá optar por mais de uma atividade. O material pedagógico, inclusive o violão e o violino, por exemplo, são emprestados para os alunos que desejam exercitar o instrumento musical e não tem condições financeiras de comprá-lo.
Além das oficinas internas. Mais de 100 núcleos estão à disposição da comunidade Blumenauense, atingindo 29 bairros da cidade.
Mais informações por meio do telefone (47) 3381.6973 ou e-mail profamiliaexternos@blumenau.sc.gov.br 
Adolescente Aprendiz
A Fundação Pró-família oferece a comunidade blumenauense o Programa Adolescente Aprendiz. O projeto visa inserir os jovens no mercado de trabalho e suprir necessidades das empresas de Blumenau, foi criado em 2005, e desde então tem proporcionado emprego a mais de 5.100 adolescentes. Hoje, são mais de 275 aprendizes e em torno de 100 empresas parceiras.
O programa Adolescente Aprendiz oferece os cursos Aprendiz em Serviços Administrativos, Aprendiz em Alimentação, Aprendiz Auxiliar de Produção e Aprendiz Assistente de Vendas a jovens entre 14 e 18 anos incompletos.
Nossa estrutura se encontra no prédio do Pró-adolescente, localizado na rua Jacó Brueckheimer, 370 - Velha, que funciona das 8h às 12h e das 13h às 17h30. É necessário que o adolescente resida no município de Blumenau e esteja frequentando a escola.
SEJA UMA EMPRESA PARCEIRA
O Programa Adolescente Aprendiz oferece uma série de vantagens, tanto aos adolescentes como às empresas participantes. Os aprendizes têm garantia de todos os benefícios previstos a empregados, como registro na CTPS, vale transporte, FGTS entre outros. Além disso, têm a oportunidade de crescer profissionalmente e adquirir experiência para futuros empregos. As empresas, por sua vez, recebem o Selo Empresa Amiga do Aprendiz, que é concedido a quem oportuniza o trabalho dos adolescentes.
Fotos da entidade.
Colaboração Carlos Braga Muller e Dalva Day 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

- Revolução de 1930 em Blumenau

Revolução de 1930 em Blumenau através de imagens
Texto enviado por Rafael José Nogueira

A fotografia tem sempre sido deixada em segundo plano na historiografia. Ainda que a noção de documento tenha se ampliado no século XX, os documentos escritos continuaram predominando na reconstrução dos fatos históricos. As imagens são sempre os “anexos” isto é, a parte decorativa, muito pouco problematizados. A imagem é vista em muitos estudos como apenas arte. Visão essa errada. A imagem também é um texto que deve ser lida. A imagem é o texto e o texto é a imagem. Como documento histórico as imagens merecem ter o mesmo tratamento que as fontes escritas. A Revolução de 1930 foi amplamente fotografado em todo o Brasil. Em Santa Catarina não foi diferente. Maria Luiza Tucci Carneiro aponta alguns pontos a serem analisados quando olhamos as fotos do movimento:
    a)     A geografia do movimento (seus avanços e recuos);
         b)     A atitude da massa e dos indivíduos diante da ideia de revolução;
         c)     A construção dos novos mitos e a destruição de antigos valores;
        d)     O papel sócio-político da mulher;
        e)     O jogo de compromissos morais e políticos;
        f)      O poder em cena;
       g)     O papel da igreja e do Exército;
       h)     A construção do cenário político. (CARNEIRO, 1988, p. 266)
              Propomos fazer uma pequena análise de três fotografias tendo como local a cidade de Blumenau durante o evento da Revolução de 1930. Vamos a elas.
            A primeira imagem é famosa, retrata a estação ferroviária ao fundo e podemos ver muitos soldados revolucionários e alguns populares. Não temos a data exata. Pela descrição na foto “Tropa gaúcha” na foto e cruzando com outras imagens e fontes podemos afirmar que ela foi tirada em Outubro ou Novembro de 1930 durante a revolução e mostra soldados aliancistas. A foto pode ter sido tirada entre o dia 10 de Outubro e a primeira quinzena de Novembro quando ocorreram muitas movimentações de tropas conforme Emembergo Pellizzetti [1] relata em seu diário. Uma estação ferroviária é sempre um lugar de passagem de histórias, sonhos, ideias e projetos. Muitos daqueles soldados possivelmente vislumbravam um Brasil novo, bem diferente do atual oligárquico e sob o comando dos coronéis contribuindo para a manutenção da miséria e da desigualdade na jovem república. Há um soldado na parte direita mais abaixo olhando parece-me para o trem que possivelmente iria partir logo. Que pensamentos este soldado tinha neste momento? Será que ele tinha medo ou animação por estar participando daquele movimento? Vemos ainda um senhor com uma criança ao seu lado como já observado é possível ver “A atitude da massa e dos indivíduos” mediante as tropas ali estacionadas. Demonstra apatia e não muita curiosidade. Este senhor teria noção do que estava acontecendo? E a criança que imaginário ele deve ter criado em sua mente sobre aquilo?
Perguntas que ficam para serem respondidas em futuras pesquisas.



