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terça-feira, 29 de novembro de 2016

- Avião com delegação da Chapecoense cai na Colômbia

Por Adalberto Day
#CHAPE  Amigos para sempre, o novo time de todas as torcidas.
28 de novembro/2017
Esse dia jamais será esquecido na história do futebol mundial e em especial de Santa Catarina – Brasil.
As vitimas de toda essa tragédia merecem todo nosso respeito. Jogadores, dirigentes, repórteres,
O “Campeão voltou” sim foram campeões do Estado de Santa e Sul americano.
Foram nossos ídolos, guerreiros. Três deles passaram pelo nosso #C.A. Metropolitano , o Thiaguinho, Bruno Rangel e Neto (que resistiu a queda.
Assisti um dia aqui na Associação Artex (jogadores do Amazonas) a Associação Chapecoense derrotar a equipe da Artex por 1x0 , gol de André Cambalhota.
Que todos vão em paz e tenham seu acalento junto a moradia no reino de DEUS.
Nossa gratidão e sentimentos a todos familiares
Site oficial da Associação Chapecoense de Futebol
Tragédia: avião da Chapecoense cai na Colômbia e 71 morrem
https://goo.gl/yjMns6 
Tragédia com a Chapecoense começou com mudança de voO
https://goo.gl/mDhBgp
Mais noticias sobre o Acidente
https://goo.gl/kYZhCL
Último registro de todo o elenco da Chapecoense antes do embarque- Reprodução Internet
Blumenau - Prefeitura
HISTÓRICO
Chape campeã Copa Sul-Americana 
A Associação Chapecoense de Futebol foi fundada em 10 de maio de 1973 e, atualmente, é o maior, mais vitorioso e bem estruturado time de futebol profissional da região oeste de Santa Catarina. Sua origem está ligada ao fato de que, na década de 1970, a região possuía apenas alguns times amadores, sendo inexpressiva em relação ao futebol profissional. Com o propósito de reverter esta situação, alguns desportistas da cidade, jovens apaixonados pelo esporte, decidiram se reunir para criar um time de futebol profissional para a cidade. Entre os presentes nos primeiros encontros, destacam-se Alvadir Pelisser, Heitor Pasqualotto, Altair Zanella, representante do clube Independente, Lotário Immich e Vicente Delai, representantes do Clube Atlético de Chapecó. De maneira geral, pode-se dizer que a Associação Chapecoense, posteriormente um dos grandes do futebol catarinense, surgiu da união dos clubes Atlético Chapecó e Independente.
Desde seu início, a ideia agradou à população e às lideranças locais. Um fato marcante nesta história, e que pode ser compreendido como um dos fatores de sucesso do clube é o fato de que, desde sua fundação, a associação sempre pode contar com o apoio dos empresários da cidade e da região. O primeiro terno de camisas, por exemplo, foi doação do empresário Ernesto de Marco, proprietário das Casas Vitória, fato que é relembrado por Pelisser, em depoimento dado ao caderno comemorativo aos 30 anos do clube, editado pela própria Associação, como sendo uma verdadeira glória para o time. Ao longo dos anos, a Chapecoense recebeu um grande incentivo de outras figuras marcantes da história de Chapecó, entre eles Heitor Pasqualoto, Avelino Biondo, Moacir Fredo, Arthur Badalotti, Gentil Galli e Plínio Arlindo De Nês, líder empresarial e político que deu apoio incondicional ao clube.
Em 1973, formou-se a primeira diretoria da Associação Chapecoense de Futebol, constituída pelos seguintes dirigentes: Presidente: Lotário Immich; Vice-Presidente: Gomercindo L. Putti; Secretário: Jair Antunes de Silva; 2º Secretário: Altair Zanela; Tesoureiro: Alvadir Pelisser; 2º Tesoureiro: Paulo Spagnolo; Diretor Esportivo: Vicente Delai; ainda com a participação de Jorge Ribeiro (Lili) e Moacir Fredo. Conforme lembra Pelisser "muitos não recebiam nada, jogavam vestindo a camisa; iam ao campo com vontade e garra, uma vez que a arrecadação da Chapecoense era pequena".
A primeira formação do time tinha era composta por Odair Martinelli - Alemão (motorista da SAIC), Zeca (apelidado de "Calceteiro" por ser o responsável pela montagem das calçadas, funcionário da Prefeitura de Chapecó), Miguel (Cabo da PM/SC), Boca, Vilmar Grando, Caibi (Celso Ferronato), Pacassa (José Maria), Orlandinho, Tarzan, Ubirajara (PM/SC), Beiço, Airton, Agenor, Plínio (de Seara), Jair, Raul, Xaxim e Casquinha (funcionário do BESC). Todos sempre acompanhados por Nilson Ducatti e pelos dirigentes.
O primeiro time profissional não demoraria para ser formado. Treinado por Gomercindo Luiz Putti, trazido a mando de Pasqualoto da cidade de Concórdia), e tendo como diretor de futebol Vicente Delai, a equipe era composta por Beiço, Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas e Zé.
Beto, jogador da equipe à época, relata o primeiro jogo como profissional: "foi contra o São José de Porto Alegre, no campo do Colégio São Francisco, Chapecoense 1X0 São José, o segundo jogo foi realizado na cidade de Xaxim contra o Novo Hamburgo". Ainda no ano de 1973 a Chapecoense foi a Florianópolis jogar contra o Avaí, o jogo foi empate dois a dois, "empatar com o Avaí na capital foi a maior glória para a Chapecoense", conta Pelisser.
Hoje a Chapecoense tem o apoio de empresários, dirigentes, atletas e ex-atletas, sócios torcedores e imprensa local. Isso, mérito de anos de história e títulos alcançados. Ao todo são cinco títulos (2016) no Campeonato Catarinense, nos anos de 1977, 1996, 2007, 2011, 2016. Em 2006 a equipe foi Campeã da Copa Santa Catarina. Em 2009, ao disputar a Copa do Brasil, a Chapecoense teve acesso a série D do Campeonato Brasileiro de Futebol. Com a classificação na Série D, ainda em 2009 obteve o acesso à Série C, competição que passou a disputar a partir de 2010.
O título de 2011 também credenciou a Associação Chapecoense de Futebol à disputa da Copa do Brasil, segunda disputa mais importante do futebol brasileiro que, inclusive, conduz o campeão à disputa da Copa Libertadores da América, o mais importante torneio de futebol da América Latina. Todos estes fatores tem feito com que a diretoria do clube não tenha medido esforços para montar equipes competitivas. Isso, no entanto, só é possível a partir da participação intensa e maciça dos torcedores locais, seja comparecendo aos jogos ou colaborando de forma permanente com o clube.

O ano de 2012 marcou uma excelente temporada do Verdão. Classificado para a semifinal da Série C, a equipe comandada pelo técnico Gilmar Dal Pozzo conquistou o direito de disputar a Série B em 2013. O fato inédito na história do clube, também surpreendeu muitos e foi neste período que aconteceu o maior feito de todos, com o acesso para a elite do futebol brasileiro, justamente no ano de realização da Copa do Mundo no país. Com uma participação cujo principal objetivo era adquirir experiência e manter o clube na elite, a Chapecoense chegou ao final de 2014 com seu objetivo alcançado.
A chegada de 2015 foi realmente cheia de entusiasmo. Com a experiência adquirida em 2014, a diretoria trabalhou na montagem da equipe com um princípio. Montar um elenco para encarar toda a temporada, com foco principal no Brasileirão. Apesar da Chape ter ficado de fora da decisão do estadual, o terceiro lugar garantiu pelo terceiro ano seguido uma vaga na Copa do Brasil. Competição esta que o Verdão tem grandes chances de avançar para a 3ª fase pela primeira vez.
Em 2016 conquistamos mais um título estadual.
Em 28/11/2016 o fim trágico da equipe campeão.
Maior titulo: Campeão da Copa Sul-americana em 2016
Fora de campo, o clube também festeja as novas estruturas que estão sendo construídas na ala lesta e a nova sede do clube.
Fonte: O futebol e a ocupação do espaço social em Chapecó (1919 – 1973) – Eli Maria Bellani
Adaptação: Departamento de Marketing e Assessoria de Imprensa da ACF 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

- O último Olímpico e Palmeiras

Nos últimos anos nas década de 1940 até 1970, o clássico principal da cidade de Blumenau era entre as equipes do Grêmio Esportivo OlímpicoPalmeiras Esporte Clube.
Nesses período existiam outras grande equipes em Blumenau, o Amazonas Esporte Clube do Bairro Garcia que chegou a dominar muitas vezes o cenário esportivo da região, e assim o Guarani da Itoupava Norte que levantou o titulo citadino em 1963, A Sociedade Desportiva Vasto Verde do Bairro da Velha.
Tarcísio Torres com a camisa do Flamengo e do Olímpico. Encerrou sua carreira entre 1972 e 1974 no Glorioso Amazonas Esporte Clube
Dérbi Olímpico e Palmeiras o derradeiro.
Tarcísio Torres marca o último gol do derradeiro jogo entre G.E. Olímpico e Palmeiras de Blumenau
Bons Tempos
O último clássico entre Palmeiras e Olímpico, de Blumenau foi realizado no dia 22 de novembro de 1970. Nessa ocasião o G.E. Olímpico encerra as atividades de seu futebol profissional. Vários jogares do clube grená, vão vestir a camisa do arquirrival Palmeiras. Entre Ele Tarcísio Torres que havia marcado o último gol desse confronto, Mauro Longo, Britinho, Coral, Rubinho e outros.
 O assíduo leitor Rafael Dalagnolo do Jornal Santa, fez uma pertinente pesquisa sobre esta partida e brinda a coluna com o histórico momento.
Coluna Passe Livre comandada por Cláudio Holzer.
Relato
Transcrevi as matérias publicadas no jornal A Nação do dia 22 de novembro e do dia 24 de novembro de 1970 (a cobertura da “pelejá”, como dizia na época). Procurei manter a grafia exatamente como a do jornal.
Rafael Dalagnolo, de Blumenau