[1] O pesquisador que deseja pesquisar sobre a participação de Blumenau na Revolução de 1930 deve consultar o diário apresentado por sua filha Beatriz Pellizzetti Lolla: PELLIZZETTI, Beatriz. Memórias de um Italiano na Revolução de Trinta em Santa Catarina. Editora da FURB. Blumenau, 1997.
  
 IMAGEM A: Forças revolucionárias gaúchas passando por Blumenau - Ao fundo o prédio
 da Estação Ferroviária, construída com a técnica construtiva enxaimel.

                     A segunda imagem de 27 de Outubro de 1930 mostra soldados revolucionários e civis perfilados na frente da estação ferroviária. A foto em questão foi tirada pelo Sr. Mathias Haas que tinha comércio próximo ao local. Na foto vemos os rostos dos vencedores de quem fez a revolução. Está representado o “novo regime”. Tenta-se mostrar um novo Brasil. Para Maria Luiza Tucci Carneiro: “Impõe-se, para aqueles que estão em cena, aparecer no melhor plano possível, conduzindo a mudança ou a revolução. Nunca ser conduzido. As imagens permanecem e sobre elas, a ideologia política. “ (CARNEIRO, 1988, p. 272). Washington Luís já tinha caído assim como Fúlvio Aducci em nosso Estado era a hora da vitória. Toda vitória deve ser comemorada e registrada. Assim o novo regime memorializa o seu poder e constrói seu culto próprio. A foto ser em frente à estação ferroviária não é por acaso, tem um simbolismo por trás. É desse espaço transitório de passagem que iriam partir rumo ao Rio de Janeiro festejar o ato final com Vargas assumindo o poder. Reparemos na imagem que existem alguns civis. Uns apenas posando para foto para deixar registrado sua participação e alguns empunhadas armas. Provavelmente são voluntários do Batalhão Patriótico coronel Severiano Maia. Um dos únicos batalhões de voluntários de Santa Catarina. As massas foram anônimas, coadjuvantes em Santa Catarina. Pouco participaram do movimento, comparado ao Paraná por exemplo. Pude constatar que nestas imagens e em outras sobre Blumenau as mulheres são praticamente inexistentes. Quando muito são claramente mulheres de uma classe privilegiada. São sempre homens mostrando-se como os novos condutores do movimento que vai mudar o Brasil. Demonstram em suas poses seu poder de conduzir o novo processo político.
IMAGEM B: Forças Revolucionárias gaúchas passando por Blumenau - Estação ferroviária de Blumenau – EFSC. Fonte: Sr. Mathias Haas - Que tinha seu negócio próxima ao local.