“O quadro palmeirense embora sempre inferiorizada nas ações, deu conta do recado até levar, no curto período de 120 segundos, os tentos que praticamente deitaram por terra as suas pretensões no maior espetáculo do esporte de Blumenauense”. Isso aconteceu no tempo inicial. Aos 36 minutos, Jorginho envolveu ao lateral Adalberto e ergueu centro que o avante Sado escorou com certeiro golpe de cabeça.
            Aos 38, dono da situação no setor direto de sua retaguarda, ao invés de tocar a bola pela lateral, entendeu o zagueiro Krueger de recuá-la para o zagueiro Jorge. Fê-lo defeituosamente, oferecendo a Tarcísio , atento ao lance, a chance de apanhar a esfera e desferir arremesso indefensável ao fundo das malhas.
            “O Olímpico tratou de segurar a vantagem na segunda etapa, sem se perturbar com as manobras mal organizadas pelos palmeirenses”.
OLIMPICO: Batista, Coral, Brito, Jairzão e Gonzaga; Mauro e Chiquinho; Jorginho (Gauchinho), Sado, Tarcísio e Rubinho.
PALMEIRAS: Jorge, Osvaldo, Krueger, Edgar Lopes e Adalberto; Gentil e Luiz Carlos; Zinho, Leal (Anísio), Parobê e Oreco.
Placar:
                      Olímpico   2 x 0    Palmeiras 
Local: Baixada em Blumenau estádio do Olímpico.
Para saber mais sobre a história das duas agremiações, clique nos links:
Acervo Adalberto Day

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

- S.R.D. Centenário

Sociedade Recreativa e Desportiva Centenário.

Rua Centenário, 240, Bairro Val Paraiso no Grande Garcia.
O bairro possui a Sociedade Recreativa e Desportiva Centenário, fundada em 8 de janeiro de 1950. Após três anos, adquiriu-se a área onde foi edificada a sede.



História:
Com um convite feito pelo senhor Johann (João) Iten reuniram-se na propriedade do mesmo no segundo pavimento (foto do local) no dia 08 de Janeiro de 1950, 47 abnegados do Garcia e região e fundaram a S.R.D. Centenário.  A Origem do nome foi que neste ano se comemorou o Centenário de fundação da cidade de Blumenau.
    
Foi neste prédio ao centro (foto) sito a Rua Amazonas,4200, no segundo andar que foi a reunião. Neste local na parte de baixo era o Comércio muito famoso do senhor João Iten. Ao lado Bar e Cancha de boxa. Por bom tempo foi o conhecido Bar Tubarão. Outros também tiveram o comércio e bar depois do senhor João Iten. A Sociedade inicialmente realizava suas festas e atividades  no segundo pavimento deste prédio.
Nesta reunião de amigos, formou-se a primeira diretoria do clube, que ficou assim constituída:
    Francisco Klutzke - Presidente
    Fritz Hochleitner - Vice Presidente
    Rolando Misfeldt - Primeiro Secretário
    Nélio da Silva Fontanela - Segundo Secretário
    Alfredo Olegário - Primeiro Tesoureiro
    Osvaldo Huewes - Segundo Tesoureiro
    Armando Silva - Conselho Fiscal
    Gustavo Maas - Conselho Fiscal
    Oscar Lindner - Conselho Fiscal
    Athanasio Moritz - Cobrador
    Otto Freygang - Cobrador

    Na presidência do Sr. Cristiano Theiss, foi adquirido uma área de terra com 4.000 m2 no ano de 1953.  
     A construção da atual sede, teve inicio na presidência do Sr. Johann Iten e sua conclusão na presidência do Sr. Gerhard Schmidt.
     Em 1980 tendo como Presidente o Sr. Frederico Huscher, foi adquirido um terreno de 12.000 m2.   
     Atualmente o clube ocupa uma área de 16.000 m2.
     O clube conta hoje com uma moderna Sede Social e ainda, Canchas de Bolão com Salão de Festas, Piscinas, Campo de Futebol Suíço, um Pavilhão com modernas Canchas de Bocha, Ginásio de Esportes e um Pavilhão de Festas.
     O Clube participa de diversos eventos esportivos, sendo Campeão Estadual de Bolão 23 Feminino e Campeão Brasileiro de Bolão 16 Feminino. 
    Atualmente o clube participa de Torneios e Campeonatos de Bocha Masculino e Feminino.
Fotos antigas do clube:


Antigas instalações




Construção do prédio atual em 1958


Concurso da rainha de 1958


Concurso da Rainha de 1960


Festta de Natal em 1958

 Arquivo Roberto Schmidt e Adalberto Day

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

- Frederico Kilian

Frederico Kilian nasceu em 8 de julho de 1898, em Palhoça (SC). Filho de Eduardo Kilian e Helena Burckardt, casou-se na década de 1920 com Gertrudes Müller. Desta união nasceram os filhos Orla, Horst, Ursel,Helma e Fritz. Kilian colaborou em diversos segmentos da sociedade. Foi professor, escrevente juramentado do Cartório Frederico Müller de Indaial e Escrivão de Paz em Massaramduba. Durante muitos anos manteve a coluna Efemérides na Revista Blumenau em Cadernos e foi tradutor de artigos extraídos dos jornais Blumenauer Zeitung e Der Urwaldsbote. Frederico Kilian faleceu em 4 de janeiro de 1995, aos 96 anos.
(Fonte: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Fundação Cultural de Blumenau)
Mais uma bela crônica da escritora, historiadora Urda Alice Klueger. Fala de um dos cidadãos mais conhecidos pelos blumenauenses principalmente na parte de grande memorialista que foi o senhor Frederico Kilian. morou por muitos anos na rua amazonas próximo a antiga fábrica TECELAGEM união.
Por Urda Alice Klueger.

Meu tipo inesquecível
Ele nasceu no finalzinho do século passado, e seu sonho era o de viver em três séculos diferentes. Com o maior bom humor, planejava alcançar o ano 2.000, coisa difícil, que acabou não dando certo, mas que o fez sonhar muito.
Seu Frederico Kilian tinha 54 anos quando eu nasci, mas só fui conhecê-lo quando ele já passara dos oitenta. Era um homem pequenino e baixinho, que parecia ter encolhido com a idade. Como não o conheci quando mais jovem, fiquei sempre com a impressão de que encolhera mesmo.
Seu Frederico Kilian me deu a maior lição de vitalidade e de amor à vida que jamais tive. Lúcido, alegre e brincalhão quase até o fim, cheio de incontestável energia física, ele me impressionou desde o dia em que o conheci. Fiquei a observá-lo com muita atenção por algum  tempo, até que nos tornamos amigos. Que amigo que era seu Frederico! Beirando os noventa anos, tinha um pique difícil de acompanhar. Todas as tardes podia se encontrá-lo a caminhar pelas ruas, no seu passinho ágil e miúdo, sempre com destino certo.
– Para onde vai, seu Frederico?
Ia sempre visitar alguém, e parava para me contar que na véspera visitara o amigo tal, que tivera um derrame e estava paralítico, e abanava a cabeça com pena:
– Os meus amigos estão acabando! Quase todos estão doentes ou morreram!
Era uma constatação lúgubre, normal na avançada idade dele, mas ele não se deixava abater. Mudava logo de assunto:
– Hoje à noite...
Sempre tinha um plano para a noite, depois da visita da  tarde. Comparecia a todos os coquetéis, vernissages e outros eventos que acontecessem na cidade. Eu freqüentava os mesmo ambientes que ele, e nas festas, abismava-me com o seu pique: se havia uísque, ele bebia uísque: se havia vinho, ele bebia vinho; se havia cerveja, ele bebia cerveja, e assim por diante, numa demonstração de vitalidade que a gente julga presente só nos jovens.
Nas manhãs, ele trabalhava. Exercia sua antiga profissão de fazer inventários, fazia traduções para a revista Blumenau em Cadernos, escrevia textos. E era galante o nosso velhinho, ah! como era! Não perdia manifestação pública, e lembro bem da Copa do Mundo de 1986, quando, numa das primeiras vitórias do Brasil (só houve as primeiras, mesmo), eu fui com minha turma festejar no carnaval que, aqui em Blumenau, acontece na Rua XV de Novembro. Seu Frederico Kilian, com seus 88 anos, lá estava no carnaval do Brasil, dançando e fotografando. Dançou samba comigo no meio da rua, num arrasta-pé que abriu a roda e fez todo o mundo por perto aplaudir. Agradeceu, depois, a ‘marca’, como se estivesse em elegante salão de baile.
Ele gostava da minha companhia, e, galantemente, convidava-me para festas mais solenes, aos sábados, aonde íamos de braços dados. Tenho as fotografias dessas ocasiões para lembrar-me com saudade.
Mais que ninguém, seu Frederico gostava de viajar. Beirando os noventa anos, decidiu fazer viagem em navio de turismo até o extremo sul da América do Sul. Era um mês no mar, e a família julgou que voltaria morto. Preocupados, os familiares sequer o deixaram volta com o navio até Santos: forma de carro, buscá-lo no porto de Rio Grande/RS. Esperavam encontrar lá um velhinho derreado, mas seu Frederico saltou do navio lépido e faceiro, delirantemente aplaudido por todos os passageiros. Tinha sido eleito o passageiro mais simpático, tinha gravado entrevistas com todo o mundo do navio, e, ah! ele delirava ao contar! – num baile à fantasia, fantasiara-se de beija-flor para poder beijar todas as moças! Assim era seu Frederico!
Depois dos noventa anos, ainda fez muitas viagens. Creio que a mais ousada foi ter ido conhecer o Egito, e se aventurado a andar de camelo, lá pelos 92 anos. A família já não o deixava viajar sozinho, e a gente via que aquilo não lhe agradava muito.
Ele faleceu nos primeiros dias de 1995. Só ‘baixara a bola’ nos últimos meses, e quando o vi pela ultima vez antes da sua morte, ele ainda estava planejando escrever um romance. Contou-me todo o enredo do romance, sobre uma moça que se suicidara em Blumenau no final do século XIX. Talvez, algum dia, eu escreva o romance por ele.
Seu Frederico Kilian sonhava em viver em três séculos diferentes, e não conseguiu. Mas como viveu intensamente os 96 anos de vida que Deus lhe deu! Quero, um dia, ser uma velhinha como ele!