        A terceira imagem também conhecida e parecida com a primeira foto apresentada mostra militares e milicianos rebeldes passando por Blumenau. Muitas dessas fotos acabaram tornando-se cartões postais do movimento de 1930. Neto nos informa que o cartão postal em questão foi enviado de um parente a outro: “Cartão postal enviado por Mario Reu à sua prima, Veronica Reu” (NETO, 2012). Podemos afirmar que pela descrição do pesquisador Neto sobre a imagem “durante o final de outubro de 1930” (NETO, 2012) em cruzamento com outras fontes que a foto foi tirando entre 11 de Outubro e a primeira quinzena de Novembro. Emembergo Pellizzetti registrou em seu diário no dia 15 de Novembro sobre o fim das movimentações: “Agora que não se falla mais de passagem de tropas e que está formado um Governo Nacional provisório [...]” (PELLIZZETTI, 1988, p. 199). Apenas Florianópolis continuou ocupada por ter sido um foco de resistência. Na primeira imagem que é bem semelhante já fizemos a análise iconográfica. Vamos por isso agora nos concentrar em outras questões para não se tornar repetitivo a análise.
            O primeiro ponto é considerar o número de repetições da foto em espaços de comunicação diversos, tanto de admoestações para a parte iconográfica como as proposições sobre a produção e a temática. Essa tarefa em relação ao cartão postal como é o caso da nossa fonte pode apresentar obstáculos nessa avaliação por isso nos leva ao segundo aspecto a ser considerado: os textos e inscrições. Na imagem na parte superior mais ou menos no meio temos a seguinte descrição: “Blumenau – Revolução 1930”. O uso da palavra “revolução” demonstra uma tentativa de valorizar e evidenciar o evento ao enviar o cartão postal a um parente. A discussão se o que aconteceu em 1930 foi de fato uma revolução ou apenas um movimento armado sem causar transformações no tecido social a ponto de chamarmos de revolução é enorme e tem gerado debates entre os historiadores quase 90 anos após o acontecimento.
            Um terceiro apontamento sobre cartões postais é a repetição do tema e de organização em séries de documentos. Não tive acesso a essas informações com mais aprofundamento. No pouco apurado fica a impressão que o tema é recorrente em alguns veículos de divulgação quando série de imagens de 1930.
            O quarto e último ponto é sobre os modelos visuais que saem das recorrências entendidas como construções de práticas sociais e edificação de sentidos. Para Carvalho e Lima: “Um bom exemplo dessa eficácia é aquele em que imagens são reapropriadas em esferas de circulação distintas daquelas para as quais foram produzidas. ” (CARVALHO; LIMA, 2008, p. 47). Esses tipos de reapropriações podem ser estudadas por pesquisadores em outros trabalhos. Quanto aos sentidos já delineados aqui, temos o espaço da estação ferroviária lugar de passagem, sendo uma área de carga simbólica na cidade neste momento: centro de mobilidade vital na passagem das tropas até o Rio de Janeiro e o mais importante qual a importância dessa designação de símbolos e sentidos para os habitantes anônimos que observavam todo esse movimento? A estação ferroviária como sinônimo de agente de transitoriedade pode ser confirmada nas recorrências de fotografias tendo a estação ferroviária ao fundo compondo a paisagem. Houve também uma migração do cartão postal fabricado originalmente para ser um elemento de memória para um documento histórico, sem perder no entanto o valor memorialístico e de lembrança.
            Se o cartão círculos entre familiares seria uma pratica cultural do retratar-se? Caso o pesquisador adote essa abordagem precisara compreender que em primeiro lugar deve levar-se em conta o seu caráter simbólico, bem como a influência da escolha do ângulo, espaço, momento e etc. Além de ter em mente as expectativas e ideologias individuais e sociais, isto é, o olhar do espectador para quem se dirige a foto. Estudar partindo dessa noção teórica é descobrir recorrências sintomáticas.   