Blumenau, 17 de agosto de 1996.
Urda Alice Klueger
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Adendo do Ecólogo Lauro Eduardo Bacca
Obrigado Urda por nos fazer lembrar do amigo Kilian, que caracterização bonita e perfeita do homem e cidadão, parabéns!
Reforço o seu gosto por passear: Kilian foi numa excursão da Acaprena ao Pantanal Mato-grossense aos 88 anos. A certa altura da viagem ele "desapareceu". Cadê seu Kilian? está no banheiro do ônibus? Não! estava lá na frente, com o motorista, sentado sobre o capô do motor, caderninho à mão, tomando notas, não é fantástico? Depois, em Porto Jofre, o pessoal saiu prá caminhar. Bem consciente da sua condição física, ainda que invejável para a idade, participou, mas, ao invés de caminhar 1,5 hora de ida e outro tanto de volta, fez 45 mim respectivamente. Vou enviar uma foto dele bem longe, na transpantaneira!
Depois, aos 90 anos, foi conosco a Urubici e morro da Igreja. Dormiu sobre uma carroça, num galpão de fazenda com uma fresta de mais de meio metro de altura entre o chão e a grande porta de madeira de entrada, junto com todos, alguns em saco de dormir no chão batido, outros sobre montes de capim seco para o gado. Dia seguinte lá foi ele, com mais alguns que não foram a pé, sobre uma espécie de "galhota" (carroça de duas rodas) puxada a trator, atravessar por dentro do rio Cachoeira.
No morro da Igreja, no tempo em que ainda era possível adentrar na área da Aeronáutica, caminhando por quase um km pela via interna, uma rajada de vento de quase 100 km/h o derrubou sobre umas pedras, felizmente, sem consequências maiores que um muito pequeno corte em uma das mãos. Grande Kilian!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

- Godofredo Heiden

Memorial à Godofredo Heiden
Por André Luiz Bonomini
Senhoras e senhores, amigos e amigas de A BOINA: Godofredo Heiden (Arquivo Pessoal / André Bonomini)
(Escrito em 13 de outubro de 2016)
É dia 13 de outubro, pós-feriado, chuva no ar, e pela mente corre os acordes de Mário Zan, inigualável acordeonista cujas notas de sua Todeschini me fazem correr brevemente para um momento da infância/adolescência. Hoje, dei um breve breque nas minhas notícias diárias para prestar uma reverencia única ao meu avô, homem histórico para o Garcia e inspiração até para o nome de nosso espaço:Godofredo Heiden.
Foi no 13 de outubro de 2014 que ele despediu-se de nosso convívio, partindo com 101 anos de vida bem vivida e registrada em histórias e mais histórias de um passado distante e um tanto inocente. Quis o destino que sua partida para junto de minha avó – Maria Heiden – fosse num dia 13, seu número preferido, e numa segunda-feira, onde há algum tempo e quase que religiosamente, exercitava os dons de bailador no salão do CSRCT Garcia-Jordão, onde também tinha recordações mil dos tempos de grande atirador… Quantos caprichos da vida.
Os pais: Ida Baumgart e Henrique Heiden (Arquivo Pessoal / André Bonomini)
Godofredo, último dos irmãos da numerosa família de Henrique Heiden e Ida Baumgart, nasceu num dia 19 de junho de 1913 na ainda diminuta cidade de Brusque, que ainda descobria-se como o berço da fiação catarinense. Um ano em que ainda se ouvia falar de Áustria-Hungria, de política do café-com-leite, imigração e que a guerra estava perto nas monarquias da Europa. Em busca de uma vida melhor, a família atravessou a primitiva estrada de Guabiruba (hoje chamada coloquialmente de SC-420) a pé, levando muitos dos pertences em um baú surrado rumo a Blumenau, onde estabeleceu primeira residência na Rua Belo Horizonte, bairro Glória.
O jovem Godofredo (Arquivo Pessoal / André Bonomini)
Jovem, espoleta mas trabalhador, Godofredo começou a garimpar a vida mesmo nas fileiras da Empresa Industrial Garcia (EIG), decifrando os segredos dos clássicos teares que costuravam o progresso do bairro que emergia a sua volta. Longe do parque fabril, Godofredo aprendera a domar uma de suas grandes paixões na vida: A gaita. Uma aparentemente tímida gaita Hohner de botão, importada da Alemanha, com 12 baixos, muitas belas canções tocadas e muitos causos contados.
Era um tempo mais raçudo dos músicos que tocavam tudo de ouvido e aprontavam as maiores nos bailinhos da região. Alias, entre bailes e contos de antigamente Godofredo tinha uma caixa cheia de histórias, ávidamente ouvidas por mim independente de quantas vezes ele as contasse para mim. Até posso ver a imagem daqueles dias: Sentado na mesa da cozinha, implorando para que me repetisse algum daqueles causos e ouvindo com a curiosidade saudável de uma criança.
A famosa Hohner da década de 30 ou 40. Originalmente de oito baixos, com mais 10 colocados e uma escala de quatro notas a mais (Arquivo Pessoal / André Bonomini)
Se eu fosse contar todos os causos de Godofredo aqui iriamos ter um quase-livro neste post. O dia de furou o fole da gaita depois de uma bebedeira inocente; os causos do sr. Vicente, que dizia ter visto o diabo na Rua Julio Heiden e quase matou um homem com tantos tiros na cabeça; as viagens para Iguape e São Paulo, começando com Malária e terminado cercados de jagunços; a perda do pai justo no dia que fora desligado do quartel; os causos do temo do táxi, do armazém de secos e molhados e por ai afora… Não duvide, leitor amigo e amiga, eu ainda vou contar mais sobre eles aqui no blog. Questão de tempo.Mas ah, Dindo…as histórias que nunca esqueço. Elas moveram sua existência de tal maneira que tornaram-se retratos da história e da batalha de um pai de família que apenas queria construir uma vida tranquila para a Dinda e para os seus na esquina do Progresso com a Guarapari, onde moramos até hoje. A vida permitiu que ele encontrasse o amor junto de minha avó e, dele viessem cinco rebentos que, direta ou indiretamente, carregam um pedaço de você, assim como hoje carregam em suas lembranças. 