IMAGEM C: Cartão postal sobre os eventos de Outubro de 1930 em Blumenau. Fonte: Blog do Wilson Oliveira Neto.
Entretanto por que a apatia dos catarinenses em relação ao movimento? Por que apenas um papel secundário num fato de tamanha magnitude? O próprio Emembergo Pellizzetti registra em seu diário sobre a questão no dia 27 de Outubro: “Lembro-me agora que nem um só indivíduo dessa localidade teve a coragem de espontaneamente juntar-se nos primeiros dias às tropas revolucionárias, acho isso pouco edificante” (LOLLA, 1997, p. 176). O Major Plinio Tourinho ao pos-fasciar o livro de Beatriz Pellizzetti apresenta alguns aspectos das terras catarinenses que podem talvez responder: fraca repercussão da administração estadual isolada em Florianópolis, o transporte ferroviário mais desenvolvido no Paraná numa época de estradas com péssima qualidade, o isolamentos dos imigrantes não ocasionando miscigenação como no território paranaense, logo a identificação dos imigrantes catarinenses era muito mais com líderes de seus países do que com políticos brasileiros, o governo eleito de Santa Catarina Fúlvio Aducci em 1930 tinha uma aceitação boa entre os catarinenses, já Afonso Camargo eleito em 1928 era um desastre na gestão do Paraná o exemplo foi os 10 meses de atraso de salários dos funcionários público sendo a faísca para explodir o movimento em Ponta Grossa e Curitiba no dia 5 de Outubro, e a localização das tropas federais, com Santa Catarina tendo apenas dois batalhões de Caçadores e duas baterias de artilharia com número muito abaixo do ideal de soldados, e finalmente a natureza dos oficiais e sua característica revolucionária herdada dos anos 20 entre as tropas paranaenses que alinhavam população civil e militares sob a égide de Plinio Tourinho, bem diferente de Santa Catarina sem essa relação mais próxima entre exército e civis, a prova disso foi que os movimentos revolucionários voluntários foram pontuais e pouco expressivos.
            É clássica a afirmação de José Sarney quando diz que a revolução atrasou em trinta anos o movimento sindical no Brasil. O movimento revolucionário atingiu o cidadão catarinense de surpresa, foi um choque grande. “É a revolução gaúcha” diziam alguns.
            Os personagens principais do movimento em Santa Catarina sabiam que no fundo a motivação da aceitação de Santa Catarina ao movimento era muito mais uma disputa entre os coronéis do planalto e os oligarcas do litoral. De um lado o partido republicano catarinense dividido entre “hercilistas” e “Lauristas” contra os aliancistas. Importante ainda dizer que é engano pensar que a revolução de 1930 começou no dia 3 de outubro. Ela iniciou em 1922 com o primeiro levante tenentista. O acontecimento de 1930 foi o ato final.

Referências:
CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. A Imagem da Revolução de 30. Perspectivas metodológicas do ensino de história, v. 1, p. 266-280, 1988.
CARVALHO, Vânia Carneiro de; LIMA, Solange Ferraz de. Fotografias: usos sociais e historiográficos. In: LUCA, Tânia Regina de; PINSKY, Carla Bassenezi. (Org.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Editora Contexto, 2009.
NETO, Wilson Oliveira. Guerras e Revoluções Brasileiras: Revolução de 1930. Disponível em: http://meuscartoeseselospostais.blogspot.com.br/2012/05/guerras-e-revolucoes-brasileiras.html. Acesso em: 8 Jan. 2017. 
NOGUEIRA, Rafael José. A Revolução de 1930 em Joinville. Revista História Catarina, v. 10, p. 34-43, 2016.
PELLIZZETTI, Beatriz. Memórias de um Italiano na Revolução de Trinta em Santa Catarina. Editora da FURB. Blumenau, 1997.
Arquivo José Ferreira da Silva.
Acervo Família Hass. Disponível em: https://angelinawittmann.blogspot.com.br.  Acesso em: 2 Jan. 2017.

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