O amor da vida: A jovem Maria Heiden (Arquivo Pessoal / André Bonomini)
Entre as tantas ocupações de vida – nos teares, como taxista, dono de armazém, músico e entregador – talvez uma das mais nobres tenha sido a ocupação de avô. Das histórias contadas no berço e lições que tomava nas broncas que dava, Godofredo sabia como arrancar um sorriso de quem o visse. Tinha aquele jeito bonachão de um bom senhor alegre com a sabedoria de quem havia vivido tantas coisas em um tempo tão longo. A vida foi-lhe generosa em lhe dar uma resistência tão grande quanto o carvalho, muito embora, assim como nós mesmos, as árvores também partem.
Não há mais as reuniões animadas dos netos e sobrinhos na cozinha apertada dos fundos do 2405, como haviam no passado, não há mais a gaita rasgando a noite para abafar os sons dos programas políticos, o cheiro de galinha ensopada no velho Dako vermelho, os pães amassados junto de minha avó, o terço da Rede Vida rezado e intercalado com cochiladas da idade e nem a presença constante do vigilante moço de boina branca cuidando dos gatos e jogando papo fora no velho banco.
Mas hoje não é um dia para entristecermos, talvez até o velho senhor cujo nome em alemão significa a paz de Deus não quisesse assim. Nada destas memórias é motivo para nos encolhermos no nosso canto lamentando, pois figuras históricas e marcantes de nossa vida não morrem por completo, deixam pegadas na trilha de nossas lembranças e que fazemos de tudo para que não se apaguem. E, como neto, como esquecer Godofredo e suas histórias?
Amigo leitor, amiga leitora, sei que devo ter me alongado muito neste memorial, mas quando se trata de uma figura história – além de um amado avô – não posso me omitir a poetizar. Se você, Dindo, estiver lendo em algum lugar lá em cima, ao lado da Dinda e de outros tantos entes queridos e personas históricas do Garcia, saiba que tudo está bem na terra, pelo menos no nosso lado. Sentimos sua falta, é verdade, mas eu e tantos outros parentes e amigos não deixamos de toma-lo como inspiração na vida, a começar por mim e pela boina que, independente do que os outros falam e difamam, está na minha cabeça como herança constante de seus ensinamentos.
Obrigado sempre, Dindo! Um dia nos vemos por ai!
 Arquivo de André Bonomini
Leiam: A Boina
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Adendo de Lauro Eduardo Bacca que entrevistou o senhor Godofredo.
ENTREVISTA COM O SR GODOFREDO HEIDEN, em 13/06/2006.
Data de Nascimento = 19/06/1913
Local = Guabiruba, então Brusque – SC
Cônjuge = Maria Constant
Filhos = - Walter Heiden - Maria Juila Boos - Valmor Heiden - Isabel Heiden - Anelore Heiden Bonomini
Endereço = Rua Progresso, 2.405 – Blumenau – SC
Entrevistador = Lauro Eduardo Bacca
Data da entrevista = 13 de junho de 2006, aos 93 anos menos três dias do entrevistado.
Local da entrevista = residência do entrevistado.
Observações do entrevistador entre [ ... ].
Dados da Entrevista:
O Sr. Godofredo informou:
- que tinha 19 anos e sua esposa tinha 16 anos quando casaram-se;
- que foi casado durente 69 anos, até sua esposa falecer e que tiveram cinco filhos e mais um adotado.
- que é sobrinho de Júlio Heiden, nome de rua no bairro Progresso em Blumenau;
- que se criou na localidade de “Russolana”, em Guabiruba, [que no mapa IBGE 1:50.000, folha de Botuverá, aparece atualmente com o nome de Sibéria];
- que já mora há mais de 60 anos em Blumenau;
- que foi o primeiro a ter carro da Artex para cima, em Blumenau, uma camionete Chevrolet 1934;
 
- que morou na casa com fundos de madeira e bela frente tipo enxaimel, que existiu até 02/05/2006 na esquina par da rua Guarapari com a rua Progresso, onde também teve casa de comércio, ou seja uma venda de secos e molhados quando a filha Julia tinha três anos e que ali permaneceu pagando aluguel por 18 anos e dois meses, onde tinha duas canchas de bocha, onde ele tocava gaita e era a única venda que tinha na região, mudando-se depois para a outra esquina da mesma rua, onde está desde cerca de 1960;
- que pegou dois ou três anos de Guerra quando tinha a venda e que nesse período tudo era mais difícil, racionado, como o açúcar, por exemplo;
- que mudou-se de Guabiruba para Blumenau quando tinha seus sete anos, [portanto em cerca de 1920], para morar na rua Belo Horizonte, atual bairro da Glória, e que por isso, pouco se lembra dos primeiros anos passados na Russolana da Guabiruba, mas informou que na Russolana o pai tinha Engenho de Farinha. Não se lembra de ter tido serraria lá, mas antes de nascer o Stefano (Lauritz ??) tinha uma, naquela localidade;
- que do Garcia, quando veio de muda, lembra-se da Empresa Industrial Garcia;
- que morou 30 anos sem luz elétrica e que por muito tempo usou luz de bateria;
- que seu pai caçava, adentrando no mato e chegando até onde nasce o Ribeirão Garcia;
- que caçava também, junto com o irmão João, que na primeira vez pegou porco (o de queixo branco, [portanto o queixada] na corrida, pois não caçava com cachorros. Já os parentes da rua da Glória caçavam com cachorros;
- que gostava de caçar mais “passarinho”, [denominação usada para aves em geral] e que caçava de tudo: jacutinga, jacupema, etc. Jacutingas chegou a ver seis numa árvore, quando já morava em Blumenau;
- que conheceu quase todas as cabeceiras do Garcia (caçando) e que conheceu o Bepe quando já tinha duas filhas e quatro filhos;
- que para ir ao Bepe o pior trecho de passagem era o morro após a Serraria do Moretto, que antes passava por cima, agora é por baixo, evitando o tope feio;
- Informou que conheceu a Nova Rússia já pelo caminho atual [e não pelo acesso através do Jordão];
- que em Blumenau conheceu tudo. Especificamente sobre as matas do atual Parque Nacional, lembra que na Terceira Vargem tinha uma Serraria dupla, tocada com uma única caldeira (locomóvel) e que lá tinha também umas 4 ou 5 casas, a estrada no meio e a serraria do lado direito;
- que o Leopoldo Zahrling tinha Serraria na Nova Rússia, especificamente na Segunda Vargem e na Terceira Vargem a serraria dupla;
- que o Leopoldo Zahrling tinha 400 toras cortadas no mato, na Terceira Vargem, mas chegou à conclusão de que era mais lucro deixá-las apodrecer no mato do que puxar até a serraria para serrá-las;
- que o Knapel [que outros entrevistados chamaram de Knapa e um outro supõe ser Knaper] tentou buscar estas toras. Quando veio embora, no topo do morro olhou para trás e viu fumaça ... (A Serraria da Terrceira Vargem estava queimando)?;
- que na região do Bepe chegou a existir uma serraria, na região de Águas Pretas;
- que foi comerciante, tinha 5 – 6 cavalos e com eles ia para o Encano;
- que o Tallmann tinha uma Serraria no Encano junto com o Sr. Masen;
- que sobre possíveis áreas de mata ainda virgens, informou que entre o Jordão e a Nova Rússia, o Sachtleben tinha 120 morgos de terra, “que ia até Gaspar e não deixava cortar nada” e que mais para dentro, no seu tempo, era tudo mata virgem e que uma vez viu seis canelas (-pretas) de cerca de um metro de diâmetro, na Buraqueira, no Encano;
- que nas Minas (de Prata) era muito ruim para subir, para ir a pé para o Encano;
- que na Chapada (ponto mais alto da estrada, então caminho que ia para o Encano), viram revirado de terra de porco, com pegadas fresquinhas de onça-pintada e que a água ainda estava suja da sua presença;
- que viu a onça-pintada morta na Toca da Onça em Blumenau, sobre um Ford 1948;
- que subiu o Spitzkopf várias vezes e que uma vez desceu pela água e saiu no Encano;
- que não sabe se ainda tem mata virgem no Spitzkopf, pois “tiraram muita madeira”;
- que sobre acidentes de caça soube de um genro do Roepke e que na família houve um acidente desses;
- que seu irmão João sempre dizia que ....///????;
- Sobre sua vida social, contou que entrou como sócio do Clube de Caça e Tiro Jordão depois da II Grande Guerra e que foi Rei do Alvo ou Rei do Tiro e que suas filhas foram damas e ele foi ainda duas vezes Primeiro Cavalheiro e uma vez Segundo Cavalheiro e que o café do Rei era na casa do Rei, mais ou menos como hoje. Tocava também na Orquestra Jazz Ideal, que se apresentou no Teatro Carlos Gomes, no Hotel Elite; tocava um acordeão italiano, muito lindo, que vendeu para poder comprar uma camionete pick-up e saiu da orquestra em cerca de 1942.
- Ainda sobre suas atividades, foi taxista por 20 anos, foi mascate na região do Alto Vale do Rio Itajaí do Norte e que ia com o seu carro, junto com o vendedor Alfredo Krug e que ainda foi tecelão por 17 anos, sendo 13 anos na Empresa Industrial Garcia e 4 anos na Artex S/A.
- Voltando ao assunto CAÇA, disse que comentava-se que iam proibir a caça por 5 anos mas que a proibição permaneceu até hoje;
- que seu pai chegou a matar jacutinga até num cafezalzinho que tinha;
- que nos últimos anos que caçaram, mataram 31 jacutingas em três caçadas, na área do Moreira Bastos (no Braço do Encano) e que não matavam mais por que não tinha como carregar os bichos mortos;
- que aos sábados, na rua Progresso, diante de sua Venda, “era só carroça passando e latidos de cachorros” do pessoal que se dirigia às matas do Garcia e Encano, para caçar nos fins de semana;
- ainda sobre bichos de caça, comentou enfático: “oh, comemos muuuita carne de anta e que viu uma sendo carneada no Bepe e naquela mesma manhã, pelas dez horas, vieram com mais um veado abatido e que uma semana após viu outra anta.
- sobre ideia de reintrodução, ele acha que daria certo “só se os caçadores não caçarem mais”;
- informou ainda que parou de caçar quando foi proibido, “para não ser preso, ir para a cadeia” e que não tinha graça ir caçar com medo dessa possibilidade;
- Sobre o Parque Nacional da Serra do Itajaí, disse “que é bom ...”,  apenas;
- Sobre SECAS, disse que nos fundos de seu terreno, que tinha mais de 600 metros de fundos, um ribeirãozinho chegou a secar, mas não se lembra o ano;
- sobre o nome do morro Bugerkopf, disse que sempre o conheceu com esse nome;
- sobre ÍNDIOS, disse que seu pai chegou a ver um mas ele mesmo não viu.
[FIM da entrevista].

"arquivo de Lauro Eduardo Bacca e Parque Nacional da Serra do Itajaí"

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